Ministro Dario Durigan atribui parte da pressão sobre preços e juros às guerras e diz que conflitos podem dificultar o acesso do Brasil a insumos
Caio Barcellos
Ministro da Fazenda, Dario Durigan | Divulgação/Lula Marques/Agência Brasil
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (21) que o Brasil está “longe” de enfrentar uma crise fiscal ou de dívida e defendeu a condução das contas públicas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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“Me permite dizer uma coisa para as pessoas se tranquilizarem com as notícias que têm saído. Nós estamos longe de ter crise fiscal, crise de dívida, não tem isso. O juros alto, ele traz um empecilho para as pessoas”, afirmou em entrevista à Rádio Metrópole, da Bahia.
Ao tratar da inflação e do nível dos juros, o ministro argumentou que a situação fiscal é apenas um dos elementos considerados pelos bancos centrais. Segundo ele, as guerras e o aumento das tensões geopolíticas podem provocar choques de preços e de oferta, levando autoridades monetárias de diferentes países a manter uma política mais restritiva para evitar uma aceleração da inflação.
Durigan apontou dois principais canais pelos quais os conflitos podem atingir a economia brasileira. O primeiro é a elevação dos preços internacionais, especialmente dos combustíveis. O segundo é uma eventual dificuldade de abastecimento de produtos e insumos importados, caso países produtores reduzam suas exportações para preservar o mercado interno.
“Veja o caso de fertilizante nitrogenado. Tem empresas dizendo, olha, eu não consigo acessar esse mercado, porque os outros países, além do Oriente Médio, que tem essa produção, falam, opa, eu vou me preservar e vou impedir a exportação. Vou diminuir a exportação de alguns produtos, que é o que a Rússia, por exemplo, faz. E aí os agricultores, as empresas não conseguem comprar. Não é que o preço está alto. Eu não acesso esse produto”, destacou.
Durigan afirmou ainda que os juros elevados representam um obstáculo para a população, principalmente por causa do custo do crédito, e classificou como “absurdas” e “abusivas” as taxas cobradas no cartão.
Fazenda: Brasil está 'longe' de crise fiscalMinistro Dario Durigan atribui parte da pressão sobre preços e juros às guerras e diz que conflitos podem dificultar o acesso do Brasil a insumosEconomia2026-08-21T12:57:26.108ZO ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (21) que o Brasil está “longe” de enfrentar uma crise fiscal ou de dívida e defendeu a condução das contas públicas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. “Me permite dizer uma coisa para as pessoas se tranquilizarem com as notícias que têm saído. Nós estamos longe de ter crise fiscal, crise de dívida, não tem isso. O juros alto, ele traz um empecilho para as pessoas”, afirmou em entrevista à Rádio Metrópole, da Bahia. + Ao tratar da inflação e do nível dos juros, o ministro argumentou que a situação fiscal é apenas um dos elementos considerados pelos bancos centrais. Segundo ele, as guerras e o aumento das tensões geopolíticas podem provocar choques de preços e de oferta, levando autoridades monetárias de diferentes países a manter uma política mais restritiva para evitar uma aceleração da inflação. Durigan apontou dois principais canais pelos quais os conflitos podem atingir a economia brasileira. O primeiro é a elevação dos preços internacionais, especialmente dos combustíveis. O segundo é uma eventual dificuldade de abastecimento de produtos e insumos importados, caso países produtores reduzam suas exportações para preservar o mercado interno. “Veja o caso de fertilizante nitrogenado. Tem empresas dizendo, olha, eu não consigo acessar esse mercado, porque os outros países, além do Oriente Médio, que tem essa produção, falam, opa, eu vou me preservar e vou impedir a exportação. Vou diminuir a exportação de alguns produtos, que é o que a Rússia, por exemplo, faz. E aí os agricultores, as empresas não conseguem comprar. Não é que o preço está alto. Eu não acesso esse produto”, destacou. + Durigan afirmou ainda que os juros elevados representam um obstáculo para a população, principalmente por causa do custo do crédito, e classificou como “absurdas” e “abusivas” as taxas cobradas no cartão.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/fazenda-brasil-esta-longe-de-crise-fiscal