Economia

Diretor do BC diz que alta da Selic “não está mais no cenário-base” e fala em corte de juros

Nilton David afirma que juros devem cair no próximo ajuste, mas destaca que ainda não é possível definir quando va acontecer

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Reuters
25/11/2025, 20:46 • Atualizado em 25/11/2025, 20:46
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Nilton David: próximo movimento seja de corte. A questão é apenas quando.” | Agência Senado / YouTube / Reprodução

Nilton David: próximo movimento seja de corte. A questão é apenas quando.” | Agência Senado / YouTube / Reprodução

O diretor de Política Monetária do Banco Central (BC), Nilton David, afirmou nesta terça-feira (25) que uma nova alta da taxa Selic não faz mais parte do cenário-base da instituição.

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Segundo ele, se o BC conseguir manter a inflação sob controle, o movimento mais provável será um corte de juros, embora ainda não exista previsão de quando isso poderá ocorrer.

“A gente basicamente falou: ainda que o Banco Central não hesitará em aumentar os juros, se necessário for, hoje, aumentar os juros não está mais no cenário-base do Banco Central nem na distribuição”, disse. “Hoje, o esperado, se formos bem-sucedidos, é que o próximo movimento seja de corte. A questão é apenas quando.”

David explicou que o BC evita indicar datas porque o ambiente econômico ainda apresenta um “alto nível de incerteza”, o que impede a autoridade monetária de “baixar a guarda”.

Mesmo assim, afirmou que os dados recentes estão convergindo para o que o BC esperava, reforçando a avaliação de que o próximo passo deve ser uma redução da Selic.

Durante participação no evento da EuroFinance, em São Paulo, o diretor lembrou que o BC havia interrompido o ciclo de alta para avaliar se a taxa de 15% ao ano seria suficiente para conduzir a inflação à meta de 3%.

Segundo ele, essa pausa evoluiu para uma conclusão mais clara: “Agora já não é mais uma interrupção, agora acabou o ciclo de alta.”

Selic ainda alta

A Selic permanece no maior patamar em 20 anos, mantida como estratégia para ancorar expectativas e conter pressões inflacionárias.

Nas comunicações recentes, o BC vinha evitando sinalizar quando iniciaria um ciclo de cortes, postura que, na prática, começa a mudar com as declarações de David.

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