Economia

Durigan promete esforço fiscal em eventual novo governo Lula

Ministro da Fazenda defendeu a continuidade do arcabouço fiscal e o controle dos gastos obrigatórios

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan | Washington Costa/MF

O ministro da Fazenda, Dario Durigan | Washington Costa/MF

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (20) que a equipe econômica está preparada para manter, em um eventual segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), um esforço fiscal de dimensão semelhante ao realizado no atual governo.

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Em entrevista à rádio CBN, Durigan defendeu a continuidade do arcabouço fiscal, com ajustes na regra e, principalmente, controle do crescimento das despesas obrigatórias.

“O que nós precisamos é de estabilidade para que as pessoas entendam quais são as regras no país. Por isso que o que está no plano de governo, que é manter o arcabouço fiscal fazendo os ajustes necessários, e em especial controlando os gastos obrigatórios”, afirmou.

🔎 O arcabouço fiscal é o conjunto de regras que limita o crescimento dos gastos do governo e estabelece metas para as contas públicas. Criado em 2023, ele substituiu o teto de gastos e busca manter as despesas sob controle para evitar o aumento excessivo da dívida. 🔍

Durigan disse que o governo está disposto a repetir o esforço fiscal realizado no atual mandato. De acordo com ele, a equipe econômica promoveu um ajuste equivalente a cerca de 2% do Produto Interno Bruto (PIB).

“Isso consta do programa de governo do presidente Lula, de modo que a gente faça um esforço fiscal como feito neste governo, que a gente fez um esforço fiscal de 2% do PIB. Isso é o fundamental para as pessoas entenderem que não tem navegação no escuro, que estamos prontos para fazer um esforço de mesma dimensão”, declarou.

O ministro afirmou que "sem dúvida" os gastos com a Previdência Social e com o funcionalismo público fazem parte do debate fiscal. Ele apontou, por exemplo, a necessidade de discutir os privilégios das aposentadorias de alguns setores.

Durigan reconheceu ainda que "não está tudo bem" com a dívida pública, mas fez questão de enfatizar que há "outros aspectos da economia que vão muito bem".

O ministro também afirmou que a trajetória da dívida pode ser revertida com a redução dos juros, além do controle das despesas.

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