Professores da rede estadual de Minas Gerais decidem entrar em greve em março
Paralisação será nos dias 13 e 14 para pressionar o governo a atender demandas salariais e rever vetos a benefícios
V
Vithor Laureano
Professores da rede estadual de Minas Gerais anunciaram, em assembleia realizada no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta quinta-feira (22), uma greve de 48 horas nos dias 13 e 14 de março.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
A decisão, promovida pelo Sindicato Único dos Trabalhadores da Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), tem como objetivo pressionar o governador Romeu Zema (Novo) a atender diversas demandas, incluindo a adoção do piso nacional da categoria.
Segundo Denise Romano, coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, a decisão de greve é motivada pelo salário considerado vergonhoso aos trabalhadores da educação no estado.
"É uma vergonha o salário praticado aos trabalhadores da educação neste estado e o governo Zema deve a Educação"
Em janeiro, houve um reajuste de 12,84% no salário dos professores mineiros, totalizando R$ 2.652,22 para uma carga horária de 24 horas semanais. Entretanto, os educadores reivindicam a equiparação com o piso nacional, que foi estabelecido em R$ 4.580,57 pelo Ministério da Educação.
Além das questões salariais, os professores estaduais demandam a divisão do saldo do Fundeb de dezembro de 2023 com a categoria, medida já aprovada pela ALMG. Outro ponto de conflito é o veto do governador Zema ao texto que possibilitaria a extensão do atendimento médico do Ipsemg para aqueles que se aposentaram pelo regime geral da previdência.
Denise Romano destacou a situação de trabalhadoras idosas que, por não poderem perder o tratamento contra o câncer oferecido pelo Ipsemg, continuam ativas mesmo após atingirem o tempo de aposentadoria.
"Temos trabalhadoras que estão na escola com tempo de aposentadoria cumprido, mulheres, idosas, que estão trabalhando porque não podem perder o tratamento contra o câncer que estão fazendo através do Ipsemg", lamentou Romano.
O Sind-UTE/MG informou que a paralisação do dia 14 será dedicada à busca de diálogo com os representantes, visando a derrubada do veto ao benefício médico do Ipsemg.
* Com informações do Estado de Minas
Professores da rede estadual de Minas Gerais decidem entrar em greve em marçoParalisação será nos dias 13 e 14 para pressionar o governo a atender demandas salariais e rever vetos a benefíciosBrasil2024-02-23T12:03:25.332ZProfessores da rede estadual de Minas Gerais anunciaram, em assembleia realizada no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta quinta-feira (22), uma greve de 48 horas nos dias 13 e 14 de março. A decisão, promovida pelo Sindicato Único dos Trabalhadores da Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), tem como objetivo pressionar o governador Romeu Zema (Novo) a atender diversas demandas, incluindo a adoção do piso nacional da categoria. Segundo Denise Romano, coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, a decisão de greve é motivada pelo salário considerado vergonhoso aos trabalhadores da educação no estado. "É uma vergonha o salário praticado aos trabalhadores da educação neste estado e o governo Zema deve a Educação" Em janeiro, houve um reajuste de 12,84% no salário dos professores mineiros, totalizando R$ 2.652,22 para uma carga horária de 24 horas semanais. Entretanto, os educadores reivindicam a equiparação com o piso nacional, que foi estabelecido em R$ 4.580,57 pelo Ministério da Educação. Além das questões salariais, os professores estaduais demandam a divisão do saldo do Fundeb de dezembro de 2023 com a categoria, medida já aprovada pela ALMG. Outro ponto de conflito é o veto do governador Zema ao texto que possibilitaria a extensão do atendimento médico do Ipsemg para aqueles que se aposentaram pelo regime geral da previdência. Denise Romano destacou a situação de trabalhadoras idosas que, por não poderem perder o tratamento contra o câncer oferecido pelo Ipsemg, continuam ativas mesmo após atingirem o tempo de aposentadoria. "Temos trabalhadoras que estão na escola com tempo de aposentadoria cumprido, mulheres, idosas, que estão trabalhando porque não podem perder o tratamento contra o câncer que estão fazendo através do Ipsemg", lamentou Romano. O Sind-UTE/MG informou que a paralisação do dia 14 será dedicada à busca de diálogo com os representantes, visando a derrubada do veto ao benefício médico do Ipsemg. * Com informações do Estado de MinasSão PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/professores-da-rede-estadual-de-minas-gerais-decidem-entrar-em-greve-em-marco