Brasil

Vestibular da USP terá cotas para pessoas com deficiência a partir de 2028

Grupo de trabalho vai definir regras de inclusão; medida passa a valer para provas de 2027 com ingresso no ano seguinte

A Universidade de São Paulo (USP) anunciou que adotará o regime de cotas para pessoas com deficiência a partir do vestibular de 2028. A medida atende à lei estadual 18.167, publicada em julho de 2025, que obriga universidades públicas paulistas a reservarem vagas para esse público, em proporção semelhante à participação dessas pessoas na população.

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A política de reserva de vagas para PCD passa a valer já no vestibular de 2027 - com ingresso em 2028, e será aplicada em todos os formatos de seleção, como a Fuvest, o Provão Paulista e o Enem-USP.

A proposta ainda precisar avançar por etapas internas até a implementação. Para isso, a universidade criou um grupo de trabalho com representantes acadêmicos, especialistas e integrantes de coletivos de pessoas com deficiência, que terá prazo de até 120 dias para elaborar uma proposta com critérios para a reserva de vagas.

De acordo com o Jornal da USP, esse grupo também vai definir uma minuta de resolução que será analisada por diferentes instâncias da universidade, antes de seguir para aprovação final no Conselho Universitário, o que deve ocorrer ainda no primeiro semestre de 2027.

O percentual de vagas reservadas será, no mínimo, equivalente à proporção de pessoas com deficiência no Estado de São Paulo, com base nos dados mais recentes do IBGE. Caso as vagas não sejam preenchidas pelos critérios definidos, elas poderão ser destinadas a outros candidatos.

A lei também prevê que candidatos com deficiência aprovados possam ter direito a acompanhante especializado, quando houver necessidade comprovada.

A iniciativa amplia o acesso de pessoas com deficiência à universidade, que já conta com outras ações afirmativas, como cotas raciais e sociais. Apesar do avanço, a USP ainda precisa adaptar sua estrutura para receber esse público, com mudanças de acessibilidade em seus campi, incluindo as áreas de alimentação e prédios de moradia estudantil, voltados a estudantes de baixa renda.

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