Banco Central não pode perseguir banda superior da meta de inflação, diz Galípolo
Margem de tolerância é de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos; "De maneira nenhuma a meta é de 4,5%", disse presidente da autarquia na CAE do Senado
R
Reuters
25/11/2025, 14:36 • Atualizado em 25/11/2025, 17:26
compartilhar
Presidente do BC, Gabriel Galípolo, na CAE do Senado | Divulgação/Andressa Anholete/Agência Senado
O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, argumentou nesta terça-feira (25) que a instituição não pode perseguir o limite superior da meta de inflação, de 4,5%, mas sim o centro do alvo, de 3%.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
"A meta não é a banda superior. A banda foi feita para que, dado que (a inflação) oferece flutuações... criou-se um 'buffer' para amortecer eventuais flutuações. Mas de maneira nenhuma a meta é de 4,5%", afirmou Galípolo durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. "Tenho que perseguir uma meta de inflação de 3%", reforçou.
Galípolo lamentou ainda que, pelas projeções do boletim Focus, o BC não conseguirá cumprir esta meta de 3% durante todo o seu mandato.
Galípolo ficará na presidência da autarquia até 31 de janeiro de 2028. No Focus, que reúne as projeções dos economistas do mercado, a expectativa é de que a inflação seja de 4,18% no fim de 2026, de 3,80% no encerramento de 2027 e de 3,50% no final de 2028 – em todos os casos, acima do centro da meta.
"As projeções do Focus mostram que o BC não vai cumprir a meta durante todo o meu mandato. Eu vou passar meu mandato inteiro sem cumprir a meta de inflação", disse.
O presidente do BC ponderou que a inflação no país está gradativamente arrefecendo, ainda que em ritmo mais lento do que a autoridade monetária gostaria.
Para ele, o cenário inflacionário está se desenvolvendo de uma forma que reduz riscos de uma queda abrupta da atividade econômica.
A autarquia tem mantido a taxa Selic em 15% ao ano, maior patamar em duas décadas, na tentativa de levar a inflação à meta. Em suas comunicações, o BC elencou o resfriamento da atividade como fator importante para cumprir seu objetivo, passando a observar sinais de moderação no período recente, embora ainda veja uma economia resiliente.
Na apresentação, Galípolo enfatizou que a obrigação do BC é usar a taxa básica de juros para alcançar a meta de inflação.
(Reportagem de Bernardo Caram, reportagem adicional de Fabrício de Castro)
Banco Central não pode perseguir banda superior da meta de inflação, diz GalípoloMargem de tolerância é de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos; "De maneira nenhuma a meta é de 4,5%", disse presidente da autarquia na CAE do SenadoEconomia2025-11-25T14:36:00.606ZO presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, argumentou nesta terça-feira (25) que a instituição não pode perseguir o limite superior da meta de inflação, de 4,5%, mas sim o centro do alvo, de 3%. "A meta não é a banda superior. A banda foi feita para que, dado que (a inflação) oferece flutuações... criou-se um 'buffer' para amortecer eventuais flutuações. Mas de maneira nenhuma a meta é de 4,5%", afirmou Galípolo durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. "Tenho que perseguir uma meta de inflação de 3%", reforçou. Galípolo lamentou ainda que, pelas projeções do boletim Focus, o BC não conseguirá cumprir esta meta de 3% durante todo o seu mandato. Galípolo ficará na presidência da autarquia até 31 de janeiro de 2028. No Focus, que reúne as projeções dos economistas do mercado, a expectativa é de que a inflação seja de 4,18% no fim de 2026, de 3,80% no encerramento de 2027 e de 3,50% no final de 2028 – em todos os casos, acima do centro da meta. "As projeções do Focus mostram que o BC não vai cumprir a meta durante todo o meu mandato. Eu vou passar meu mandato inteiro sem cumprir a meta de inflação", disse. O presidente do BC ponderou que a inflação no país está gradativamente arrefecendo, ainda que em ritmo mais lento do que a autoridade monetária gostaria. Para ele, o cenário inflacionário está se desenvolvendo de uma forma que reduz riscos de uma queda abrupta da atividade econômica. A autarquia tem mantido a taxa Selic em 15% ao ano, maior patamar em duas décadas, na tentativa de levar a inflação à meta. Em suas comunicações, o BC elencou o resfriamento da atividade como fator importante para cumprir seu objetivo, passando a observar sinais de moderação no período recente, embora ainda veja uma economia resiliente. Na apresentação, Galípolo enfatizou que a obrigação do BC é usar a taxa básica de juros para alcançar a meta de inflação. (Reportagem de Bernardo Caram, reportagem adicional de Fabrício de Castro)São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/banco-central-nao-pode-perseguir-banda-superior-da-meta-de-inflacao-diz-galipolo
Temer diz que carta pode violar cautelares de Bolsonaro
Ex-presidente afirma que divulgação de carta lida pelo senador Flávio Bolsonaro pode descumprir regras da prisão domiciliar e levar à revogação da medida