Professora morre após 2 altas com "crise de ansiedade"
Família diz que mulher apresentou dor no peito, falta de ar e teve parada cardíaca; caso é investigado pela polícia
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Caroline Vale, Tatiane Santos, com SBT Rio
Professora morre após duas altas e família acusa hospital. | Reprodução/Redes sociais
A professora de história Giulia Silva de Araújo, de 26 anos, morreu na última sexta-feira (28), horas depois de procurar atendimento duas vezes no Hospital Municipal Francisco da Silva Telles, em Irajá, na zona norte do Rio de Janeiro. Ela apresentava dor no peito e falta de ar, mas recebeu alta nas duas ocasiões.
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A família acusa a unidade de negligência e afirma que Giulia foi liberada após ser diagnosticada com uma "crise de ansiedade". No entanto, horas depois da alta hospitalar, ela teve uma parada cardiorrespiratória e morreu.
O atestado de óbito apontou tamponamento cardíaco como causa da morte, uma emergência médica provocada pela compressão do coração por líquido ou sangue acumulado no pericárdio, a membrana que envolve o órgão. A condição pode comprometer a capacidade do coração de bombear sangue.
Giulia procurou atendimento duas vezes
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, Giulia chegou ao hospital às 8h32 e passou por exames, incluindo eletrocardiograma. Os resultados, de acordo com a pasta, não apresentaram alterações. A paciente recebeu medicação para os sintomas e teve alta.
Com a persistência do quadro, ela retornou à unidade às 11h14. Novamente, foram realizados exames, além de hemograma completo e radiografia do tórax. A Secretaria Municipal afirma que não foram identificadas alterações e que Giulia permaneceu em observação antes de ser reavaliada e receber alta às 13h19.
Após voltar para casa, a professora apresentou piora, segundo a família. Ela foi levada ao Hospital Municipal Dr. Moacyr Rodrigues do Carmo, em Duque de Caxias, já em parada cardiorrespiratória.
A equipe realizou manobras de reanimação, mas Giulia não resistiu. O óbito foi confirmado às 17h25.
A família registrou um boletim de ocorrência, e o caso é investigado pela 59ª DP de Duque de Caxias. Segundo a Polícia Civil, diligências estão em andamento para esclarecer as circunstâncias da morte.
A irmã da vítima, Fabiana Samuel Marques, afirma que a família busca respostas sobre os atendimentos realizados no hospital.
"Ela procurou atendimento no hospital por ser próximo da escola onde ela dava aula. Ela procurou atendimento por duas vezes e foi negligenciada. Ela, com sintomas de infarto, diagnosticaram minha irmã com crise de ansiedade. E não era crise de ansiedade, era infarto", afirmou em um vídeo.
Fabiana disse ainda que Giulia foi atendida por três médicos diferentes: "No segundo atendimento que ela retornou, inclusive, ela desmaiou na sala de espera para o atendimento. Passou por três médicos em menos de seis horas. E eles não fizeram nada pela minha irmã. Não fizeram os protocolos corretos. Eu quero justiça pela minha irmã."
"Ela deixou a mim, ao meu filho de nove anos, a minha mãe. A minha irmã era meu porto seguro, a minha ajuda psicológica, a minha ajuda financeira dentro de casa. Nós duas éramos o alicerce de casa, em todos os sentidos. E agora estou sozinha. Eu quero justiça", completou.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde disse que os exames e sinais vitais realizados nos dois atendimentos estavam dentro dos parâmetros de normalidade.
"O HMFST lamenta o falecimento de Giulia e ressalta que prestou toda a assistência à paciente de acordo com o quadro clínico apresentado em cada avaliação. A direção da unidade segue à disposição da família para mais esclarecimentos", diz o texto.
O corpo de Giulia foi velado e sepultado no último domingo (30), no Cemitério Memorial do Rio, em Cordovil. Familiares e amigos pedem que as circunstâncias da morte sejam esclarecidas e que envolvidos sejam responsabilizados.
Professora morre após 2 altas com "crise de ansiedade"Família diz que mulher apresentou dor no peito, falta de ar e teve parada cardíaca; caso é investigado pela políciaBrasil2026-09-02T18:05:29.906ZA professora de história Giulia Silva de Araújo, de 26 anos, morreu na última sexta-feira (28), horas depois de procurar atendimento duas vezes no Hospital Municipal Francisco da Silva Telles, em Irajá, na zona norte do Rio de Janeiro. Ela apresentava dor no peito e falta de ar, mas recebeu alta nas duas ocasiões. A família acusa a unidade de negligência e afirma que Giulia foi liberada após ser diagnosticada com uma "crise de ansiedade". No entanto, horas depois da alta hospitalar, ela teve uma parada cardiorrespiratória e morreu. O atestado de óbito apontou tamponamento cardíaco como causa da morte, uma emergência médica provocada pela compressão do coração por líquido ou sangue acumulado no pericárdio, a membrana que envolve o órgão. A condição pode comprometer a capacidade do coração de bombear sangue. Giulia procurou atendimento duas vezes Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, Giulia chegou ao hospital às 8h32 e passou por exames, incluindo eletrocardiograma. Os resultados, de acordo com a pasta, não apresentaram alterações. A paciente recebeu medicação para os sintomas e teve alta. Com a persistência do quadro, ela retornou à unidade às 11h14. Novamente, foram realizados exames, além de hemograma completo e radiografia do tórax. A Secretaria Municipal afirma que não foram identificadas alterações e que Giulia permaneceu em observação antes de ser reavaliada e receber alta às 13h19. Após voltar para casa, a professora apresentou piora, segundo a família. Ela foi levada ao Hospital Municipal Dr. Moacyr Rodrigues do Carmo, em Duque de Caxias, já em parada cardiorrespiratória. A equipe realizou manobras de reanimação, mas Giulia não resistiu. O óbito foi confirmado às 17h25. Família denuncia negligência A família registrou um boletim de ocorrência, e o caso é investigado pela 59ª DP de Duque de Caxias. Segundo a Polícia Civil, diligências estão em andamento para esclarecer as circunstâncias da morte. A irmã da vítima, Fabiana Samuel Marques, afirma que a família busca respostas sobre os atendimentos realizados no hospital. "Ela procurou atendimento no hospital por ser próximo da escola onde ela dava aula. Ela procurou atendimento por duas vezes e foi negligenciada. Ela, com sintomas de infarto, diagnosticaram minha irmã com crise de ansiedade. E não era crise de ansiedade, era infarto", afirmou em um vídeo. Fabiana disse ainda que Giulia foi atendida por três médicos diferentes: "No segundo atendimento que ela retornou, inclusive, ela desmaiou na sala de espera para o atendimento. Passou por três médicos em menos de seis horas. E eles não fizeram nada pela minha irmã. Não fizeram os protocolos corretos. Eu quero justiça pela minha irmã." "Ela deixou a mim, ao meu filho de nove anos, a minha mãe. A minha irmã era meu porto seguro, a minha ajuda psicológica, a minha ajuda financeira dentro de casa. Nós duas éramos o alicerce de casa, em todos os sentidos. E agora estou sozinha. Eu quero justiça", completou. Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde disse que os exames e sinais vitais realizados nos dois atendimentos estavam dentro dos parâmetros de normalidade. "O HMFST lamenta o falecimento de Giulia e ressalta que prestou toda a assistência à paciente de acordo com o quadro clínico apresentado em cada avaliação. A direção da unidade segue à disposição da família para mais esclarecimentos", diz o texto. O corpo de Giulia foi velado e sepultado no último domingo (30), no Cemitério Memorial do Rio, em Cordovil. Familiares e amigos pedem que as circunstâncias da morte sejam esclarecidas e que envolvidos sejam responsabilizados.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/professora-morre-apos-2-altas-com-diagnostico-de-ansiedade
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