Brasil

Suspeito é preso ao citar menina morta há quase 20 anos durante abuso sexual no Paraná

Martonio Alves Batista ameaçava a enteada, dizendo que faria com ela a mesma coisa que fez com Giovanna caso ela revelasse os abusos

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da Rede Massa
20/02/2026, 10:25 • Atualizado em 20/02/2026, 10:25
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Martonio Alves Batista foi preso suspeito de matar Giovanna dos Reis Costa | Reprodução Rede Massa

Martonio Alves Batista foi preso suspeito de matar Giovanna dos Reis Costa | Reprodução Rede Massa

Martonio Alves Batista, de 55 anos, foi preso suspeito de matar Giovanna dos Reis Costa, de apenas nove anos. O crime aconteceu em abril de 2006, em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

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O suspeito foi localizado e preso em Londrina, no Norte do Paraná, na manhã desta quinta-feira (19). Ele foi detido na casa ao lado da pastelaria que trabalhava na cidade.

A prisão ocorreu após a reabertura do inquérito, motivada por novos depoimentos e pela reanálise de provas técnicas coletadas na época do crime.

De acordo com a delegada Camila Cecconello, o caso voltou a ser investigado após uma mulher procurar a polícia relatando que foi vítima de abuso entre 2007 e 2010, período em que foi enteada do suspeito.

Segundo as informações, Martonio Alves Batista ameaçava a enteada, dizendo que faria com ela a mesma coisa que fez com Giovanna caso ela revelasse os abusos.

A Polícia Civil, então, solicitou o desarquivamento do inquérito à Justiça.

Provas técnicas de 2006 reforçaram pedido de prisão no caso Giovanna

Com a retomada das investigações, os novos relatos foram confrontados com evidências materiais produzidas em 2006. Um dos principais elementos apontados pela polícia é um laudo pericial que indicava que o fio elétrico encontrado amarrado ao corpo da criança possuía a mesma marca, tipo e dimensão de um fio localizado no quintal da casa do suspeito, onde havia um cachorro preso.

Na época, policiais também estiveram na residência e foram recebidos pela esposa do suspeito, que contou que ele estava sozinho no dia do desaparecimento.

Ainda segundo a investigação, o colchão do casal apresentava uma mancha de urina quando os agentes estiveram no local. Posteriormente, o objeto teria sido destruído. A calcinha da vítima também apresentava vestígios de urina.

No entanto, não foi possível realizar exame comparativo, uma vez que o objeto foi destruído.

Martonio poderá ir a júri popular

Para a polícia, “a conjugação dos novos depoimentos com as evidências materiais coletadas em 2006 constitui um conjunto probatório robusto”, que sustenta a autoria atribuída ao suspeito e embasou o pedido de prisão.

Martônio Batista foi localizado na casa ao lado da pastelaria que administra em Londrina. Ele não reagiu à abordagem, mas, segundo os investigadores, teria tentado se desfazer do celular, arremessando o aparelho para o telhado. O telefone foi apreendido e será submetido à perícia. Diversos objetos também foram recolhidos na residência.

O homem deve responder por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e estupro de vulnerável. A Polícia Civil tem prazo de 10 dias para concluir o inquérito e encaminhá-lo ao Ministério Público. O caso pode ser levado a júri popular.

Relembre o caso Giovanna

Giovanna dos Reis Costa tinha 9 anos quando desapareceu em abril de 2006, na véspera da Semana Santa, em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba. A menina havia saído de casa para vender rifas de Páscoa em uma campanha escolar no Jardim Patrícia e não retornou.

Dois dias depois, o corpo da criança foi encontrado em um matagal da cidade. Ela estava nua, com as mãos amarradas com um fio elétrico e dentro de um saco de lixo. O laudo apontou sinais de estrangulamento e violência sexual. A sacola com as roupas que Giovanna usava no dia do desaparecimento foi localizada em um terreno baldio.

O crime gerou forte comoção no Paraná e mobilizou a Polícia Civil do Paraná. Em 2007, a investigação apontou que o assassinato teria sido cometido por um grupo de ciganos em um suposto ritual. A denúncia foi baseada no inquérito policial da época.

No entanto, em 2012, os três acusados foram absolvidos após julgamento que durou mais de três dias. A defesa sustentou falhas na investigação e ausência de provas consistentes. Desde então, o caso permanecia sem solução definitiva até a reabertura do inquérito e a prisão do novo suspeito.

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