Hopi Pride 2026: mais que música, marcas apostam no "olho no olho" para conquistar o público
Com shows de Pabllo Vittar e Pedro Sampaio, festival no interior de SP vira laboratório para empresas que querem sair das redes sociais e abraçar a vida real


Jeff Souza
O Hopi Pride 2026 agitou o interior de São Paulo neste fim de semana com uma maratona de 16 horas de música. Mas, enquanto Pabllo Vittar e Pedro Sampaio entregavam tudo no palco, um outro espetáculo acontecia nos bastidores: a guerra das marcas para conquistar o coração (e o engajamento) da comunidade LGBTQIA+.
Do "match" digital para o real
Já sentiu que o mundo digital às vezes é frio demais? As empresas também sentiram. No Hopi Pride, marcas gigantes deixaram de ser apenas logos no telão para virar experiências interativas.
Um dos destaques foi o Grindr. O aplicativo, famoso mundialmente pela conexão digital, decidiu levar o "match" para a vida real. Com ativações focadas no contato imediato, a ideia era tirar a galera do celular e promover encontros ali mesmo, no calor do festival.
"A experiência presencial é fundamental, principalmente após a pandemia. A comunidade se fortalece com a interação no mundo real", explica Igor Carvalho, representante de marketing da plataforma.
Brasil no radar
Não é segredo para ninguém que o público brasileiro é um dos mais engajados do mundo. Por isso, estar no Hopi Pride não é apenas festa, é estratégia pura. As empresas estão aprendendo que, para falar com esse público, não basta colocar uma bandeira colorida; é preciso ouvir.
- Escuta Ativa: espaços de convivência foram montados para que as marcas pudessem entender as necessidades reais dos usuários;
- Saúde e Bem-estar: além do entretenimento, o festival abriu as portas para iniciativas de impacto social e saúde da comunidade.
A tendência, que se consolidou nesta edição do festival, mostra que os grandes eventos de música viraram "plataformas de experiência". O público continua indo pelo line-up de peso, mas sai de lá levando uma conexão muito mais profunda com as marcas que souberam brincar junto.
Como resume Paula Bukowinski, especialista na área: "A representação digital, por si só, não permite o contato que proporciona a oportunidade de escutar nossos usuários".
No fim das contas, no Hopi Pride, a música deu o tom, mas a conexão humana foi quem deu o show.









