Cesta básica cai em 26 capitais em julho, diz pesquisa
Valor dos alimentos diminuiu em 26 das 27 capitais na comparação com junho; São Paulo teve a cesta mais cara, a R$ 915,01
Warley Júnior
O valor da cesta básica caiu em 26 das 27 capitais brasileiras entre junho e julho, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A única alta foi registrada em São Luís, de 0,30%.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! Clique aqui e siga o canal do SBT News.
As maiores quedas foram observadas em Natal (-7,95%), Maceió (-7,87%), Belo Horizonte (-7,44%), Palmas (-7,38%) e Rio de Janeiro (-7,12%). Em Brasília, o valor recuou 6,71%.
São Paulo teve o maior custo da cesta básica em julho, de R$ 915,01. Na sequência aparecem Cuiabá (R$ 881,27), Florianópolis (R$ 860,73) e Rio de Janeiro (R$ 855,37). Entre as capitais do Norte e Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores foram registrados em Aracaju (R$ 594,07), Maceió (R$ 618,60) e Natal (R$ 631,51).
Apesar da queda em julho, o custo da cesta aumentou em 22 capitais na comparação com julho de 2025. No acumulado de janeiro a julho deste ano, houve alta nas 27 capitais, com variações entre 4,28%, em Campo Grande, e 15,68%, em Porto Velho.
Salário mínimo
O Dieese estima que uma família de quatro pessoas precisaria de R$ 7.687,01 em julho para cobrir despesas básicas como alimentação, moradia, saúde, educação, transporte e lazer. O valor equivale a 4,74 vezes o salário mínimo, de R$ 1.621.
O custo da cesta também consumiu menos tempo de trabalho em julho. Foram necessárias, em média, 100 horas e 24 minutos para comprar os alimentos nas 27 capitais, contra 105 horas e 51 minutos em junho.
Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto da Previdência, o trabalhador comprometeu, em média, 49,34% da renda com a cesta básica. Em junho, o percentual havia sido de 52,02%.
Queda nos preços
A redução da cesta em julho foi influenciada principalmente pela queda de alguns alimentos. O preço da batata diminuiu em todas as capitais do Centro-Sul onde é pesquisada, com recuo de até 31,12% em Brasília.
O tomate também ficou mais barato na maioria das cidades, com queda em 26 capitais. O café em pó teve redução em 23 capitais, enquanto o açúcar caiu em 20.
Por outro lado, alguns produtos ficaram mais caros. O leite integral subiu em 21 capitais e o feijão teve alta em 17. A carne bovina de primeira aumentou em 12 cidades e caiu em outras 14.
Segundo o Dieese, a maior oferta de batata, tomate e açúcar contribuiu para a redução dos preços desses produtos no varejo. No caso do café, a queda predominou apesar da volatilidade do mercado.
Cesta básica cai em 26 capitais em julho, diz pesquisaValor dos alimentos diminuiu em 26 das 27 capitais na comparação com junho; São Paulo teve a cesta mais cara, a R$ 915,01Economia2026-08-11T14:44:44.107ZO valor da cesta básica caiu em 26 das 27 capitais brasileiras entre junho e julho, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A única alta foi registrada em São Luís, de 0,30%. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. As maiores quedas foram observadas em Natal (-7,95%), Maceió (-7,87%), Belo Horizonte (-7,44%), Palmas (-7,38%) e Rio de Janeiro (-7,12%). Em Brasília, o valor recuou 6,71%. São Paulo teve o maior custo da cesta básica em julho, de R$ 915,01. Na sequência aparecem Cuiabá (R$ 881,27), Florianópolis (R$ 860,73) e Rio de Janeiro (R$ 855,37). Entre as capitais do Norte e Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores foram registrados em Aracaju (R$ 594,07), Maceió (R$ 618,60) e Natal (R$ 631,51). Apesar da queda em julho, o custo da cesta aumentou em 22 capitais na comparação com julho de 2025. No acumulado de janeiro a julho deste ano, houve alta nas 27 capitais, com variações entre 4,28%, em Campo Grande, e 15,68%, em Porto Velho. Salário mínimo O Dieese estima que uma família de quatro pessoas precisaria de R$ 7.687,01 em julho para cobrir despesas básicas como alimentação, moradia, saúde, educação, transporte e lazer. O valor equivale a 4,74 vezes o salário mínimo, de R$ 1.621. O custo da cesta também consumiu menos tempo de trabalho em julho. Foram necessárias, em média, 100 horas e 24 minutos para comprar os alimentos nas 27 capitais, contra 105 horas e 51 minutos em junho. Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto da Previdência, o trabalhador comprometeu, em média, 49,34% da renda com a cesta básica. Em junho, o percentual havia sido de 52,02%. Queda nos preços A redução da cesta em julho foi influenciada principalmente pela queda de alguns alimentos. O preço da batata diminuiu em todas as capitais do Centro-Sul onde é pesquisada, com recuo de até 31,12% em Brasília. O tomate também ficou mais barato na maioria das cidades, com queda em 26 capitais. O café em pó teve redução em 23 capitais, enquanto o açúcar caiu em 20. Por outro lado, alguns produtos ficaram mais caros. O leite integral subiu em 21 capitais e o feijão teve alta em 17. A carne bovina de primeira aumentou em 12 cidades e caiu em outras 14. Segundo o Dieese, a maior oferta de batata, tomate e açúcar contribuiu para a redução dos preços desses produtos no varejo. No caso do café, a queda predominou apesar da volatilidade do mercado.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/cesta-basica-cai-em-26-capitais-em-julho-diz-pesquisa