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Brasil

PF faz operação contra fraude no sistema CadÚnico no Rio

Investigada teria criado 22 fichas fictícias no Cadastro Único para fraudar programas de transferência de renda

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PF faz operação na região dos Lagos (RJ) | Divulgação
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A Polícia Federal realizou nesta sexta-feira (4) uma operação para combater fraudes no CadÚnico (Cadastro Único) do governo federal, feitas por meio de inserção de dados falsos, no Rio de Janeiro.

A investigação teve início após a PF receber uma denúncia da Prefeitura de São Pedro da Aldeia, relatando que uma servidora teria registrado 22 fichas fictícias no sistema.

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O CadÚnico coleta dados para a identificação de famílias de baixa renda, que serve como porta de entrada para acesso a diversos programas sociais e benefícios de transferência de renda, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS), o Programa Bolsa Família, o Auxílio Gás, entre outros.

Ações suspeitas

A análise dos registros apontou diversas inconsistências como falta de assinaturas, documentos assinados por uma mesma pessoa, dados incorretos, além da ausência de qualquer formulário físico arquivado na sede do Cadastro Único e do Programa Bolsa Família da Secretaria de Assistência Social.

Além disso, todos os cadastros identificados eram unipessoais e correspondentes a idosos acima de 80 anos, indicando que a inserção fraudulenta tinha como principal objetivo a concessão irregular do Benefício de Prestação Continuada ao idoso. A investigação constatou que, a partir dos 22 cadastros fraudulentos, foram solicitados e concedidos 15 benefícios, todos cessados pelo INSS depois que a fraude foi descoberta.

Após a detecção das irregularidades e o bloqueio da senha utilizada para acessar os sistemas, a servidora se ausentou do serviço e solicitou exoneração do cargo de auxiliar administrativo que ocupava na Prefeitura de São Pedro da Aldeia.

Na ação de hoje, policiais federais cumprem dois mandados de busca e apreensão na cidade de São Pedro da Aldeia. A investigada responderá pelo crime de inserção de dados falsos em sistema de informações, cuja pena pode chegar a 12 anos de reclusão. A investigação continua.

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