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Brasil

PF resgatou pelo menos 200 animais ilhados pelas enchentes no Rio Grande do Sul

Cerca de 350 agentes atuam na Operação Esperança, para salvamento e reforço da segurança; 700 pessoas já foram salvas pela corporação

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Cachorro é resgatado em meio a alagamento no Rio Grande do Sul | Gustavo Mansur/Palácio Piratini
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Em meio aos gritos por ajuda dos ilhados pela enchente que castiga o Rio Grande do Sul há uma semana, equipes de buscas e resgates têm encontrado e salvado centenas de animais de estimação e criação esquecidos ou abandonados em residências, presos em propriedades ou mesmo em companhia dos donos.

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Esperança é o nome dado à operação da Polícia Federal (PF) que resgatou, até essa terça-feira (7), pelo menos 700 pessoas e 200 animais, ilhados pelas fortes chuvas que castigam o estado há dias.

Com pelos e penas encharcados pela água que inunda 397 das 497 cidades gaúchas, são cães, gatos, porquinhos, ovelhas, cavalos e pássaros. Achados em casas, telhados, abrigos ou restos de árvores e construções, podem não saber gritar por socorro, mas entregam — como no olhar captado pelas imagens no momento dos resgates — o medo e o desespero vividos.

Em barcos, botes, canoas, motos aquáticas e helicópteros, os "homens de preto" da PF deixaram os fuzis e armas de lado para pegar nos braços de quem buscava socorro cercado pela enchente, sem ter como sair, e entregar fardos de água e mantimentos que chegam nas bases, via aérea, para os desabrigados.

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São 204 mil pessoas fora de suas casas, entre desalojados e desabrigados, até aqui, segundo a Defesa Civil estadual, mas as chuvas continuam e os estragos também.

Números da tragédia em RS

  • 95 mortos
  • 131 desaparecidos
  • 372 feridos
  • 48.799 desabrigados (perderam a casa)
  • 156.036 desalojados
  • 397 cidades atingidas (das 497 do estado)
  • 1,4 milhão de afetados

Os 350 homens da PF que atuam nos resgates concentram esforços nas regiões de Porto Alegre, Canoas e Eldorado do Sul. A Operação Esperança conta com um helicóptero, 12 embarcações e três motos aquáticas.

A PF deslocou efetivo de outros estados para o Rio Grande do Sul, inclusive integrantes das equipes de elite e especializadas, como o Grupo de Pronta Intervenção (GPI), o Comando de Operações Táticas (COT), o Núcleo de Polícia Marítima (Nepom) e do Comando de Aviação Operacional (CAOP).

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A presença da PF no Sul serve também para coibir furtos, como os registrados em alguns pontos das cidades, e para dar "segurança à rede de voluntários" que atua nos salvamentos.

Segundo nota da Coordenadoria de Comunicação da PF, "policiais federais monitoram e realizam o patrulhamento do entorno do Aeroporto Internacional do Salgado Filho, após informações da possível ação de criminosos na região".

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