Seca histórica no Amazonas afeta quase 770 mil pessoas e reduz níveis dos rios a patamares críticos
Rio Negro, em Manaus, atingiu o menor nível de sua história nesta sexta-feira (4)
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Amanda Garcia
Rio Negro | Reprodução/SBT Brasil
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A baixa histórica nos níveis dos rios no Amazonas tem afetado diretamente a vida de quase 770 mil pessoas. Nesta sexta-feira (4), o Rio Negro, em Manaus, atingiu o menor nível histórico, registrando 12,66 m, segundo o monitoramento que acontece há 122 anos. Esse foi o segundo dia consecutivo de recordes negativos.
A água barrenta revela o quanto o nível do rio está abaixo do normal. Barqueiros, como Gracenildo da Silva, estão improvisando rotas com galhos para evitar que suas embarcações fiquem atoladas. "Se sair da marcação, atola. O clima tá complicado", disse Gracenildo.
No Tarumã-Açu, um afluente do Rio Negro, a situação é ainda mais crítica. Onde antes havia um fluxo intenso de barcos de lazer e de transporte para comunidades rurais de Manaus, agora só se vê terra e lama. As embarcações que tentam navegar pela parte mais funda acabam presas na areia.
Com o nível do Rio Negro atingindo o menor registro histórico, os barcos conseguem chegar apenas a um determinado trecho e, a partir dali, o caminho só pode ser feito a pé, na lama.
."A última vez que vim, estava tudo alagado. Agora, tá tudo seco", lamena Dona Rosilda de Oliveira, aposentada, que precisou caminhar descalça para voltar para casa.
A seca atual é considerada ainda mais severa que a do ano passado, segundo o gerente de Hidrologia e Gestão Territorial do Serviço Geológico Brasileiro, André Martinelli. Ele destaca que, em 2023, o nível do rio chegou a baixar até cinco metros em apenas duas semanas, totalizando uma redução de oito metros em um mês.
Apesar de chuvas consistentes no Alto Rio Negro, a superintendente regional da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, Jussara Curi, alerta que ainda é suficiente para reverter o quadro:
"Precisamos de chuvas nas cabeceiras e ao longo da bacia para sairmos desse processo de vazante", explica.
Seca histórica no Amazonas afeta quase 770 mil pessoas e reduz níveis dos rios a patamares críticosRio Negro, em Manaus, atingiu o menor nível de sua história nesta sexta-feira (4)Brasil2024-10-05T00:26:37.797ZA baixa histórica nos níveis dos rios no Amazonas tem afetado diretamente a vida de quase 770 mil pessoas. Nesta sexta-feira (4), o Rio Negro, em Manaus, atingiu o menor nível histórico, registrando 12,66 m, segundo o monitoramento que acontece há 122 anos. Esse foi o segundo dia consecutivo de recordes negativos. A água barrenta revela o quanto o nível do rio está abaixo do normal. Barqueiros, como Gracenildo da Silva, estão improvisando rotas com galhos para evitar que suas embarcações fiquem atoladas. "Se sair da marcação, atola. O clima tá complicado", disse Gracenildo. No Tarumã-Açu, um afluente do Rio Negro, a situação é ainda mais crítica. Onde antes havia um fluxo intenso de barcos de lazer e de transporte para comunidades rurais de Manaus, agora só se vê terra e lama. As embarcações que tentam navegar pela parte mais funda acabam presas na areia. Com o nível do Rio Negro atingindo o menor registro histórico, os barcos conseguem chegar apenas a um determinado trecho e, a partir dali, o caminho só pode ser feito a pé, na lama. ."A última vez que vim, estava tudo alagado. Agora, tá tudo seco", lamena Dona Rosilda de Oliveira, aposentada, que precisou caminhar descalça para voltar para casa. A seca atual é considerada ainda mais severa que a do ano passado, segundo o gerente de Hidrologia e Gestão Territorial do Serviço Geológico Brasileiro, André Martinelli. Ele destaca que, em 2023, o nível do rio chegou a baixar até cinco metros em apenas duas semanas, totalizando uma redução de oito metros em um mês. Apesar de chuvas consistentes no Alto Rio Negro, a superintendente regional da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, Jussara Curi, alerta que ainda é suficiente para reverter o quadro: "Precisamos de chuvas nas cabeceiras e ao longo da bacia para sairmos desse processo de vazante", explica.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/seca-historica-no-amazonas-afeta-quase-770-mil-pessoas-e-reduz-niveis-dos-rios-a-patamares-criticos
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