Dívida pública sobe para R$ 9,29 trilhões em julho
Alta mensal de 0,22% ocorreu após mesmo com resgate líquido de R$ 65,1 bilhões e incorporação de R$ 85,5 bilhões em juros
Caio Barcellos
Tesouro Direto
A Dívida Pública Federal (DPF) cresceu R$ 653,69 bilhões nos sete primeiros meses de 2026 e chegou a R$ 9,289 trilhões em julho, avanço nominal de 7,57% em relação aos R$ 8,635 trilhões registrados no fim de 2025. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Tesouro Nacional.
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Somente em julho, o estoque aumentou R$ 20,39 bilhões, ou 0,22%, ante os R$ 9,268 trilhões registrados em junho. No mês, o Tesouro emitiu R$ 198,15 bilhões em títulos públicos e resgatou R$ 263,29 bilhões, o que resultou em saldo líquido de R$ 65,14 bilhões em resgates. Ainda assim, a dívida cresceu porque R$ 85,53 bilhões em juros foram incorporados ao saldo.
A maior parte está concentrada na Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi), cujo estoque chegou a R$ 8,949 trilhões em julho. Já a Dívida Pública Federal Externa (DPFe) recuou 2,20% no mês e terminou julho em R$ 340,06 bilhões.
Papéis ligados à Selic ganham espaço
Os títulos cuja remuneração varia de acordo com taxas de juros, principalmente a Selic, passaram de 49,32% para 51,11% de toda a DPF, enquanto os títulos prefixados, nos quais a taxa de remuneração é definida no momento da emissão, perderam espaço e passaram de 21,04% para 19,22% do estoque.
Os títulos corrigidos por índices de preços, principalmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), responderam por 26,02% da dívida, ante 25,90% em junho, enquanto os papéis vinculados ao câmbio representaram 3,65% do total. Assim, mais da metade da dívida federal passou a estar ligada a taxas que acompanham as condições correntes de juros.
O movimento também aparece nas novas emissões feitas pelo Tesouro. Dos R$ 198,14 bilhões em títulos da dívida interna emitidos durante julho, R$ 124,11 bilhões, equivalentes a 62,64% do total, foram papéis com remuneração flutuante -outros R$ 66,73 bilhões foram emitidos com juros prefixados e R$ 7,26 bilhões ficaram concentrados em títulos corrigidos por índices de preços.
Menor parcela da dívida vence no curto prazo
A parcela da DPF que precisará ser paga ou refinanciada nos 12 meses seguintes caiu de 20,07% em junho para 18,91% em julho, o equivalente a aproximadamente R$ 1,757 trilhão. Quanto menor essa concentração de vencimentos no curto prazo, menor é a quantidade da dívida que o Tesouro precisa substituir por novos títulos em um período reduzido.
Ao mesmo tempo, o prazo médio da dívida aumentou de 4,01 para 4,05 anos, o que significa que, considerando conjuntamente todos os papéis em circulação e seus respectivos valores, o governo ganhou um pouco mais de tempo até ter de pagar essas obrigações.
Custo da dívida recua
O custo médio da DPF acumulado nos 12 meses encerrados em julho caiu de 12,68% para 12,45% ao ano. O indicador mede, de forma agregada, quanto a dívida custa ao governo em juros e demais formas de remuneração dos títulos durante esse período. Na parcela emitida no mercado brasileiro, o custo médio também recuou, de 13,19% para 13,14% ao ano.
O Tesouro também encerrou julho com uma reserva de liquidez de R$ 1,371 trilhão, montante mantido em caixa especificamente para fazer frente aos pagamentos da dívida. O valor cresceu 1,89% em relação a junho e, segundo o Tesouro, seria suficiente para bancar 7,81 meses de vencimentos da dívida interna mesmo sem considerar novas emissões futuras.
Tesouro Direto
Entre as pessoas físicas que investem diretamente em títulos públicos, as compras somaram R$ 11,67 bilhões em julho, enquanto os resgates ficaram em R$ 4,29 bilhões, deixando uma entrada líquida de R$ 7,37 bilhões no Tesouro Direto. O estoque do programa chegou a R$ 272,26 bilhões, alta de 3,73% em relação a junho, e o Tesouro Selic foi o título mais procurado no período, responsável por 35,83% das vendas.
Dívida pública sobe para R$ 9,29 trilhões em julhoAlta mensal de 0,22% ocorreu após mesmo com resgate líquido de R$ 65,1 bilhões e incorporação de R$ 85,5 bilhões em jurosEconomia2026-08-26T18:31:41.316ZA Dívida Pública Federal (DPF) cresceu R$ 653,69 bilhões nos sete primeiros meses de 2026 e chegou a R$ 9,289 trilhões em julho, avanço nominal de 7,57% em relação aos R$ 8,635 trilhões registrados no fim de 2025. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Tesouro Nacional. Somente em julho, o estoque aumentou R$ 20,39 bilhões, ou 0,22%, ante os R$ 9,268 trilhões registrados em junho. No mês, o Tesouro emitiu R$ 198,15 bilhões em títulos públicos e resgatou R$ 263,29 bilhões, o que resultou em saldo líquido de R$ 65,14 bilhões em resgates. Ainda assim, a dívida cresceu porque R$ 85,53 bilhões em juros foram incorporados ao saldo. A maior parte está concentrada na Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi), cujo estoque chegou a R$ 8,949 trilhões em julho. Já a Dívida Pública Federal Externa (DPFe) recuou 2,20% no mês e terminou julho em R$ 340,06 bilhões. Papéis ligados à Selic ganham espaço Os títulos cuja remuneração varia de acordo com taxas de juros, principalmente a Selic, passaram de 49,32% para 51,11% de toda a DPF, enquanto os títulos prefixados, nos quais a taxa de remuneração é definida no momento da emissão, perderam espaço e passaram de 21,04% para 19,22% do estoque. Os títulos corrigidos por índices de preços, principalmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), responderam por 26,02% da dívida, ante 25,90% em junho, enquanto os papéis vinculados ao câmbio representaram 3,65% do total. Assim, mais da metade da dívida federal passou a estar ligada a taxas que acompanham as condições correntes de juros. O movimento também aparece nas novas emissões feitas pelo Tesouro. Dos R$ 198,14 bilhões em títulos da dívida interna emitidos durante julho, R$ 124,11 bilhões, equivalentes a 62,64% do total, foram papéis com remuneração flutuante -outros R$ 66,73 bilhões foram emitidos com juros prefixados e R$ 7,26 bilhões ficaram concentrados em títulos corrigidos por índices de preços. Menor parcela da dívida vence no curto prazo A parcela da DPF que precisará ser paga ou refinanciada nos 12 meses seguintes caiu de 20,07% em junho para 18,91% em julho, o equivalente a aproximadamente R$ 1,757 trilhão. Quanto menor essa concentração de vencimentos no curto prazo, menor é a quantidade da dívida que o Tesouro precisa substituir por novos títulos em um período reduzido. Ao mesmo tempo, o prazo médio da dívida aumentou de 4,01 para 4,05 anos, o que significa que, considerando conjuntamente todos os papéis em circulação e seus respectivos valores, o governo ganhou um pouco mais de tempo até ter de pagar essas obrigações. Custo da dívida recua O custo médio da DPF acumulado nos 12 meses encerrados em julho caiu de 12,68% para 12,45% ao ano. O indicador mede, de forma agregada, quanto a dívida custa ao governo em juros e demais formas de remuneração dos títulos durante esse período. Na parcela emitida no mercado brasileiro, o custo médio também recuou, de 13,19% para 13,14% ao ano. O Tesouro também encerrou julho com uma reserva de liquidez de R$ 1,371 trilhão, montante mantido em caixa especificamente para fazer frente aos pagamentos da dívida. O valor cresceu 1,89% em relação a junho e, segundo o Tesouro, seria suficiente para bancar 7,81 meses de vencimentos da dívida interna mesmo sem considerar novas emissões futuras. Tesouro Direto Entre as pessoas físicas que investem diretamente em títulos públicos, as compras somaram R$ 11,67 bilhões em julho, enquanto os resgates ficaram em R$ 4,29 bilhões, deixando uma entrada líquida de R$ 7,37 bilhões no Tesouro Direto. O estoque do programa chegou a R$ 272,26 bilhões, alta de 3,73% em relação a junho, e o Tesouro Selic foi o título mais procurado no período, responsável por 35,83% das vendas.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/divida-publica-sobe-para-r-9-29-trilhoes-em-julho
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