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Economia

Balança comercial brasileira se recupera e apresenta alta de 13,8% em março

Resultado positivo entre importações e exportações é o 2º melhor da história; antes do tarifaço de Trump, Brasil vendeu menos para os EUA e mais para China

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Navios de carga no Porto de Santos | Ricardo Botelho/Agência Brasil
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A balança comercial brasileira - que é a diferença entre o que o país importa e o que exporta - registrou o melhor resultado para o mês desde 2024 e o segundo melhor em relação à série histórica, com US$ 8,154 bilhões, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (4) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Houve um aumento de 13,8% em relação a março de 2024.

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As exportações de produtos brasileiros totalizaram US$ 29,177 bilhões, um crescimento de 5,5% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Já as importações somaram US$ 21,023 bilhões, um aumento de 2,6%.

O desempenho positivo da balança comercial foi impulsionado pelo início de algumas safras e pela alta nas vendas de minério de cobre e carnes. No setor agropecuário, o volume de mercadorias embarcadas cresceu 10,8%, com um aumento de 4,3% no preço médio.

A indústria de transformação registrou um aumento de 9% na quantidade exportada, mas com queda de 0,9% no preço médio.

Menos exportações para os EUA

Em março, as vendas do Brasil para os Estados Unidos recuaram 13,3% em relação a março de 2024, totalizando US$ 3,27 bilhões. Já as importações aumentaram 17,6%, chegando a US$ 3,53 bilhões. Portanto, a balança comercial com os norte-americanos teve um déficit de US$ -0,26 bilhões e a corrente de comércio registrou aumento de 0,4% alcançando US$ 6,80 bilhões.

Este resultado não tem ligação direta com o tarifaço de Trump, já que os dados são do mês passado, antes das sobretaxas impostas pelo governo americano.

Por outro lado, as vendas para a China aumentaram 10,9% e somaram US$ 9,33 bilhões. As importações também subiram 9,2% e totalizaram US$ 5,08 bilhões. Assim, a balança comercial com o parceiro asiático apresentou superávit de US$ 4,25 bilhões em março.

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Projeções podem ser revisadas

O MDIC atualizou as estimativas para a balança comercial de 2025, projetando um superávit de US$ 70,2 bilhões, uma queda de 5,4% em relação a 2024. Segundo o ministério, as exportações devem crescer 4,8%, atingindo US$ 353,1 bilhões, enquanto as importações devem aumentar 7,6%, chegando a US$ 282,9 bilhões.

As projeções, no entanto, podem ser revisadas em breve, pois não consideram os efeitos das recentes medidas tarifárias impostas pelos Estados Unidos, nem a retaliação comercial da China.

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