Administradora já havia sido citada em apurações da PF sobre fundos ligados ao Banco Master; companhia não é associada ao FGC
Caio Barcellos
26/06/2026, 11:37 • Atualizado em 26/06/2026, 12:11
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Sede do Banco Central (BC), em Brasília | Divulgação/Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O Banco Central decretou nesta sexta-feira (26) a liquidação extrajudicial da Sefer Investimentos, com sede em São Paulo. Segundo a autoridade monetária, a decisão foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição e por graves violações às normas que regulam sua atividade.
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A Sefer já havia aparecido em investigações sobre fundos de investimento. A empresa foi citada na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura suspeitas de fraudes em estruturas ligadas ao Banco Master e a Daniel Vorcaro.
A empresa também foi associada à Operação Fundos Fake, deflagrada em 2020, que investigou suspeitas de irregularidades em aplicações de regimes próprios de previdência. Naquele caso, também foram citados o Banco Máxima, antiga denominação do Master, e Vorcaro, que posteriormente foi excluído da investigação.
Risco aos credores
O BC diz que a liquidação foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da companhia, com exposição ao risco anormal de credores quirografários, aqueles sem garantia real sobre os valores a receber.
A Sefer era classificada pelo BC como uma instituição de menor porte, com baixa participação no sistema financeiro. De acordo com dados da autarquia, a empresa representa menos de 0,0004% dos ativos totais do Sistema Financeiro Nacional e 0,17% dos recursos de terceiros sob administração.
A instituição não é associada ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mecanismo que cobre até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em caso de intervenção ou liquidação de entidades participantes.
Com a liquidação, os bens dos controladores e ex-administradores da Sefer ficam indisponíveis a partir de hoje, conforme previsto em lei.
“O Banco Central continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais. O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicação às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis”, diz o comunicado da autoridade monetária.
A Sefer foi procurada, mas não havia respondido até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado em caso de manifestação.
BC decreta liquidação da Sefer InvestimentosAdministradora já havia sido citada em apurações da PF sobre fundos ligados ao Banco Master; companhia não é associada ao FGCEconomia2026-06-26T11:37:15.776ZO Banco Central decretou nesta sexta-feira (26) a liquidação extrajudicial da Sefer Investimentos, com sede em São Paulo. Segundo a autoridade monetária, a decisão foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição e por graves violações às normas que regulam sua atividade. + A Sefer já havia aparecido em investigações sobre fundos de investimento. A empresa foi citada na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura suspeitas de fraudes em estruturas ligadas ao Banco Master e a Daniel Vorcaro. A empresa também foi associada à Operação Fundos Fake, deflagrada em 2020, que investigou suspeitas de irregularidades em aplicações de regimes próprios de previdência. Naquele caso, também foram citados o Banco Máxima, antiga denominação do Master, e Vorcaro, que posteriormente foi excluído da investigação. Risco aos credores O BC diz que a liquidação foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da companhia, com exposição ao risco anormal de credores quirografários, aqueles sem garantia real sobre os valores a receber. A Sefer era classificada pelo BC como uma instituição de menor porte, com baixa participação no sistema financeiro. De acordo com dados da autarquia, a empresa representa menos de 0,0004% dos ativos totais do Sistema Financeiro Nacional e 0,17% dos recursos de terceiros sob administração. A instituição não é associada ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mecanismo que cobre até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em caso de intervenção ou liquidação de entidades participantes. + Com a liquidação, os bens dos controladores e ex-administradores da Sefer ficam indisponíveis a partir de hoje, conforme previsto em lei. “O Banco Central continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais. O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicação às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis”, diz o comunicado da autoridade monetária. A Sefer foi procurada, mas não havia respondido até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado em caso de manifestação.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/bc-decreta-liquidacao-da-sefer-investimentos
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