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PF encontra R$ 40 mil em adega de policial civil no RJ

Agente foi preso na oitava fase da Operação Unha e Carne, que também prendeu o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella e o delegado Marcus Amim

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Adega onde polícia encontrou dinheiro | Reprodução/PF

Adega onde polícia encontrou dinheiro | Reprodução/PF

A Polícia Federal encontrou R$ 40 mil em espécie na adega do inspetor da Polícia Civil José Carlos Alves de Souza Júnior, preso nesta quinta-feira (15), durante a oitava fase da Operação Unha e Carne, no Rio de Janeiro.

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A ação também resultou na prisão de Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo e segundo deputado estadual mais votado do Rio nas eleições deste ano, além do delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil.

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De acordo com a PF, o grupo investigado utilizava uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro para lavar dinheiro. As apurações indicam o envolvimento de agentes públicos e a existência de articulações políticas no esquema.

A operação desta quinta foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e representa um novo desdobramento da força-tarefa Unha e Carne. Canella e Amim já haviam sido alvos da Polícia Federal em julho deste ano, durante uma etapa anterior da investigação.

Segundo informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o grupo é acusado de movimentar mais de R$ 7,6 bilhões entre 2020 e 2026. Conforme a PF, a organização investigada conta com a participação de agentes públicos e articulação político-institucional.

Os investigadores apontam que o esquema teria corrompido pessoas em cargos públicos estratégicos e alcançado órgãos como o Departamento Estadual de Trânsito do Rio de Janeiro (Detran-RJ) e a Secretaria de Polícia Civil. A apuração também indica o envolvimento de policiais civis em atividade e de um servidor da própria Polícia Federal.

Ao todo, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão nos municípios de Angra dos Reis, Armação dos Búzios, Niterói, Nova Iguaçu, Petrópolis, Rio de Janeiro e São Gonçalo. A Corregedoria da Polícia Civil acompanhou o cumprimento das ordens judiciais contra os agentes investigados.

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