PF prende pastor Poncio e faz buscas contra filho de Cabral
Presos, Bacellar, ex-presidente da Alerj, e o contraventor Adilsinho, da "máfia do cigarro", também foram alvos da quinta fase da operação Unha e Carne
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Anita Prado, Felipe Moraes
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (2) a quinta fase da operação Unha e Carne, no Rio de Janeiro. Os principais alvos de mandados são o pastor Márcio Poncio, preso por agentes, o ex-deputado federal Marco Antônio Cabral (Solidariedade), filho do ex-governador Sérgio Cabral e pré-candidato a deputado estadual, o contraventor Adilsinho, da chamada "máfia do cigarro", e o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), ex-presidente da Assembleia Legislativa estadual (Alerj).
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Agentes cumprem três mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na capital, na Baixada Fluminense e em São João de Meriti,em investigação sobre suspeita de crimes como corrupção e lavagem de dinheiro.
Adilsinho e Bacellar já estavam presos, mas mesmo assim foram alvos de ordens judiciais. A Corte ainda determinou o sequestro de bens e valores até o valor de R$ 22 milhões.
As quatro fases anteriores da força-tarefa Unha e Carne foram deflagradas entre dezembro de 2025 e maio deste ano, apurando um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas de ações da polícia para a facção Comando Vermelho (CV), a principal do Rio de Janeiro.
Segundo a PF, a quinta etapa aprofunda "apuração de indícios de lavagem de dinheiro praticada pelo 'capo' da nova cúpula do jogo do bicho e possível ramificação do esquema junto a integrantes dos Poderes Executivo e Legislativo do Estado do Rio de Janeiro".
"Esta nova fase teve início após a apreensão de listas em poder do conhecido contraventor indicarem a existência de registros relacionados a supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade vinculada à lavagem de capitais. As listas chamaram a atenção dos investigadores por apontarem possíveis repasses diretos de valores a agentes políticos do Estado do Rio de Janeiro", detalhou a Polícia Federal em nota.
Apurações seguem a partir da análise de materiais apreendidos, da identificação do fluxo financeiro e de eventuais beneficiários, intermediários e operadores do esquema.
A Unha e Carne ocorre no âmbito da decisão do STF no julgamento da chamada ADPF das Favelas, que determina atuação da PF para investigar a atuação de organizações criminosas no RJ e as conexões delas com agentes públicos.
Em nota assinada pela defesa, Marco Antônio Cabral nega participação em organização criminosa, lavagem de dinheiro ou o recebimento de valores de origem ilícita e disse que contribuiu com as autoridades. Veja a manifestação completa:
"Marco Antônio Cabral recebeu, na manhã desta quinta-feira, um mandado de busca e apreensão, cujo cumprimento ocorreu de forma tranquila, com total colaboração às autoridades.
Ele nega, de forma categórica, qualquer participação em organização criminosa, lavagem de dinheiro ou o recebimento de valores de origem ilícita.
Marco Antônio reafirma seu respeito às instituições e permanece à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários."
Também em comunicado de advogado, Adilsinho "rechaça a alegação de pagamento de vantagens indevidas a políticos ou agentes públicos". Leia:
"A defesa do empresário Adilson Oliveira Coutinho Filho rechaça a alegação de pagamento de vantagens indevidas a políticos ou agentes públicos. A defesa confia no Poder Judiciário e no devido processo legal."
PF prende pastor Poncio e faz buscas contra filho de CabralPresos, Bacellar, ex-presidente da Alerj, e o contraventor Adilsinho, da "máfia do cigarro", também foram alvos da quinta fase da operação Unha e CarneBrasil2026-07-02T10:43:51.934ZA Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (2) a quinta fase da operação Unha e Carne, no Rio de Janeiro. Os principais alvos de mandados são o pastor Márcio Poncio, preso por agentes, o ex-deputado federal Marco Antônio Cabral (Solidariedade), filho do ex-governador Sérgio Cabral e pré-candidato a deputado estadual, o contraventor Adilsinho, da chamada "máfia do cigarro", e o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), ex-presidente da Assembleia Legislativa estadual (Alerj). Agentes cumprem três mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na capital, na Baixada Fluminense e em São João de Meriti, em investigação sobre suspeita de crimes como corrupção e lavagem de dinheiro. Adilsinho e Bacellar já estavam presos, mas mesmo assim foram alvos de ordens judiciais. A Corte ainda determinou o sequestro de bens e valores até o valor de R$ 22 milhões. As quatro fases anteriores da força-tarefa Unha e Carne foram deflagradas entre dezembro de 2025 e maio deste ano, apurando um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas de ações da polícia para a facção Comando Vermelho (CV), a principal do Rio de Janeiro. Segundo a PF, a quinta etapa aprofunda "apuração de indícios de lavagem de dinheiro praticada pelo 'capo' da nova cúpula do jogo do bicho e possível ramificação do esquema junto a integrantes dos Poderes Executivo e Legislativo do Estado do Rio de Janeiro". "Esta nova fase teve início após a apreensão de listas em poder do conhecido contraventor indicarem a existência de registros relacionados a supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade vinculada à lavagem de capitais. As listas chamaram a atenção dos investigadores por apontarem possíveis repasses diretos de valores a agentes políticos do Estado do Rio de Janeiro", detalhou a Polícia Federal em nota. Apurações seguem a partir da análise de materiais apreendidos, da identificação do fluxo financeiro e de eventuais beneficiários, intermediários e operadores do esquema. A Unha e Carne ocorre no âmbito da decisão do STF no julgamento da chamada ADPF das Favelas, que determina atuação da PF para investigar a atuação de organizações criminosas no RJ e as conexões delas com agentes públicos. Em nota assinada pela defesa, Marco Antônio Cabral nega participação em organização criminosa, lavagem de dinheiro ou o recebimento de valores de origem ilícita e disse que contribuiu com as autoridades. Veja a manifestação completa: "Marco Antônio Cabral recebeu, na manhã desta quinta-feira, um mandado de busca e apreensão, cujo cumprimento ocorreu de forma tranquila, com total colaboração às autoridades. Ele nega, de forma categórica, qualquer participação em organização criminosa, lavagem de dinheiro ou o recebimento de valores de origem ilícita. Marco Antônio reafirma seu respeito às instituições e permanece à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários." Também em comunicado de advogado, Adilsinho "rechaça a alegação de pagamento de vantagens indevidas a políticos ou agentes públicos". Leia: "A defesa do empresário Adilson Oliveira Coutinho Filho rechaça a alegação de pagamento de vantagens indevidas a políticos ou agentes públicos. A defesa confia no Poder Judiciário e no devido processo legal."São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/pf-prende-pastor-poncio-e-faz-buscas-contra-filho-de-cabral