Custo da cesta básica sobe em todas as capitais brasileiras em março
Resultado foi influenciado pela alta nos preços dos alimentos, como carne, feijão e batata; SP registrou a cesta mais cara


Camila Stucaluc
No mês, São Paulo foi a capital onde a cesta básica registrou o maior valor (R$ 883,94), seguida por Rio de Janeiro (R$ 867,97), Cuiabá (R$ 838,40) e Florianópolis (R$ 824,35). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 598,45), Porto Velho (R$ 623,42), São Luís (R$ 634,26) e Rio Branco (R$ 641,15).

Segundo o levantamento, o aumento no valor da cesta básica foi provocado pela alta no preço da carne bovina de primeira, que subiu em 23 capitais, e nos valores cobrados pelo feijão, pela batata e pelo tomate, que aumentaram em todas as cidades. Apenas o preço do açúcar registrou queda no período, observado em 19 capitais.
Cesta básica x salário mínimo
Quando comparado o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, verifica-se que o trabalhador comprometeu, em média, 48,12% do rendimento para adquirir os produtos alimentícios básicos em março. O número representa uma pequena queda em relação ao mesmo período de 2025, quando o percentual ficou em 52,29%.
Com base na cesta mais cara, a de São Paulo, o Dieese estima que o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas em março de 2026 deveria ter sido de R$ 7.425,99ou 4,58 vezes o mínimo reajustado em R$ 1.621. No mesmo período de 2025, quando o piso mínimo era de R$ 1.518, o valor necessário ficou em R$ 7.398,94 ou 4,87 vezes o valor vigente na época.








