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Tentativa de golpe adiciona risco e tensão ao mercado financeiro

Indústria de São Paulo diz em nota que sem bom senso, segurança e ordem o Brasil não avançará

Tentativa de golpe adiciona risco e tensão ao mercado financeiro
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Analistas do mercado financeiro apontam risco de grande volatilidade para os negócios a partir dos atos terroristas deste domingo (8.jan). Bem entendido, não apenas movimentação normal que inclui a realidade de perdas e ganhos como cotidiana, mas algo que reflita o embate que observadores acreditam existir no âmago da relação entre governo e instituições, marcadamente no viés da segurança.

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"Uma crise institucional está se instalando e isso deve ter efeito sobre o preço dos ativos financeiros", assinala o economista e consultor André Perfeito.

Na visão de parcela dos observadores da economia e do cenário político, o contingente insuficiente da Polícia Militar, da Força Nacional e dos demais responsáveis pelo bem-estar da sociedade, não foi suficiente sequer por segundos para resistir ao avanço da horda de terroristas que atacou as sedes dos Três Poderes constitucionais em Brasília.  A crise era uma bola cantada, argumentam alguns deles, apontando para o risco que se poderia classificar como insubordinação. Aí é que mora o perigo. 

Quem é que manda

Durante a semana anterior aos atos terroristas deste domingo (08.jan), houve manifestações em outras importantes cidades. Em Belo Horizonte houve resistência -- inclusive via judicial -- à retirada de um acampamento de bolsonaristas radicais no centro da cidade. Em São Paulo, maior cidade do país e conhecida inclusive pelo trânsito que diariamente castiga o ir e vir da população, uma carreata no final da 5ª feira (05.jan), nas proximidades do Aeroporto de Congonhas, parou o trânsito. E mais que isso: os supostos "manifestantes", não foram nem de longe reprimidos ou desestimulados a continuar a ação prejudicial à vida da cidade. São episódios como esses que deixam no ar uma tolerância da parte das forças de segurança que sugere que uma coordenação superior e dissimulada atende à continuidade dos protestos. Que hoje claramente assumiram o tom de terrorismo. 

"A questão na mesa é de autoridade. Ou bem se restabeleça a ordem, ou bem se desorganizou a hierarquia. O silêncio dos militares não passa sem ser notado e se não se posicionarem uma espada ficará sobre a cabeça do presidente e ele não pode tolerar isso. Neste cenário é razoável supor que a percepção de risco se eleva e assim juros devem subir com efeitos na bolsa e outros ativos", sentencia Perfeito.

Para Pedro Paulo Silveira, da corretora Nova Futura, um movimento como o de hoje chama a atenção dos brasileiros pelo que há "de mais violento e atrasado: desenvolvimento só se faz com democracia, justiça e segurança", destaca. 

Pesos-pesados

Enquanto o governo federal diz que vai investigar e punir os financiadores dos atos terroristas, mirando inclusive empresários que apoiam a ideologia e os atos da extrema-direita, industriais de São Paulo se manifestam no sentido contrário. O Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), tratado informalmente como o "sindicato dos patrões" de grandes empresas paulistas, divulgou nota em repúdio aos ataques a Brasília. Abaixo o texto do Ciesp.

"O Brasil precisa de paz para produzir e voltar a crescer. Atos anti-democráticos contra os poderes constituídos da República, vandalismos e ataques ao patrimônio público agridem o estado de direito. Estamos, nós e o mundo, estarrecidos diante dos fatos que aconteceram em Brasilia (DF). Faltando bom senso, segurança e ordem, o Brasil não avançará", disse Rafael Cervone, presidente do Ciesp.

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