Balança comercial melhora, mas gastos com serviços e viagens pressionam o rombo
Caio Barcellos
26/06/2026, 18:14 • Atualizado em 26/06/2026, 18:14
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Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O Brasil registrou déficit de US$ 3,2 bilhões nas transações correntes em maio, informou o Banco Central (BC) nesta sexta-feira (26). O resultado representa piora em relação a abril, quando o rombo havia sido de US$ 1,7 bilhão, mas ficou praticamente estável ante maio de 2025, quando o saldo negativo foi de US$ 3,3 bilhões.
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As transações correntes reúnem as principais operações do país com o exterior, como comércio de bens, serviços, remessas de lucros e pagamento de juros. O cálculo considera o saldo da balança comercial, as despesas e receitas com serviços e os fluxos de renda enviados e recebidos do exterior.
No acumulado de 12 meses, o déficit ficou em US$ 64,1 bilhões, equivalente a 2,60% do Produto Interno Bruto (PIB). O número mostra melhora em relação a maio de 2025, quando o saldo negativo era de US$ 75,3 bilhões, ou 3,52% do PIB.
O avanço foi puxado pela balança comercial, com superávit em bens em US$ 7 bilhões, ante US$ 6,4 bilhões no mesmo mês do ano passado. As exportações somaram US$ 32 bilhões, alta de 6,4%, enquanto as importações alcançaram US$ 25,1 bilhões, crescimento de 5,9%.
Serviços e viagens pesam, mas investimento direto sobe
A alta do comércio, porém, foi compensada pela piora na conta de serviços. O déficit subiu de US$ 4,6 bilhões para US$ 5,2 bilhões em um ano. Pesaram principalmente os gastos líquidos com telecomunicação, computação e informações, que cresceram 42,5%, e com propriedade intelectual, com alta de 26,3%.
As viagens internacionais também pressionaram o resultado. O déficit nessa conta foi de US$ 1,276 bilhão em maio, 13,8% acima do registrado um ano antes. As receitas com estrangeiros no Brasil subiram para US$ 800 milhões, mas as despesas de brasileiros no exterior avançaram para US$ 2,1 bilhões.
A conta de renda primária, que inclui remessas de lucros, dividendos e juros, teve déficit de US$ 5,5 bilhões, praticamente o mesmo patamar de maio de 2025. As despesas líquidas com lucros e dividendos somaram US$ 4,2 bilhões, alta de 6,8%. Já os gastos líquidos com juros caíram 18,1%, para US$ 1,4 bilhão.
O investimento direto no país somou US$ 8 bilhões em maio, mais que o dobro dos US$ 3,9 bilhões registrados no mesmo mês de 2025. O ingresso foi suficiente para cobrir o déficit das transações correntes do mês.
Em 12 meses, o investimento direto alcançou US$ 83,3 bilhões, ou 3,38% do PIB. Em maio do ano passado, o acumulado era de US$ 71,6 bilhões.
Por outro lado, os investimentos em carteira no país tiveram saída líquida de US$ 5,2 bilhões em maio. Houve retirada de US$ 2,4 bilhões em ações e fundos de investimento e de US$ 2,9 bilhões em títulos negociados no mercado doméstico.
As reservas internacionais fecharam o mês em US$ 371,1 bilhões, alta de US$ 4,2 bilhões em relação a abril. Segundo o BC, o aumento foi influenciado pelo retorno líquido de operações de linha com recompra e pelas receitas de juros.
Brasil tem déficit externo de US$ 3,2 bi em maioBalança comercial melhora, mas gastos com serviços e viagens pressionam o romboEconomia2026-06-26T18:14:18.512ZO Brasil registrou déficit de US$ 3,2 bilhões nas transações correntes em maio, informou o Banco Central (BC) nesta sexta-feira (26). O resultado representa piora em relação a abril, quando o rombo havia sido de US$ 1,7 bilhão, mas ficou praticamente estável ante maio de 2025, quando o saldo negativo foi de US$ 3,3 bilhões. As transações correntes reúnem as principais operações do país com o exterior, como comércio de bens, serviços, remessas de lucros e pagamento de juros. O cálculo considera o saldo da balança comercial, as despesas e receitas com serviços e os fluxos de renda enviados e recebidos do exterior. No acumulado de 12 meses, o déficit ficou em US$ 64,1 bilhões, equivalente a 2,60% do Produto Interno Bruto (PIB). O número mostra melhora em relação a maio de 2025, quando o saldo negativo era de US$ 75,3 bilhões, ou 3,52% do PIB. O avanço foi puxado pela balança comercial, com superávit em bens em US$ 7 bilhões, ante US$ 6,4 bilhões no mesmo mês do ano passado. As exportações somaram US$ 32 bilhões, alta de 6,4%, enquanto as importações alcançaram US$ 25,1 bilhões, crescimento de 5,9%. Serviços e viagens pesam, mas investimento direto sobe A alta do comércio, porém, foi compensada pela piora na conta de serviços. O déficit subiu de US$ 4,6 bilhões para US$ 5,2 bilhões em um ano. Pesaram principalmente os gastos líquidos com telecomunicação, computação e informações, que cresceram 42,5%, e com propriedade intelectual, com alta de 26,3%. As viagens internacionais também pressionaram o resultado. O déficit nessa conta foi de US$ 1,276 bilhão em maio, 13,8% acima do registrado um ano antes. As receitas com estrangeiros no Brasil subiram para US$ 800 milhões, mas as despesas de brasileiros no exterior avançaram para US$ 2,1 bilhões. A conta de renda primária, que inclui remessas de lucros, dividendos e juros, teve déficit de US$ 5,5 bilhões, praticamente o mesmo patamar de maio de 2025. As despesas líquidas com lucros e dividendos somaram US$ 4,2 bilhões, alta de 6,8%. Já os gastos líquidos com juros caíram 18,1%, para US$ 1,4 bilhão. O investimento direto no país somou US$ 8 bilhões em maio, mais que o dobro dos US$ 3,9 bilhões registrados no mesmo mês de 2025. O ingresso foi suficiente para cobrir o déficit das transações correntes do mês. Em 12 meses, o investimento direto alcançou US$ 83,3 bilhões, ou 3,38% do PIB. Em maio do ano passado, o acumulado era de US$ 71,6 bilhões. Por outro lado, os investimentos em carteira no país tiveram saída líquida de US$ 5,2 bilhões em maio. Houve retirada de US$ 2,4 bilhões em ações e fundos de investimento e de US$ 2,9 bilhões em títulos negociados no mercado doméstico. As reservas internacionais fecharam o mês em US$ 371,1 bilhões, alta de US$ 4,2 bilhões em relação a abril. Segundo o BC, o aumento foi influenciado pelo retorno líquido de operações de linha com recompra e pelas receitas de juros.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/brasil-tem-deficit-externo-de-us-3-2-bi-em-maio
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