Política

Flávio critica jantar de Lula e Alcolumbre na casa de Moraes

Candidato à Presidência afirmou que o ministro do STF “virou o grande articulador político do Lula”

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Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL | Reprodução/O Antagonista

Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL | Reprodução/O Antagonista

O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), criticou nesta terça-feira (11) o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), realizado na casa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A reunião ocorreu em 4 de agosto, em Brasília, e também contou com a participação do ministro Cristiano Zanin. Segundo informações divulgadas pelo SBT News, Moraes e Zanin foram responsáveis por organizar a aproximação entre Lula e Alcolumbre após meses de desgaste na relação entre o Palácio do Planalto e o Senado.

Ao comentar o episódio em conversa com jornalistas, Flávio interpretou a realização do encontro na residência de Moraes como uma demonstração de atuação política do ministro. O senador afirmou que Moraes teria se tornado um articulador político ligado ao presidente Lula.

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“Eu lamento perceber [que] Alexandre de Moraes hoje virou o grande articulador político do Lula, promovendo encontro dentro da casa dele com outros políticos”, declarou.

Na sequência, Flávio afirmou que, na avaliação dele, Moraes passou a atuar na esfera política e que, por isso, os políticos também estariam autorizados a responder às ações do ministro nesse campo. "Alexandre de Moraes veio para a seara política, então todos os políticos estão autorizados a responder dentro da política também."

Enquanto respondia as perguntas da imprensa, Flávio também defendeu que o impeachment de Moraes seja tratado como uma pauta eleitoral. O senador afirmou que os candidatos serão cobrados nas eleições sobre o posicionamento em relação a Moraes.

"Eles vão ser cobrados nas eleições por isso, vão ser cobrados. Não adianta querer dar canetada, ameaçar, inventar operações contra os nossos pré-candidatos, porque essa é uma pauta que eu falo há anos. (...) É a população que está cobrando. Então, isso virou uma pauta de campanha. Não queria que tivesse chegado nesse ponto, mas virou uma realidade", disse Flávio.

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