Brasil tem deflação de 0,40% nos primeiros 15 dias de agosto
Resultado veio abaixo da queda de 0,30% nos preços esperada pelo mercado e foi puxado pelo desconto do Bônus de Itaipu nas contas de luz
Caio Barcellos
Postes de energia elétrica
O Brasil registrou deflação de 0,40% nos primeiros 15 dias de agosto, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial, ficou 0,46 ponto percentual abaixo da alta de 0,06% registrada em julho.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! Clique aqui e siga o canal do SBT News.
Economistas consultados pela Reuters projetavam mediana de deflação de 0,30% para o período A expectativa também era de que a inflação acumulada em 12 meses diminuísse para 4,34%, mas o resultado divulgado pelo IBGE mostrou desaceleração maior, para 4,24%, ante 4,52% em julho. No acumulado de 2026, o IPCA-15 registra alta de 3,09%.
A energia elétrica residencial caiu 6,25% e, sozinha, retirou 0,26 ponto percentual do IPCA-15, levando o grupo Habitação a recuar 1,41%. Segundo o IBGE, o movimento ocorreu por causa da incorporação do Bônus de Itaipu nas faturas emitidas em agosto, mesmo com a manutenção da bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
O bônus corresponde à devolução aos consumidores de parte do saldo positivo da conta que reúne receitas e despesas relacionadas à comercialização da energia produzida por Itaipu.
Para 2026, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a distribuição de aproximadamente R$ 872 milhões em créditos nas contas de luz de cerca de 83,8 milhões de unidades consumidoras residenciais e rurais, desde que tenham registrado consumo mensal inferior a 350 kWh em pelo menos um mês de 2025, com os valores sendo aplicados às faturas emitidas entre 1º e 31 de agosto.
O desconto varia de acordo com o consumo de cada unidade e pode chegar a aproximadamente R$ 31,38. Como o crédito é concentrado nas faturas de agosto, seu efeito sobre a inflação é temporário e deixa de pressionar o índice para baixo depois que o benefício sai da base mensal de comparação.
Além da energia, Transportes também ajudou a derrubar o índice, com queda de 1,00%, puxada principalmente pelo recuo de 13,30% nas passagens aéreas e de 1,43% nos combustíveis. O etanol ficou 3,63% mais barato, a gasolina caiu 1,23% e o óleo diesel recuou 0,71%.
Em Alimentação e bebidas, a queda foi de 0,57%, com redução de 0,97% nos preços dos alimentos consumidos em casa. Entre os principais recuos ficaram o tomate (-27,38%), a batata-inglesa (-25,14%), a cenoura (-17,05%) e o café moído (-2,31%), enquanto o leite longa vida subiu 3,41% e as frutas avançaram 3,11%.
Os outros seis grupos pesquisados pelo IBGE tiveram resultados distintos em agosto. Vestuário recuou 0,20% e Comunicação caiu 0,02%, enquanto Artigos de residência avançou 0,04%, Saúde e cuidados pessoais subiu 0,40%, Educação teve alta de 0,46% e Despesas pessoais aumentou 0,66%.
Entre as capitais, Curitiba registrou a maior queda, de 0,82%, seguida por Belém (-0,74%) e Salvador (-0,71%). Em Brasília, os preços recuaram 0,25%, enquanto São Paulo apresentou deflação de 0,06%.
Brasil tem deflação de 0,40% nos primeiros 15 dias de agostoResultado veio abaixo da queda de 0,30% nos preços esperada pelo mercado e foi puxado pelo desconto do Bônus de Itaipu nas contas de luzEconomia2026-08-26T12:21:03.009ZO Brasil registrou deflação de 0,40% nos primeiros 15 dias de agosto, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial, ficou 0,46 ponto percentual abaixo da alta de 0,06% registrada em julho. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Economistas consultados pela Reuters projetavam mediana de deflação de 0,30% para o período A expectativa também era de que a inflação acumulada em 12 meses diminuísse para 4,34%, mas o resultado divulgado pelo IBGE mostrou desaceleração maior, para 4,24%, ante 4,52% em julho. No acumulado de 2026, o IPCA-15 registra alta de 3,09%. + Conta de luz A energia elétrica residencial caiu 6,25% e, sozinha, retirou 0,26 ponto percentual do IPCA-15, levando o grupo Habitação a recuar 1,41%. Segundo o IBGE, o movimento ocorreu por causa da incorporação do Bônus de Itaipu nas faturas emitidas em agosto, mesmo com a manutenção da bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. O bônus corresponde à devolução aos consumidores de parte do saldo positivo da conta que reúne receitas e despesas relacionadas à comercialização da energia produzida por Itaipu. Para 2026, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a distribuição de aproximadamente R$ 872 milhões em créditos nas contas de luz de cerca de 83,8 milhões de unidades consumidoras residenciais e rurais, desde que tenham registrado consumo mensal inferior a 350 kWh em pelo menos um mês de 2025, com os valores sendo aplicados às faturas emitidas entre 1º e 31 de agosto. O desconto varia de acordo com o consumo de cada unidade e pode chegar a aproximadamente R$ 31,38. Como o crédito é concentrado nas faturas de agosto, seu efeito sobre a inflação é temporário e deixa de pressionar o índice para baixo depois que o benefício sai da base mensal de comparação. + Outros fatores Além da energia, Transportes também ajudou a derrubar o índice, com queda de 1,00%, puxada principalmente pelo recuo de 13,30% nas passagens aéreas e de 1,43% nos combustíveis. O etanol ficou 3,63% mais barato, a gasolina caiu 1,23% e o óleo diesel recuou 0,71%. Em Alimentação e bebidas, a queda foi de 0,57%, com redução de 0,97% nos preços dos alimentos consumidos em casa. Entre os principais recuos ficaram o tomate (-27,38%), a batata-inglesa (-25,14%), a cenoura (-17,05%) e o café moído (-2,31%), enquanto o leite longa vida subiu 3,41% e as frutas avançaram 3,11%. Os outros seis grupos pesquisados pelo IBGE tiveram resultados distintos em agosto. Vestuário recuou 0,20% e Comunicação caiu 0,02%, enquanto Artigos de residência avançou 0,04%, Saúde e cuidados pessoais subiu 0,40%, Educação teve alta de 0,46% e Despesas pessoais aumentou 0,66%. Entre as capitais, Curitiba registrou a maior queda, de 0,82%, seguida por Belém (-0,74%) e Salvador (-0,71%). Em Brasília, os preços recuaram 0,25%, enquanto São Paulo apresentou deflação de 0,06%.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/brasil-tem-deflacao-de-0-40-em-agosto-diz-ibge