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Sistema Cantareira seguirá com restrição a partir desta quinta-feira (1)

Principal fonte de água da Grande São Paulo começa o ano na "Faixa 4", com limite de retirada e alerta para economia

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Sistema Cantareira: no último dia do ano, reservatório registrou 20,18% da capacidade | Reprodução

O Sistema Cantareira, principal fonte de água da região metropolitana de São Paulo, inicia 2026 na "Faixa 4 (Restrição)", com operação mantida a partir desta quinta-feira (1).

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Segundo a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas), a medida é aplicada quando o volume útil do sistema fica entre 20% e 30%.

No último dia do ano, o Cantareira registrou 20,18% da capacidade, abaixo dos 20,99% observados em 30 de novembro, o que mantém o alerta para o consumo de água na maior metrópole do país.

O Cantareira opera com cinco faixas, definidas conforme o volume de água armazenado:

  • Faixa 1 (Normal): acima de 60%
  • Faixa 2 (Atenção): 40% a 60%
  • Faixa 3 (Alerta): 30% a 40%
  • Faixa 4 (Restrição): 20% a 30%
  • Faixa 5 (Especial): abaixo de 20%, com regras mais severas

Se o nível cair abaixo de 20%, o sistema pode entrar na "Faixa 5", com risco de atingir o volume morto, usado apenas em emergências.

Com o sistema na "Faixa 4", a Sabesp tem autorização para retirar até 23 metros cúbicos por segundo (m³/s) durante janeiro de 2026, conforme a Resolução Conjunta nº 925/2017 da ANA e do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE).

Além do volume autorizado do Cantareira, a Sabesp poderá utilizar a água da bacia do Rio Paraíba do Sul, represada na Usina Hidrelétrica Jaguari (UHE Jaguari), na região de São José dos Campos, para complementar o abastecimento.

Por que o alerta segue ligado mesmo no período de chuvas?

O Cantareira não se recuperou o suficiente em dezembro, mesmo no chamado período úmido, que vai de outubro de 2025 a maio de 2026. Ao contrário: o volume útil caiu de 20,99% para 20,18%, mantendo o estado de atenção.

Em nota, as agências reforçaram a necessidade de controle da demanda pela Sabesp e economia de água pela população para evitar impactos no abastecimento.

“Recomendamos medidas operacionais de gestão da demanda e adoção de ações pelos demais usuários para preservar o volume de água nos reservatórios”, diz trecho do comunicado oficial.

O Sistema abastece cerca de 50% da população da Grande São Paulo, além de contribuir para o atendimento de municípios como Campinas, nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ).

O Cantareira é composto por cinco reservatórios interligados: Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro, com volume útil total de 981,56 bilhões de litros.

Desde 2018, o sistema conta também com a interligação entre a represa Jaguari (Paraíba do Sul) e Atibainha, ampliando a segurança hídrica da região.

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