Partidos com maiores bancadas na Câmara perdem força nas capitais
Legendas campeãs de voto nas eleições de 2018 aparecem com dificuldades nas pesquisas deste ano

Plenário da Câmara dos Deputados
O único petista à frente nas pesquisas eleitorais recentes é João Coser, em Vitória. Já a ex-sigla do presidente Jair Bolsonaro não avançou com nenhum candidato nas grandes cidades.
O SBT News levou em consideração os 10 partidos com maior número de cadeiras na Câmara nas eleições passadas. Além do PT e do PSL, estão PP (38), PSD (35), MDB (34), PL (33), PSB (32), PRB (30), PSDB (29) e DEM (29). Entre elas, as duas legendas com menor representatividade são as que mais avançaram nas capitais.
Concorrentes tucanos e democratas podem emplacar o maior número de candidatos: cada legenda com cinco nomes nas capitais. Ambas as siglas reúnem 29 deputados e são a 9ª e a 10ª bancadas com maior número de cadeiras na Câmara.
O DEM lidera no Rio de Janeiro, com Eduardo Paes; em Curitiba, com Rafael Greca; em Florianópolis, com Gean Loureiro; em Salvador, com Bruno Reis; e no Macapá, com Josiel - irmão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).
Já o PSDB pode emplacar prefeitos em São Paulo, com Bruno Covas; Álvaro Dias, em Natal; Cinthia Ribeiro, em Palmas; Hildon Chaves, em Porto Velho; e Minoru Kinpara, em Rio Branco.
Tradicionalmente conhecida por eleger muitos prefeitos e vereadores, o MDB é a terceira sigla que tenta conquistar mais prefeituras, com três candidatos. A sigla encolheu em 2018 de 66 parlamentares para apenas 34. Com isso, foi reduzido ainda acesso a fundo partidário e a tempo de televisão.
O Podemos também reúne três candidatos - em Cuiabá, São Luís e em Manaus. Na quinta posição está o PSD, com dois nomes: Kalil, que deve vencer no primeiro turno em Belo Horizonte, e Marquinhos Trad, em Campo Grande. Depois está o PDT, também com dois candidatos em Aracaju e em Fortaleza. O PT, o PCdoB, o PSB, o PP, Psol e Solidariedade reúnem apenas um concorrente cada um.
Para o cientista político Geraldo Tadeu, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), é comum que partidos de centro, centro-direita e centro-esquerda consigam emplacar o maior número de candidatos, porque acomodam mais facilmente lideranças locais.
"Em termos de partido, perde-se um pouco da dinâmica da eleição municipal, que não é propriamente partidária, mas pessoal. Os eleitores votam em uma pessoa, que por acaso pertence a um partido", explicou. "Partidos como o PSL e o PT são mais militantes, com bandeiras bem definidas", completou.
Tadeu ressaltou ainda que o cenário do pleito não deve interferir nas eleições presidenciais de 2022. "Uma prefeitura de capital tem certa influência para a eleição de governador, muito pouco para a eleição da Presidência".














