Câmara pauta urgência de projeto que equipara aborto a homicídio
Texto quer alterar Código Penal, aumentando para 20 anos a pena para quem fizer procedimento; proposta também restringe aborto em casos de estupro
S
SBT News
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), incluiu na pauta de votações desta quinta-feira (5) um requerimento de urgência do Projeto de Lei nº 1.904/2024, que equipara o aborto realizado acima de 22 semanas de gestação a homicídio.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
De autoria do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), a proposta quer alterar o Código Penal de modo que aborto em fetos com mais de 22 semanas tenha a mesma pena que um homicídio simples, que pode chegar até 20 anos de reclusão.
Atualmente, o aborto não previsto em lei é punido com penas que variam de um aos três anos, quando provocado pela gestante ou com seu consentimento, e de três a dez anos, quando feito sem o consentimento da gestante.
A proposta também altera o artigo 128 do Decreto-lei n.º 2.848, que estabelece casos em que o aborto é legal. Hoje, a lei permite o aborto nos casos de estupro; de risco de vida à mulher e de anencefalia fetal (quando não há formação do cérebro do feto), e não estipula um prazo máximo para o procedimento.
Caso o PL seja aprovado, mesmo em casos de estupro, se houver viabilidade fetal e a gestação esteja acima de 22 semanas, a mulher e a equipe médica que realizar o aborto poderão ser criminalizadas.
A proposta é assinada por 27 deputados. Sóstenes Calvante justifica o PL ao afirmar que o "Código Penal não estabelece limites máximos de idade gestacional para a realização da interrupção da gestação, o aborto poderia ser praticado em qualquer idade gestacional, mesmo quando o nascituro já seja viável".
Se o pedido de urgência for aprovado, o texto não precisará tramitar pelas comissões da Câmara e poderá ser votada diretamente em plenário.
Parte da Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres na Câmara, a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) reagiu à inclusão do requerimento na pauta do dia. "Hoje o Congresso pode restringir ainda mais o direito ao aborto no Brasil...Vamos à luta pela vida de meninas e mulheres!", afirmou no X, antigo Twitter.
Mais de 12 mil meninas brasileiras tiveram a infância interrompida pela maternidade em 2023. O aborto para elas é um direito desde 1940, independente da idade gestacional. O projeto dos bolsonaristas é revitimar crianças e destruir infâncias! #CriançaNãoÉMãe#PL1904Não
Câmara pauta urgência de projeto que equipara aborto a homicídioTexto quer alterar Código Penal, aumentando para 20 anos a pena para quem fizer procedimento; proposta também restringe aborto em casos de estuproCongresso2024-06-05T15:34:35.755ZO presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), incluiu na pauta de votações desta quinta-feira (5) um requerimento de urgência do , que equipara o aborto realizado acima de 22 semanas de gestação a homicídio. De autoria do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), a proposta quer alterar o Código Penal de modo que aborto em fetos com mais de 22 semanas tenha a mesma pena que um homicídio simples, que pode chegar até 20 anos de reclusão. Atualmente, o aborto não previsto em lei é punido com penas que variam de um aos três anos, quando provocado pela gestante ou com seu consentimento, e de três a dez anos, quando feito sem o consentimento da gestante. A também altera o artigo 128 do Decreto-lei n.º 2.848, que estabelece casos em que o aborto é legal. Hoje, a lei permite o aborto nos casos de estupro; de risco de vida à mulher e de anencefalia fetal (quando não há formação do cérebro do feto), e não estipula um prazo máximo para o procedimento. Caso o PL seja aprovado, mesmo em casos de estupro, se houver viabilidade fetal e a gestação esteja acima de 22 semanas, a mulher e a equipe médica que realizar o aborto poderão ser criminalizadas. . Sóstenes Calvante justifica o PL ao afirmar que o "Código Penal não estabelece limites máximos de idade gestacional para a realização da interrupção da gestação, o aborto poderia ser praticado em qualquer idade gestacional, mesmo quando o nascituro já seja viável". Se o pedido de urgência for aprovado, o texto não precisará tramitar pelas comissões da Câmara e poderá ser votada diretamente em plenário. Parte da Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres na Câmara, a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) reagiu à inclusão do requerimento na pauta do dia. "Hoje o Congresso pode restringir ainda mais o direito ao aborto no Brasil...Vamos à luta pela vida de meninas e mulheres!", afirmou no X, antigo Twitter. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/congresso/camara-pauta-urgencia-de-projeto-que-equipara-aborto-a-homicidio
Leite promete palanque e prega união em torno de Caiado
Governador do RS, preterido na disputa interna PSD para a chapa presidencial, disse que Caiado é o nome certo para “uma política que respeita divergências”
Caiado mira eleitor de Flávio e desafia Lula para debates
Oficializado pelo PSD para a Presidência, ex-governador disse que vencerá o atual presidente no segundo turno e chamou o senador do PL de “candidato Kinder Ovo"