Economia

CNI defende que Banco Central mantenha ciclo de cortes nos juros

Entidade afirma que taxa Selic atual terá prejuízos na atividade econômica, em termos de emprego e renda

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Samir Mello
Atividade econômica do Brasil registra alta no primeiro trimestre de 2024

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou uma nota nesta terça-feira (18) defendendo a importância de manter o ciclo de cortes nos juros. De acordo com a entidade, a medida é importante para amenizar prejuízos na atividade econômica, que seriam sentidos por toda a sociedade, sobretudo em termos de emprego e renda.

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“O mais apropriado, neste momento, é manter o ritmo de corte de 0,25 na Selic. A medida contribuirá para mitigar o custo financeiro suportado pelas empresas e pelos consumidores, sem comprometer o combate à inflação”, explica o presidente da CNI, Ricardo Alban.

A taxa básica de juros Selic se encontra, atualmente, em 10,5% ao ano, nível considerado alto e prejudicial para a atividade econômica.

A entidade explica que, mesmo se o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, decidir por uma redução de 0,25 ponto percentual na Selic, a taxa de juros real ficará em 6,4% ao ano. “Isso significa que a taxa de juros real ainda estará 1,9 ponto percentual acima da taxa de juros real neutra – aquela que não estimula nem desestimula a atividade econômica, estimada pelo Banco Central em 4,5%”.

Como consequência da atual política econômica, o CNI afirma que o crescimento do PIB neste ano deve ser menos intenso do que foi no ano passado: 2,9% em 2024 contra previsão de 2,08% em 2024 (dados do Relatório Focus).

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