Vírus está se espalhando mais rapidamente do que no pior surto já registrado no país, ocorrido entre 2014 e 2016
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André de Sena, com informações da Reuters
Mulher congolesa em frente a casa de homem que morreu de ebola na província de Ituri | REUTERS/Gradel Muyisa Mumbere
O governo da República Democrática do Congo comunicou nesta terça-feira (11) que a quantidade de mortes por Ebola no país subiu para 2.011 e o número de casos confirmados chegou a 4.381. Os dados foram divulgados pelo instituto congolês de saúde pública.
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O surto atual é o décimo sétimo que atinge o território desde que o vírus ebola foi descoberto, em 1971. Ele é causado pela cepa Bundibugyo. Ainda não existem vacinas nem tratamentos aprovados para essa variante, o que dificulta o trabalho das equipes de saúde que tentam auxiliar a população afetada.
🔎 O Ebola é uma doença infecciosa aguda e grave, causada pelo vírus de mesmo nome. Entre os sintomas estão febre alta, dores de cabeça, musculares, de garganta, vômitos e diarreia. Ele é transmitido através do contato direto com sangue, secreções, órgãos ou fluidos corporais de pessoas ou animais infectados.
A epidemia no Congo é a segunda maior já registrada em toda a história, ficando atrás apenas do surto que atingiu a África Ocidental de 2014 a 2016. Na ocasião, os casos começaram na Guiné e se espalharam rapidamente para Libéria e Serra Leoa, com mais de 28.600 pessoas infectadas e 11.325 mortes.
No entanto, a epidemia atual está se propagando mais rapidamente. Ela ultrapassou 2 mil mortes menos de três meses após o surto ter sido declarado oficialmente, em 15 de maio. A epidemia ocorrida entre 2014 e 2016 só chegou a mil mortes cinco meses após seu início.
A escassez de suprimentos médicos e os serviços de saúde sobrecarregados contribuíram para que o vírus se espalhasse com tanta rapidez. Outro fator que agrava esse cenário é a guerra entre as Forças Armadas do Congo e o grupo rebelde M23. O conflito assola a região leste do país, inclusive a província de Ituri, que é o epicentro da epidemia.
Os casos chegaram a se propagar pelo país vizinho de Uganda, que registrou 20 infecções e duas mortes. Porém, em 28 de julho, o ministro da saúde declarou que o país estava livre da doença.
Congo: mortes por Ebola ultrapassam 2 milVírus está se espalhando mais rapidamente do que no pior surto já registrado no país, ocorrido entre 2014 e 2016Mundo2026-08-11T14:48:17.746ZO governo da República Democrática do Congo comunicou nesta terça-feira (11) que a quantidade de mortes por Ebola no país subiu para 2.011 e o número de casos confirmados chegou a 4.381. Os dados foram divulgados pelo instituto congolês de saúde pública. O surto atual é o décimo sétimo que atinge o território desde que o vírus ebola foi descoberto, em 1971. Ele é causado pela cepa Bundibugyo. Ainda não existem vacinas nem tratamentos aprovados para essa variante, o que dificulta o trabalho das equipes de saúde que tentam auxiliar a população afetada. 🔎 O Ebola é uma doença infecciosa aguda e grave, causada pelo vírus de mesmo nome. Entre os sintomas estão febre alta, dores de cabeça, musculares, de garganta, vômitos e diarreia. Ele é transmitido através do contato direto com sangue, secreções, órgãos ou fluidos corporais de pessoas ou animais infectados. A epidemia no Congo é a segunda maior já registrada em toda a história, ficando atrás apenas do surto que atingiu a África Ocidental de 2014 a 2016. Na ocasião, os casos começaram na Guiné e se espalharam rapidamente para Libéria e Serra Leoa, com mais de 28.600 pessoas infectadas e 11.325 mortes. No entanto, a epidemia atual está se propagando mais rapidamente. Ela ultrapassou 2 mil mortes menos de três meses após A epidemia ocorrida entre 2014 e 2016 só chegou a mil mortes cinco meses após seu início. A escassez de suprimentos médicos e os serviços de saúde sobrecarregados contribuíram para que o vírus se espalhasse com tanta rapidez. Outro fator que agrava esse cenário é a guerra entre as Forças Armadas do Congo e o grupo rebelde M23. O conflito assola a região leste do país, inclusive a província de Ituri, que é o epicentro da epidemia. Os casos chegaram a se propagar pelo país vizinho de Uganda, que registrou 20 infecções e duas mortes. Porém, em 28 de julho, o ministro da saúde declarou que o país estava livre da doença.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/congo-passa-de-2000-mortes-em-epidemia-de-ebola