RJ: TRT convoca nova reunião após rodoviários manterem greve
Categoria rejeitou proposta inicial; nova rodada de negociações acontece nesta quarta-feira (1º)


Rodoviários entram em greve por tempo indeterminado no RJ | Agência Brasil
Os rodoviários do Rio de Janeiro passarão por uma nova audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), nesta quarta-feira (1º), para debater a greve. O primeiro encontro terminou com a rejeição de uma proposta feita pelo Rio Ônibus, o que fez a categoria manter a paralisação.
Pelas redes sociais, o presidente do Sindicato dos Rodoviários do Rio, Sebastião José, informou que convocará uma assembleia logo após a audiência no TRT. A expectativa, segundo ele, é que os trabalhadores já saiam do encontro com uma proposta do Rio Ônibus para encerrar a paralisação.
“Vejo com esperança essa nova audiência para pôr fim à paralisação dos trabalhadores, e assim fazer com que a população retome sua normalidade”, disse.
Os motoristas de ônibus municipais e BRT do Rio de Janeiro entraram em greve à 0h de segunda-feira (29). A paralisação, decidida por tempo indeterminado, foi anunciada após a categoria rejeitar a proposta do Rio Ônibus sobre as reivindicações feitas pelo grupo.
O sindicato cobra reajuste salarial, aumento do vale alimentação e plano de saúde. Também exige mudanças nas condições de trabalho, como o fim da jornada 6x1 – composta por seis dias de trabalho e um de descanso – e a implementação da escala 5x2 – cinco dias de trabalho e dois de descanso.
Veja a lista completa de reivindicações:
- Veja a lista completa de reivindicações:
- Piso salarial de R$ 4 mil para motoristas;
- Salário de R$ 5 mil para condutores de ônibus articulados;
- Reajuste de 17% para todos os trabalhadores;
- Vale-alimentação de R$ 1 mil;
- Plano de saúde e odontológico;
- Fim dos contratos temporários na Mobi-Rio, com contratação pelo regime CLT.
O TRT reconheceu a paralisação, mas determinou a circulação mínima de 50% da frota dos ônibus municipais, por linha e itinerário, com multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento. Segundo Sebastião, a medida vem sendo cumprida.
Em nota, o Rio Ônibus disse que "as negociações com o Sindicato dos Rodoviários seguem abertas”. A prefeitura do Rio, por sua vez, afirmou que acompanha a situação e que já solicitou à Justiça o aumento do percentual mínimo de ônibus em circulação para reduzir os impactos aos passageiros.
Filas e vandalismo
Os primeiros dois dias de greve dos rodoviários foram marcados por filas e vandalismo no Rio. Passageiros relataram espera de até 2 horas para embarcar, com longas filas em pontos e terminais de ônibus.
O Rio Ônibus informou ainda que mais de 40 veículos foram vandalizados por grevistas. O presidente do sindicato disse estar ciente do ocorrido, mas afirmou que a categoria não foi responsável. “Tivemos alguns incidentes, mas já recomendamos para não acontecer novamente. E pelo o que chegou aos nossos ouvidos não foram os rodoviários que fizeram isso”, disse.














