Banco Central precisa ser menos conservador na redução da taxa básica de juros, diz presidente da CNI
Resultado da reunião do Comitê de Política Monetária para definir a Selic deve ser divulgado nesta quarta-feira (31)
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Guilherme Resck
30/01/2024, 20:23 • Atualizado em 30/01/2024, 20:25
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Ricardo Alban fala ao microfone (Iano Andrade/Agência de Notícias da Indústria)
Na data em que o Comitê de Política Monetária (Copom) começa a primeira reunião do ano para definir a taxa básica de juros, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, defendeu publicamente que o ritmo de redução da Selic seja acelerado, no mínimo, a 0,75 ponto percentual. Alban disse, nesta terça-feira (30), que o Banco Central tem todas as condições para fazer isso.
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"Precisamos de menos conservadorismo do Banco Central, vis a vis, o que já começamos a ver nas demais economias", pontuou.
Ele ressalta ainda que inflação corrente no país e as expectativas de inflação estão caindo de forma sistemática. Como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou o último ano em 4,6%, na meta perseguida pelo BC, e teve queda em relação aos 5,8% de 2022, reduzir mais rapidamente a Selic não vai comprometer o cumprimento das metas de inflação, argumenta Alban.
Em suas palavras, "adiar a aceleração no ritmo de queda da Selic seria uma decisão equivocada que penalizaria ainda mais a atividade econômica no Brasil". "A atividade econômica está sofrendo demais com esse nível absurdo da taxa de juros real no Brasil. O nível de cumulatividade dos juros reais sobre as cadeias produtivas já nos permite dizer que é atualmente um dos mais representativos Custo Brasil".
Para o presidente da CNI, a taxa de juros real (7,65% ao ano) continua bastante restritiva e o BC força uma queda desnecessária da economia.
Nos Estados Unidos, fala Alban, a desaceleração da inflação tem sido feita de maneira compatível com um expressivo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). No país, no ano passado, o PIB cresceu 2,5% (ante alta de 1,9% em 2022), e o índice de preços ficou em 2,6% (ante 5,4% do outro ano).
Em relação ao Brasil, ele pontua que o PIB ficou estagnado no terceiro trimestre do ano passado e as expectativas são de que tenha diminuído no quarto.
Para a CNI, na indústria, a situação "é crítica". O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que a produção da indústria de transformação acumulou queda de 0,9% no período de janeiro a novembro de 2023, em comparação com o mesmo período de 2022. O setor ainda opera 2,3% abaixo do nível de produção pré-pandemia de covid-19.
O resultado da reunião do Copom iniciada hoje deve ser divulgado nesta quarta-feira (31). A expectativa do mercado financeiro é de que a taxa básica de juros seja reduzida dos atuais 11,75% para 11,25%. Houve quatro reduções de 0,5 ponto percentual na Selic desde agosto.
Banco Central precisa ser menos conservador na redução da taxa básica de juros, diz presidente da CNIResultado da reunião do Comitê de Política Monetária para definir a Selic deve ser divulgado nesta quarta-feira (31)Economia2024-01-30T20:23:57.806ZNa data em que o Comitê de Política Monetária (Copom) , o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, defendeu publicamente que o ritmo de redução da Selic seja acelerado, no mínimo, a 0,75 ponto percentual. Alban disse, nesta terça-feira (30), que o Banco Central tem todas as condições para fazer isso. "Precisamos de menos conservadorismo do Banco Central, vis a vis, o que já começamos a ver nas demais economias", pontuou. Ele ressalta ainda que inflação corrente no país e as expectativas de inflação estão caindo de forma sistemática. Como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou o último ano em 4,6%, na meta perseguida pelo BC, e teve queda em relação aos 5,8% de 2022, reduzir mais rapidamente a Selic não vai comprometer o cumprimento das metas de inflação, argumenta Alban. Em suas palavras, "adiar a aceleração no ritmo de queda da Selic seria uma decisão equivocada que penalizaria ainda mais a atividade econômica no Brasil". "A atividade econômica está sofrendo demais com esse nível absurdo da taxa de juros real no Brasil. O nível de cumulatividade dos juros reais sobre as cadeias produtivas já nos permite dizer que é atualmente um dos mais representativos Custo Brasil". Para o presidente da CNI, a taxa de juros real (7,65% ao ano) continua bastante restritiva e o BC força uma queda desnecessária da economia. Nos Estados Unidos, fala Alban, a desaceleração da inflação tem sido feita de maneira compatível com um expressivo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). No país, no ano passado, o PIB cresceu 2,5% (ante alta de 1,9% em 2022), e o índice de preços ficou em 2,6% (ante 5,4% do outro ano). Em relação ao Brasil, ele pontua que o PIB ficou estagnado no terceiro trimestre do ano passado e as expectativas são de que tenha diminuído no quarto. Para a CNI, na indústria, a situação "é crítica". O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que a produção da indústria de transformação acumulou queda de 0,9% no período de janeiro a novembro de 2023, em comparação com o mesmo período de 2022. O setor ainda opera 2,3% abaixo do nível de produção pré-pandemia de covid-19. O resultado da reunião do Copom iniciada hoje deve ser divulgado nesta quarta-feira (31). A expectativa do mercado financeiro é de que a taxa básica de juros seja reduzida dos atuais 11,75% para 11,25%. Houve quatro reduções de 0,5 ponto percentual na Selic desde agosto.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/banco-central-precisa-ser-menos-conservador-na-reducao-da-taxa-basica-de-juros-diz-presidente-da-confederacao-nacional-da-industria-1