Jordy quer impeachment no STF, mas recua em CPMI do Master
Senador eleito afirmou que o Congresso assumirá o protagonismo nas investigações contra ministros do Supremo e que abertura da CPMI depende de novos fatos
I
Ighor Nóbrega, Basília Rodrigues , Iander Porcella, Roberta Russo
Carlos Jordy ocupará uma das cadeiras do Rio de Janeiro no Senado a partir de 2027 | Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
O senador eleito pelo Rio de Janeiro Carlos Jordy (PL) disse nesta segunda-feira (5) que uma de suas principais bandeiras dentro do Senado será avançar com a investigação e a eventual abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Jordy integrará a bancada Partido Liberal, que terá mais de um terço das cadeiras da Casa Alta do Congresso a partir de 2027, impulsionando as chances de o partido aprovar uma inédita investigação contra integrantes do Supremo.
Em entrevista ao programa Radar News, do SBT News, ele disse que o resultado das urnas mostra que “o Brasil está cansado” das “atrocidades e arbitrariedades” cometidas pelo tribunal. E que caberá ao Legislativo assumir o protagonismo.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.
“Foi um recado claro no Rio de Janeiro e Brasil que os cidadãos estão cansados desse consórcio que está governando o Brasil: o PT e o Lula com o STF fazendo atrocidades, arbitrariedades e crimes de abuso de autoridade. Nós mostramos isso nas urnas e hoje temos maioria para fazer processo de impeachment contra ministros do Supremo. Isso é muito importante”, declarou o deputado federal.
O principal alvo dessa atuação será o ministro Alexandre de Moraes, a quem Jordy chamou de “traidor” e afirmou que não há espaço para diálogo. Segundo o senador eleito, o magistrado cometeu crimes, perseguiu adversários e “fez do Brasil um inferno”.
“Alexandre de Moraes precisa ser investigado pelos crimes que ele cometeu e sobre o escândalo que ele está envolvido do Banco Master. Se o Supremo não permitir que ele seja investigado, o Senado Federal vai cumprir essa missão”, afirmou o parlamentar.
Jordy também incluiu como lista de alvos de eventuais investigações pelo Senado os ministros Gilmar Mendes e Flávio Dino. E afirmou ser necessária uma reforma no Judiciário que vá além da deposição de integrantes.
O deputado defende a instauração de mandatos fixos de oito ou dez anos para ministros do STF, a proibição das decisões monocráticas e, principalmente, o fim da competência penal da Corte. Nesse ponto, o político carioca propõe que o tribunal tenha poder apenas para definir a constitucionalidade ou não de legislações propostas pelo Congresso. Segundo ele, esse modelo já é seguido em outros países, sem citar exemplos.
“Em vários países a Suprema Corte é uma Corte constitucional. Infelizmente há uma disfuncionalidade hoje no STF e os ministro chantageiam e perseguem os parlamentares para que não avancem com processos de impeachment contra eles. [...] Isso se deve à competência penal”, argumentou.
CPMI do Banco Master
Como deputado federal, Carlos Jordy foi um grande defensor da abertura de uma comissão parlamentar de inquérito no Congresso para apurar as fraudes do Banco Master, de Daniel Vorcaro.
Questionado se manterá essa bandeira em seu futuro mandato como senador, Jordy afirmou que isso dependerá do avanço das investigações sobre o escândalo. E disse ainda que seria necessária uma nova coleta de assinaturas de parlamentares.
Ele elogiou a atuação do ministro André Mendonça à frente das investigações no STF e afirmou que a eventual abertura de uma CPMI serviria para fazer “uma limpeza nos Três Poderes”.
“Tenho interesse sim [em abrir uma CPMI], mas evidente que vamos ter que fazer outra coleta de assinaturas no ano que vem. Não tenho receio algum, sempre falei que a CPMI do Banco Master serviria para fazer uma limpeza dos Três Poderes. E sempre destaquei que seja de direita, centro ou esquerda, todos precisam ser investigados”, afirmou o senador eleito.
“Tudo vai depender do avanço das investigações. Vamos apurar para ver como estarão ano que vem. Se houver algumas questões que ainda mereçam um detalhamento e a gente precise se debruçar para mais esclarecimentos, nós vamos fazer a CPMI sim, mas se tudo já estiver bem encaminhado e esclarecido, não tem porque fazer uma CPMI”, completou.
Jordy quer impeachment no STF, mas recua em CPMI do MasterSenador eleito afirmou que o Congresso assumirá o protagonismo nas investigações contra ministros do Supremo e que abertura da CPMI depende de novos fatosPolítica2026-10-05T15:23:50.921ZO senador eleito pelo Rio de Janeiro Carlos Jordy (PL) disse nesta segunda-feira (5) que uma de suas principais bandeiras dentro do Senado será avançar com a investigação e a eventual abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Jordy integrará a bancada Partido Liberal, que terá mais de um terço das cadeiras da Casa Alta do Congresso a partir de 2027, impulsionando as chances de o partido aprovar uma inédita investigação contra integrantes do Supremo. Em entrevista ao programa Radar News, do SBT News, ele disse que o resultado das urnas mostra que “o Brasil está cansado” das “atrocidades e arbitrariedades” cometidas pelo tribunal. E que caberá ao Legislativo assumir o protagonismo. “Foi um recado claro no Rio de Janeiro e Brasil que os cidadãos estão cansados desse consórcio que está governando o Brasil: o PT e o Lula com o STF fazendo atrocidades, arbitrariedades e crimes de abuso de autoridade. Nós mostramos isso nas urnas e hoje temos maioria para fazer processo de impeachment contra ministros do Supremo. Isso é muito importante”, declarou o deputado federal. O principal alvo dessa atuação será o ministro Alexandre de Moraes, a quem Jordy chamou de “traidor” e afirmou que não há espaço para diálogo. Segundo o senador eleito, o magistrado cometeu crimes, perseguiu adversários e “fez do Brasil um inferno”. “Alexandre de Moraes precisa ser investigado pelos crimes que ele cometeu e sobre o escândalo que ele está envolvido do Banco Master. Se o Supremo não permitir que ele seja investigado, o Senado Federal vai cumprir essa missão”, afirmou o parlamentar. Jordy também incluiu como lista de alvos de eventuais investigações pelo Senado os ministros Gilmar Mendes e Flávio Dino. E afirmou ser necessária uma reforma no Judiciário que vá além da deposição de integrantes. O deputado defende a instauração de mandatos fixos de oito ou dez anos para ministros do STF, a proibição das decisões monocráticas e, principalmente, o fim da competência penal da Corte. Nesse ponto, o político carioca propõe que o tribunal tenha poder apenas para definir a constitucionalidade ou não de legislações propostas pelo Congresso. Segundo ele, esse modelo já é seguido em outros países, sem citar exemplos. “Em vários países a Suprema Corte é uma Corte constitucional. Infelizmente há uma disfuncionalidade hoje no STF e os ministro chantageiam e perseguem os parlamentares para que não avancem com processos de impeachment contra eles. [...] Isso se deve à competência penal”, argumentou. CPMI do Banco Master Como deputado federal, Carlos Jordy foi um grande defensor da abertura de uma comissão parlamentar de inquérito no Congresso para apurar as fraudes do Banco Master, de Daniel Vorcaro. Questionado se manterá essa bandeira em seu futuro mandato como senador, Jordy afirmou que isso dependerá do avanço das investigações sobre o escândalo. E disse ainda que seria necessária uma nova coleta de assinaturas de parlamentares. Ele elogiou a atuação do ministro André Mendonça à frente das investigações no STF e afirmou que a eventual abertura de uma CPMI serviria para fazer “uma limpeza nos Três Poderes”. “Tenho interesse sim [em abrir uma CPMI], mas evidente que vamos ter que fazer outra coleta de assinaturas no ano que vem. Não tenho receio algum, sempre falei que a CPMI do Banco Master serviria para fazer uma limpeza dos Três Poderes. E sempre destaquei que seja de direita, centro ou esquerda, todos precisam ser investigados”, afirmou o senador eleito. “Tudo vai depender do avanço das investigações. Vamos apurar para ver como estarão ano que vem. Se houver algumas questões que ainda mereçam um detalhamento e a gente precise se debruçar para mais esclarecimentos, nós vamos fazer a CPMI sim, mas se tudo já estiver bem encaminhado e esclarecido, não tem porque fazer uma CPMI”, completou.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/jordy-quer-impeachment-no-stf-mas-recua-em-cpmi-do-master