Ata do Copom vê alta de 1 ponto nos juros como "adequada" e alerta para inflação
Impacto da alta do dólar ainda deve chegar ao varejo, gerando aumento de preços, e deve levar a novo aumento nas taxas na próxima reunião
S
SBT News
Sede do Banco Central em Brasília. Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, divulgou nesta terça-feira (25) a ata explicando a decisão de aumentar em 1 ponto percentual a taxa básica de juros no país, levando a Selic a 14,25% ao ano. Segundo a autoridade monetária, o aumento foi "adequado" levando em consideração as perspectivas de inflação, a situação do mercado de trabalho e da atividade econômica e as incertezas no cenário externo.
Sobre a inflação, uma preocupação história dos brasileiros, o Copom aponta que as projeções continuam acima da meta estabelecida pelo governo para 2025 e 2026. Como as expectativas do mercado continuam acima do ideal, o Comitê diz que é preciso manter por mais tempo os juros elevados do que o que seria apropriado.
A autoridade monetária também destaca a inflação de serviços, que segue acima da meta, e a alta dos preços de bens industrializados que já chegaram ao atacado, mas ainda devem ser repassados ao varejo nos próximos meses. "Os preços de alimentos mantêm-se elevados e tendem a se propagar para outros preços no médio prazo em virtude da presença de importantes mecanismos inerciais da economia brasileira", diz a ata.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.
Sobre a atividade econômica, o Copom vê dinamismo de indicadores de atividade econômica e de mercado de trabalho, ainda que haja uma leve desaceleração. Com isso, espera-se uma manutenção na demanda e possível pressão sobre os preços. "Ainda que dados recentes sugiram alguma moderação, o mercado de trabalho permanece aquecido. O Comitê seguirá acompanhando a atividade econômica e reforça que o arrefecimento da demanda agregada é um elemento essencial do processo de reequilíbrio entre oferta e demanda da economia e convergência da inflação à meta", diz o documento.
Em relação ao cenário externo, a insegurança é sobre a política econômica nos Estados Unidos, principalmente os possíveis efeitos do aumento de tarifas do comércio internacional. Os economistas começam a levantar riscos de uma recessão nos EUA sob a gestão de Donald Trump que pode afetar decisões do Federal Reserve sobre os juros, o que pode influenciar a trajetória das taxas no Brasil.
"O cenário externo se mantém desafiador, com incertezas econômicas e geopolíticas relevantes. Avalia-se que há um concomitante aumento da incerteza e deterioração do cenário de crescimento global em relação ao Copom anterior. O cenário-base do Comitê segue sendo de desaceleração gradual e ordenada da economia norte-americana, mas, além das incertezas inerentes à conjuntura econômica, há dúvidas sobre a condução da política econômica em diversas dimensões, tais como possíveis estímulos fiscais, restrições na oferta de trabalho, abrangência e intensidade da elevação das tarifas à importação e alterações importantes em preços relativos decorrentes de reorientações da matriz energética, o que pode impactar negativamente as condições financeiras e os fluxos de capital para economias emergentes", alerta o Copom.
O Comitê, sob comando do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também reforçou o compromisso com a previsibilidade das medidas, para ancorar as expectativas do mercado. Alertou ainda para preocupações com o crescimento dos gastos e da dívida pública. "O "esmorecimento no esforço de reformas estruturais e disciplina fiscal, o aumento de crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública têm o potencial de elevar a taxa de juros neutra da economia", diz o documento.
Com o documento, o Copom mantém a possibilidade de um novo aumento dos juros na próxima reunião, que acontece entre 6 e 7 de maio.
Ata do Copom vê alta de 1 ponto nos juros como "adequada" e alerta para inflaçãoImpacto da alta do dólar ainda deve chegar ao varejo, gerando aumento de preços, e deve levar a novo aumento nas taxas na próxima reuniãoEconomia2025-03-25T14:14:43.831ZO Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, divulgou nesta terça-feira (25) a ata explicando a decisão de . Segundo a autoridade monetária, o aumento foi "adequado" levando em consideração as perspectivas de inflação, a situação do mercado de trabalho e da atividade econômica e as incertezas no cenário externo. Sobre a inflação, uma preocupação história dos brasileiros, o Copom aponta que as projeções continuam acima da meta estabelecida pelo governo para 2025 e 2026. Como as expectativas do mercado continuam acima do ideal, o Comitê diz que é preciso manter por mais tempo os juros elevados do que o que seria apropriado. A autoridade monetária também destaca a inflação de serviços, que segue acima da meta, e a alta dos preços de bens industrializados que já chegaram ao atacado, mas ainda devem ser repassados ao varejo nos próximos meses. "Os preços de alimentos mantêm-se elevados e tendem a se propagar para outros preços no médio prazo em virtude da presença de importantes mecanismos inerciais da economia brasileira", diz a ata. Sobre a atividade econômica, o Copom vê dinamismo de indicadores de atividade econômica e de mercado de trabalho, ainda que haja uma leve desaceleração. Com isso, espera-se uma manutenção na demanda e possível pressão sobre os preços. "Ainda que dados recentes sugiram alguma moderação, o mercado de trabalho permanece aquecido. O Comitê seguirá acompanhando a atividade econômica e reforça que o arrefecimento da demanda agregada é um elemento essencial do processo de reequilíbrio entre oferta e demanda da economia e convergência da inflação à meta", diz o documento. Em relação ao cenário externo, a insegurança é sobre a política econômica nos Estados Unidos, principalmente os possíveis efeitos do aumento de tarifas do comércio internacional. Os economistas começam a levantar riscos de uma recessão nos EUA sob a gestão de Donald Trump que pode afetar decisões do Federal Reserve sobre os juros, o que pode influenciar a trajetória das taxas no Brasil. "O cenário externo se mantém desafiador, com incertezas econômicas e geopolíticas relevantes. Avalia-se que há um concomitante aumento da incerteza e deterioração do cenário de crescimento global em relação ao Copom anterior. O cenário-base do Comitê segue sendo de desaceleração gradual e ordenada da economia norte-americana, mas, além das incertezas inerentes à conjuntura econômica, há dúvidas sobre a condução da política econômica em diversas dimensões, tais como possíveis estímulos fiscais, restrições na oferta de trabalho, abrangência e intensidade da elevação das tarifas à importação e alterações importantes em preços relativos decorrentes de reorientações da matriz energética, o que pode impactar negativamente as condições financeiras e os fluxos de capital para economias emergentes", alerta o Copom. O Comitê, sob comando do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também reforçou o compromisso com a previsibilidade das medidas, para ancorar as expectativas do mercado. Alertou ainda para preocupações com o crescimento dos gastos e da dívida pública. "O "esmorecimento no esforço de reformas estruturais e disciplina fiscal, o aumento de crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública têm o potencial de elevar a taxa de juros neutra da economia", diz o documento. Com o documento, o Copom mantém a possibilidade de um novo aumento dos juros na próxima reunião, que acontece entre 6 e 7 de maio.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/ata-do-copom-ve-alta-de-1-ponto-nos-juros-como-adequada-e-alerta-para-inflacao
Petista acusa ministro Kassio Nunes Marques, que mandou retirar do ar canal de WhatsApp com mais de 3,3 milhões de seguidores, de beneficiar Flávio Bolsonaro
Candidato do PL afirma que adversários mentem sobre o Bolsa Família e o salário mínimo e cobra mais agilidade da Justiça Eleitoral no combate à desinformação