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True Crime: o massacre no cinema do MorumbiShopping

Delegado relembra o ataque de 1999, que deixou três mortos, e a investigação sobre Matheus Meira, liberado em 2024

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Fabio Diamante, Robinson Cerantula

O True Crime desta semana vai voltar a 3 de novembro de 1999. Em uma sessão do filme "Clube da Luta", na sala 5 do cinema do MorumbiShopping, na zona sul de São Paulo, o estudante de medicina Matheus da Costa Meira, então com 24 anos, armado com uma submetralhadora, abriu fogo contra o público. Matou três pessoas e deixou quatro feridos.

O convidado do programa é o delegado Olavo Reino Francisco. Na época, como titular da Delegacia Seccional Sul, ele coordenou a equipe que montou o quebra-cabeça do ataque e revelou detalhes impressionantes sobre a preparação de Matheus — incluindo o uso de drogas, o planejamento prévio e as alegações do atirador de que ouvia vozes e imaginava ver "personagens verdes" na plateia. “No início ele ficou em silêncio absoluto. Aos poucos foi falando e disse que foi inspirado por vozes e pelo jogo”, disse o delegado.

O delegado Olavo Reino Francisco é o convidado do True Crime | SBT News
O delegado Olavo Reino Francisco é o convidado do True Crime | SBT News

O True Crime vai contar os bastidores da investigação e condenação do atirador. E a questão central que intrigou o país: Matheus era um criminoso frio e calculista ou um homem tomado por sérios distúrbios psiquiátricos? “Ele planejou em detalhes. Comprou arma, munição e até um longo casaco para esconder a arma antes do ataque”, completou o delegado.

O programa também vai detalhar a trajetória de Matheus após a tragédia de 1999, incluindo o segundo crime cometido por ele dentro da cadeia em Salvador (BA), onde tentou matar um colega de cela a tesouradas. Avaliado como inimputável após o episódio na Bahia, Matheus foi internado em um hospital de custódia e, em setembro de 2024, acabou liberado por médicos. Aos 51 anos, ele vive livre na capital baiana sem ter cumprido integralmente a pena pelo massacre no cinema. “É um risco permanente para a sociedade. E pra nós, da polícia, é frustrante. Me sinto como se tivesse enxugado gelo”, afirmou o delegado.

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