Brasil

True Crime: o promotor que manteve Champinha internado

Promotor Wilson relembra o caso Champinha, revela bastidores da decisão que impediu sua volta às ruas e debate a redução da maioridade penal

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Fabio Diamante, Robinson Cerantula

Um crime brutal, duas vítimas e uma pergunta que, mais de 20 anos depois, continua provocando debates no Brasil: o que fazer com um adolescente que lidera uma sessão de tortura e violência sexual antes de assassinar um casal de jovens namorados? O convidado do True Crime, o promotor de Justiça Wilson Tafner enfrentou esse desafio.

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Tafner foi quem ingressou com a ação judicial que impediu Roberto Aparecido Alves Cardoso, conhecido como Champinha, de voltar às ruas. Em 2003, Champinha, então com 16 anos, participou do assassinato dos namorados Liana Friedenbach, de 16 anos, e Felipe Caffé, de 19, em São Paulo. Ao lado de criminosos adultos, ele submeteu as vítimas a uma sequência brutal de violência. “Nós interrompemos a internação que seria de no máximo três anos, e conseguimos uma interdição civil. Desta forma, ele nunca mais voltou ao convívio social. E ele não tem essa condição, de fato”, disse o promotor.

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No programa, Wilson Tafner revela os bastidores da decisão judicial. Você também vai saber os detalhes sobre a única entrevista feita com Champinha e que nunca chegou a ser publicada.

O True Crime também resgata um período sombrio da história da antiga Febem, marcado por rebeliões, violência e denúncias de tortura dentro das unidades de internação em São Paulo. O promotor entregou ao True Crime imagens exclusivas e inéditas feitas no interior da instituição, que mostram uma triste realidade. Os registros ajudam a explicar a violência nas ruas de São Paulo. “As unidades superlotadas eram verdadeiros campos de concentração. Só que tudo ficava escondido debaixo dos telhados. Os infratores só eram vistos nas rebeliões”, disse Tafner.

O episódio ainda discute os reflexos de décadas de abandono das políticas públicas voltadas à infância e à juventude e chega a uma questão que permanece no centro do debate nacional: a redução da maioridade penal para 16 anos.

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