Secretário diz que pode ser difícil para PM parar de atirar
Osvaldo Nico, secretário de Segurança Pública de São Paulo, comentou as duas mortes decorrentes de operações policiais na capital
Isabelle Saleme
Secretário Osvaldo Nico durante evento da Rota em SP Foto: Isabelle Saleme
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico, disse nesta quinta-feira (15) que, em alguns momentos, o policial pode ter dificuldade de parar de atirar. A fala ocorreu após o evento de comemoração dos 56 anos da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), quando ele foi questionado sobre os 51 tiros disparados contra dois homens em um intervalo de sete dias na capital.
“A gente tem que repensar também que o policial não está ali pra morrer. O que for apurado pela corregedoria eu não vou discutir. Existe um protocolo e esse protocolo tem que ser seguido. Tem que ser seguido, mas aí você você na hora de parar talvez seja mais difícil do que na hora de atirar. Isso vai ser apurado. Ninguém tá escondendo nada”, disse o secretário.
A Ouvidoria da Polícia de São Paulo acionou a Corregedoria da Polícia Militar e o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) para pedir uma apuração rigorosa sobre as duas mortes decorrentes de intervenções policiais na capital paulista.
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O primeiro caso ocorreu no dia 3 de outubro, na Brasilândia, zona norte de São Paulo. Segundo informações encaminhadas à Ouvidoria, Antonio Nunes Batista foi atingido por 24 tiros após avançar contra policiais militares com uma faca na mão.
A segunda ocorrência foi registrada em 10 de outubro, em Moema. Gustavo Munis de Santana foi baleado 27 vezes durante uma abordagem. De acordo com a Ouvidoria da PM, os policiais teriam confundido o celular do jovem com uma arma de fogo.
“Eu me coloco também no lugar do policial. Quem viu aquelas imagens, se não tivesse aquela imagem, como que estaria a situação dos policiais? Olha depois que apareceu a imagem por favor isso aqui duro pro policial decidir né? Mas o cara pegou só uma posição tática de tiro entendeu?”, defendeu Nico.
As duas ações da PM colocaram em debate mais uma vez o uso excessivo da força policial e o preparo dos agentes. Mesmo defendendo a polícia, Nico deixou claro que a orientação é evitar o confronto. Dados da Secretaria de Segurança Pública indicam que a letalidade policial em São Paulo caiu 5,1% entre 2024 e 2026, considerando os períodos de janeiro a agosto. A pasta atribui a queda às ações preventivas, que envolvem investimento em tecnologia, treinamento, inteligência policial, planejamento e revisão de procedimentos operacionais.
“A gente não quer isso (pessoas baleadas), né? A gente não quer o confronto, não quer nada disso”, concluiu.
Secretário diz que pode ser difícil para PM parar de atirarOsvaldo Nico, secretário de Segurança Pública de São Paulo, comentou as duas mortes decorrentes de operações policiais na capitalBrasil2026-10-15T16:44:36.608ZO secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico, disse nesta quinta-feira (15) que, em alguns momentos, o policial pode ter dificuldade de parar de atirar. A fala ocorreu após o evento de comemoração dos 56 anos da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), quando ele foi questionado sobre os 51 tiros disparados contra dois homens em um intervalo de sete dias na capital. “A gente tem que repensar também que o policial não está ali pra morrer. O que for apurado pela corregedoria eu não vou discutir. Existe um protocolo e esse protocolo tem que ser seguido. Tem que ser seguido, mas aí você você na hora de parar talvez seja mais difícil do que na hora de atirar. Isso vai ser apurado. Ninguém tá escondendo nada”, disse o secretário. A Ouvidoria da Polícia de São Paulo acionou a Corregedoria da Polícia Militar e o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) para pedir uma apuração rigorosa sobre as duas mortes decorrentes de intervenções policiais na capital paulista. O primeiro caso ocorreu no dia 3 de outubro, na Brasilândia, zona norte de São Paulo. Segundo informações encaminhadas à Ouvidoria, Antonio Nunes Batista foi atingido por 24 tiros após avançar contra policiais militares com uma faca na mão. A segunda ocorrência foi registrada em 10 de outubro, em Moema. Gustavo Munis de Santana foi baleado 27 vezes durante uma abordagem. De acordo com a Ouvidoria da PM, os policiais teriam confundido o celular do jovem com uma arma de fogo. “Eu me coloco também no lugar do policial. Quem viu aquelas imagens, se não tivesse aquela imagem, como que estaria a situação dos policiais? Olha depois que apareceu a imagem por favor isso aqui duro pro policial decidir né? Mas o cara pegou só uma posição tática de tiro entendeu?”, defendeu Nico. As duas ações da PM colocaram em debate mais uma vez o uso excessivo da força policial e o preparo dos agentes. Mesmo defendendo a polícia, Nico deixou claro que a orientação é evitar o confronto. Dados da Secretaria de Segurança Pública indicam que a letalidade policial em São Paulo caiu 5,1% entre 2024 e 2026, considerando os períodos de janeiro a agosto. A pasta atribui a queda às ações preventivas, que envolvem investimento em tecnologia, treinamento, inteligência policial, planejamento e revisão de procedimentos operacionais. “A gente não quer isso (pessoas baleadas), né? A gente não quer o confronto, não quer nada disso”, concluiu.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/secretario-diz-que-pode-ser-dificil-para-pm-parar-de-atirar
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