Fazenda vai divulgar processos de autorização de bets
Força-tarefa terá 120 dias para dar transparência aos processos de regularização das plataformas aptas a operar no País
Caio Barcellos
Ministro da Fazenda, Dario Durigan | Divulgação/Lula Marques/Agência Brasil
O Ministério da Fazenda criou nesta segunda-feira (20) uma força-tarefa para preparar a divulgação dos processos administrativos usados na autorização de plataformas de bets.
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A portaria que institui a iniciativa foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e tem como objetivo ampliar a transparência dos documentos. Os trabalhos ficarão sob responsabilidade de 15 servidores da pasta de Dario Durigan por um período inicial de 120 dias, com possível prorrogação de igual prazo.
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A equipe deverá analisar os processos conduzidos pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) e identificar dados pessoais sensíveis ou informações com acesso restrito. Antes da divulgação, os servidores deverão anonimizar ou ocultar os trechos protegidos pela legislação.
A Subsecretaria de Autorização da SPA ficará responsável por coordenar, orientar e supervisionar os trabalhos
Ao final, a unidade deverá entregar um relatório consolidado ao Gabinete da SPA. O documento será posteriormente encaminhado ao ministro Durigan
A portaria não informa quando os primeiros processos serão divulgados, quais documentos serão publicados nem a plataforma que será utilizada.
A medida também não altera os critérios e procedimentos usados pela SPA para autorizar as empresas, além de não reabrir os pedidos e determinar novas análises sobre decisões já tomadas.
Fiscalização das bets
A criação do grupo ocorre depois de o Tribunal de Contas da União (TCU) identificar falhas na articulação entre os órgãos responsáveis por fiscalizar o mercado de apostas.
Um acórdão de maio da Corte apontou lacunas regulatórias, dificuldades no compartilhamento de informações e falta de coordenação entre entidades como Fazenda, Banco Central (BC), Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Polícia Federal (PF) e Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
O tribunal também recomendou a integração das bases de dados do governo e a criação de protocolos permanentes para o combate ao mercado clandestino e à lavagem de dinheiro.
Em julho, o governo publicou novas regras para a publicidade das bets. Os anúncios passaram a ser obrigados a apresentar mensagens como “Apostar pode causar dependência”, “Apostar faz você perder dinheiro” e “Aposta não é investimento”.
As normas também proíbem campanhas que associem apostas a enriquecimento rápido, renda extra, solução de dívidas ou sucesso pessoal.
Comentaristas, influenciadores e especialistas não podem usar análises ou previsões ligadas a anúncios para induzir o público a apostar em determinado resultado.
Empresas que descumprirem as regras podem receber advertência, ter a autorização suspensa por até 180 dias ou perder a licença. A multa pode chegar a 20% da arrecadação, limitada a R$ 2 bilhões por infração.
O governo também ampliou o combate às plataformas ilegais. Segundo Durigan, mais de 56 mil sites irregulares já foram retirados do ar, além de quase mil perfis de influenciadores que sofreram bloqueios ou restrições.
Fazenda vai divulgar processos de autorização de bets Força-tarefa terá 120 dias para dar transparência aos processos de regularização das plataformas aptas a operar no PaísEconomia2026-07-20T20:07:17.818ZO Ministério da Fazenda criou nesta segunda-feira (20) uma força-tarefa para preparar a divulgação dos processos administrativos usados na autorização de A portaria que institui a iniciativa foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e tem como objetivo ampliar a transparência dos documentos. Os trabalhos ficarão sob responsabilidade de 15 servidores da pasta de por um período inicial de 120 dias, com possível prorrogação de igual prazo. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. A equipe deverá analisar os processos conduzidos pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) e identificar dados pessoais sensíveis ou informações com acesso restrito. Antes da divulgação, os servidores deverão anonimizar ou ocultar os trechos protegidos pela legislação. A Subsecretaria de Autorização da SPA ficará responsável por coordenar, orientar e supervisionar os trabalhos Ao final, a unidade deverá entregar um relatório consolidado ao Gabinete da SPA. O documento será posteriormente encaminhado ao ministro Durigan A portaria não informa quando os primeiros processos serão divulgados, quais documentos serão publicados nem a plataforma que será utilizada. A medida também não altera os critérios e procedimentos usados pela SPA para autorizar as empresas, além de não reabrir os pedidos e determinar novas análises sobre decisões já tomadas. Fiscalização das bets A criação do grupo ocorre depois de o Tribunal de Contas da União (TCU) identificar falhas na articulação entre os órgãos responsáveis por fiscalizar o mercado de apostas. Um acórdão de maio da Corte apontou lacunas regulatórias, dificuldades no compartilhamento de informações e falta de coordenação entre entidades como Fazenda, Banco Central (BC), Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Polícia Federal (PF) e Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O tribunal também recomendou a integração das bases de dados do governo e a criação de protocolos permanentes para o combate ao mercado clandestino e à lavagem de dinheiro. Em julho, o governo publicou novas regras para a publicidade das bets. Os anúncios passaram a ser obrigados a apresentar mensagens como “Apostar pode causar dependência”, “Apostar faz você perder dinheiro” e “Aposta não é investimento”. As normas também proíbem campanhas que associem apostas a enriquecimento rápido, renda extra, solução de dívidas ou sucesso pessoal. Comentaristas, influenciadores e especialistas não podem usar análises ou previsões ligadas a anúncios para induzir o público a apostar em determinado resultado. Empresas que descumprirem as regras podem receber advertência, ter a autorização suspensa por até 180 dias ou perder a licença. A multa pode chegar a 20% da arrecadação, limitada a R$ 2 bilhões por infração. O governo também ampliou o combate às plataformas ilegais. Segundo Durigan, mais de 56 mil sites irregulares já foram retirados do ar, além de quase mil perfis de influenciadores que sofreram bloqueios ou restrições.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/fazenda-vai-divulgar-processos-de-autorizacao-de-bets