Chuvas fracas devem manter taxa extra na conta de luz, com 1ª bandeira amarela em dezembro em 4 anos
A expectativa é de que o mecanismo, que reflete os custos de geração de energia no país, seja mais favorável aos consumidores em dezembro
Reuters
28/11/2025, 15:06 • Atualizado em 29/11/2025, 01:59
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A bandeira tarifária de energia deve ser acionada no patamar amarelo em dezembro diante de um início de período úmido menos favorável para o setor elétrico, o que marcaria a primeira cobrança adicional na conta de luz desde 2021, segundo projeções de analistas.
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A expectativa é de que o mecanismo, que reflete os custos de geração de energia no país, seja mais favorável aos consumidores em dezembro, com cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, ante os R$ 4,46 por 100 kWh que estão sendo cobrados atualmente com a bandeira vermelha patamar 1.
Apesar da esperada manutenção da cobrança adicional na conta de luz, a pressão inflacionária não deve ser relevante, até porque o custo será menor ante novembro. Um dos analistas consultados, da corretora Warren Rena, vê a inflação fechando abaixo do teto da meta.
As chuvas do início deste período úmido não trouxeram a recuperação esperada para os principais reservatórios das usinas hidrelétricas do país, localizados no submercado Sudeste/Centro-Oeste, o que impediu uma melhora mais significativa dos custos da energia aos consumidores, apontou a consultoria Thymos.
"Dezembro deve marcar o início de uma reversão de tendência com melhor afluência, mas o comportamento das chuvas nas próximas semanas será determinante para confirmar ou não essa expectativa", disse Pedro Moro, coordenador de Preços e Estudos de Mercado da Thymos Energia.
Segundo ele, "o sistema ainda demanda cuidado", e os níveis de reservatórios precisam se manter consistentes para que se possa falar em um cenário mais favorável.
O acionamento da bandeira amarela para dezembro também é esperado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em todos os cenários projetados pelo órgão, e pela corretora Warren Rena.
A possibilidade de bandeira amarela no último mês do ano, que marcaria a primeira cobrança adicional para o período desde 2021, quando o país sofria com escassez hídrica, ocorre em um contexto de preços de energia mais altos e voláteis neste ano, após mudanças nos modelos computacionais que calculam os preços no mercado de curto prazo.
As mudanças introduzidas envolvem, por exemplo, um nível maior de aversão a risco para cenários de hidrologia mais severa. O objetivo foi melhorar a valoração do custo da água para o Brasil, cuja matriz elétrica ainda é muito dependente das hidrelétricas, que funcionam como grandes "baterias" de armazenamento de energia.
As três casas também apostam em bandeira verde para janeiro, sem cobrança adicional na conta de luz, diante das chuvas do período úmido.
O cenário de inflação da Warren Rena, com indicativo da bandeira amarela para dezembro, prevê 4,2% para o IPCA em 2025. Já para 2026, também com projeção de bandeira amarela ao final do ano, a inflação estimada é de 4,5%.
Chuvas fracas devem manter taxa extra na conta de luz, com 1ª bandeira amarela em dezembro em 4 anosA expectativa é de que o mecanismo, que reflete os custos de geração de energia no país, seja mais favorável aos consumidores em dezembroEconomia2025-11-28T15:06:45.881ZA bandeira tarifária de energia deve ser acionada no patamar amarelo em dezembro diante de um início de período úmido menos favorável para o setor elétrico, o que marcaria a primeira cobrança adicional na conta de luz desde 2021, segundo projeções de analistas. A bandeira tarifária para o último mês de 2025 será oficialmente divulgada nesta sexta-feira (28) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A expectativa é de que o mecanismo, que reflete os custos de geração de energia no país, seja mais favorável aos consumidores em dezembro, com cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, ante os R$ 4,46 por 100 kWh que estão sendo cobrados atualmente com a bandeira vermelha patamar 1. Apesar da esperada manutenção da cobrança adicional na conta de luz, a pressão inflacionária não deve ser relevante, até porque o custo será menor ante novembro. Um dos analistas consultados, da corretora Warren Rena, vê a inflação fechando abaixo do teto da meta. As chuvas do início deste período úmido não trouxeram a recuperação esperada para os principais reservatórios das usinas hidrelétricas do país, localizados no submercado Sudeste/Centro-Oeste, o que impediu uma melhora mais significativa dos custos da energia aos consumidores, apontou a consultoria Thymos. "Dezembro deve marcar o início de uma reversão de tendência com melhor afluência, mas o comportamento das chuvas nas próximas semanas será determinante para confirmar ou não essa expectativa", disse Pedro Moro, coordenador de Preços e Estudos de Mercado da Thymos Energia. Segundo ele, "o sistema ainda demanda cuidado", e os níveis de reservatórios precisam se manter consistentes para que se possa falar em um cenário mais favorável. O acionamento da bandeira amarela para dezembro também é esperado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em todos os cenários projetados pelo órgão, e pela corretora Warren Rena. A possibilidade de bandeira amarela no último mês do ano, que marcaria a primeira cobrança adicional para o período desde 2021, quando o país sofria com escassez hídrica, ocorre em um contexto de preços de energia mais altos e voláteis neste ano, após mudanças nos modelos computacionais que calculam os preços no mercado de curto prazo. As mudanças introduzidas envolvem, por exemplo, um nível maior de aversão a risco para cenários de hidrologia mais severa. O objetivo foi melhorar a valoração do custo da água para o Brasil, cuja matriz elétrica ainda é muito dependente das hidrelétricas, que funcionam como grandes "baterias" de armazenamento de energia. As três casas também apostam em bandeira verde para janeiro, sem cobrança adicional na conta de luz, diante das chuvas do período úmido. O cenário de inflação da Warren Rena, com indicativo da bandeira amarela para dezembro, prevê 4,2% para o IPCA em 2025. Já para 2026, também com projeção de bandeira amarela ao final do ano, a inflação estimada é de 4,5%. (Por Letícia Fucuchima)São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/chuvas-fracas-devem-manter-taxa-extra-na-conta-de-luz-com-1-bandeira-amarela-em-dezembro-em-4-anos
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