ELA: entenda doença degenerativa que matou Eric Dane, o Mark Sloan de 'Grey's Anatomy'
Ator de 53 anos revelou diagnóstico em abril de 2025; condição rara é a mesma que afetou o físico britânico Stephen Hawking, morto em 2018
Emanuelle Menezes
20/02/2026, 11:43 • Atualizado em 20/02/2026, 11:43
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Eric Dane, o Mark Sloan de 'Grey's Anatomy', morreu nesta quinta-feira (19) | Reprodução
Eric Dane, ator conhecido por interpretar o cirurgião plástico Mark Sloan na série 'Grey's Anatomy', morreu nesta quinta-feira (19), aos 53 anos. Há cerca de 10 meses, o artista revelou o diagnóstico de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), doença neurodegenerativa progressiva rara que afeta os neurônios responsáveis pelos movimentos e não tem cura.
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A condição é a mesma que afetou o físico britânico Stephen Hawking, morto em 2018. "Ao longo de sua jornada com a ELA, Eric tornou-se um defensor apaixonado da conscientização e da pesquisa, determinado a fazer a diferença para outras pessoas que enfrentam a mesma luta", disse a família de Dane em comunicado.
A ELA é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta os neurônios motores – células do cérebro e da medula espinhal responsáveis pelo controle dos músculos voluntários. Ao longo do tempo, esses neurônios se desgastam e morrem, fazendo com que o cérebro perca a capacidade de iniciar e controlar movimentos.
Com a degeneração dos neurônios motores, os músculos deixam de receber comandos, o que gera fraqueza muscular, perda de mobilidade e, nos estágios mais avançados, paralisia total.
Outros sintomas incluem:
gagueira (disfemia);
cabeça caída;
cãibras musculares;
contrações musculares;
problemas de dicção, como um padrão de fala lento ou anormal (arrastando as palavras);
alterações da voz, rouquidão;
perda de peso.
Quem pode desenvolver a doença?
A Esclerose Lateral Amiotrófica é considerada uma condição rara, com incidência média de 2 a 5 casos por 100 mil habitantes. É mais comum em homens e costuma se manifestar entre 55 e 75 anos de idade, segundo o Ministério da Saúde. A origem exata da doença ainda é desconhecida, mas fatores genéticos podem estar envolvidos em cerca de 10% dos casos.
Outras possíveis causas, segundo o Ministério, são desequilíbrio químico no cérebro (níveis de glutamato mais elevado) e doenças autoimunes.
Tratamento
Ainda não há cura para a ELA. O tratamento é focado em controlar os sintomas e retardar a progressão da doença, oferecendo mais qualidade de vida ao paciente.
Fisioterapia e fonoaudiologia são indicados para manter a força muscular e preservar as funções de fala e deglutição. O suporte psicológico também é essencial, tanto para o paciente quanto para a família.
ELA: entenda doença degenerativa que matou Eric Dane, o Mark Sloan de 'Grey's Anatomy'Ator de 53 anos revelou diagnóstico em abril de 2025; condição rara é a mesma que afetou o físico britânico Stephen Hawking, morto em 2018Saúde2026-02-20T11:43:47.943ZEric Dane, ator conhecido por interpretar o cirurgião plástico Mark Sloan na série 'Grey's Anatomy', . Há cerca de 10 meses, o artista revelou o diagnóstico de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), doença neurodegenerativa progressiva rara que afeta os neurônios responsáveis pelos movimentos e não tem cura. A condição é a mesma que afetou o físico britânico "Ao longo de sua jornada com a ELA, Eric tornou-se um defensor apaixonado da conscientização e da pesquisa, determinado a fazer a diferença para outras pessoas que enfrentam a mesma luta", disse a família de Dane em comunicado. A ELA é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta os neurônios motores – células do cérebro e da medula espinhal responsáveis pelo controle dos músculos voluntários. Ao longo do tempo, esses neurônios se desgastam e morrem, fazendo com que o cérebro perca a capacidade de iniciar e controlar movimentos. Com a degeneração dos neurônios motores, os músculos deixam de receber comandos, o que gera fraqueza muscular, perda de mobilidade e, nos estágios mais avançados, paralisia total. Outros sintomas incluem: Quem pode desenvolver a doença? A Esclerose Lateral Amiotrófica é considerada uma condição rara, com incidência média de 2 a 5 casos por 100 mil habitantes. É mais comum em homens e costuma se manifestar entre 55 e 75 anos de idade, segundo o Ministério da Saúde. A origem exata da doença ainda é desconhecida, mas fatores genéticos podem estar envolvidos em cerca de 10% dos casos. Outras possíveis causas, segundo o Ministério, são desequilíbrio químico no cérebro (níveis de glutamato mais elevado) e doenças autoimunes. Tratamento Ainda não há cura para a ELA. O tratamento é focado em controlar os sintomas e retardar a progressão da doença, oferecendo mais qualidade de vida ao paciente. Fisioterapia e fonoaudiologia são indicados para manter a força muscular e preservar as funções de fala e deglutição. O suporte psicológico também é essencial, tanto para o paciente quanto para a família.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/saude/ela-entenda-doenca-degenerativa-que-matou-eric-dane-o-mark-sloan-de-grey-s-anatomy
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