Política

RJ: deputado estadual eleito Márcio Canella é preso pela PF

O também ex-prefeito de Belford Roxo e presidente do União Brasil no Rio de Janeiro foi alvo da operação Unha e Carne 8, da Polícia Federal

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SBT News, Nathalia Fruet
RJ: deputado estadual eleito Márcio Canella é preso pela PF

O deputado estadual reeleito Márcio Canella (União Brasil-RJ) foi preso pela Polícia Federal (PF) na oitava fase da operação Unha e Carne, na manhã desta quinta-feira (15), no Rio de Janeiro. Além do ex-prefeito de Belford Roxo e presidente do União Brasil no RJ, agentes também prenderam o delegado Marcus Amin, ex-secretário estadual de Polícia Civil.

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A ação de hoje foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e é novo desdobramento da força-tarefa Unha e Carne. Canella e Amin já haviam sido alvos da PF em julho, em fase anterior da operação.

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Grupo criminoso movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos | Divulgação/PF
Grupo criminoso movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos | Divulgação/PF
Reeleito deputado estadual em 2026 com 197.178 votos, Canella integra, segundo a Polícia Federal, "organização criminosa armada suspeita de utilizar de uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro como plataforma de lavagem de dinheiro".

Acusado de movimentar mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, de acordo com informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), "o grupo investigado conta com a participação de agentes públicos e articulação político-institucional".

Policiais cumpriram hoje, ao todo, seis mandados de prisão preventiva, já cumpridos, e 16 de busca e apreensão nos municípios de Angra dos Reis, Armação dos Búzios, Niterói, Nova Iguaçu, Petrópolis, Rio de Janeiro e São Gonçalo. A Corregedoria da Polícia Civil acompanhou as ordens judiciais contra agentes investigados.

A Justiça ainda determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas ligadas à rede de lavagem de dinheiro: 96 dessas companhias são postos de combustíveis "utilizados para camuflar e legalizar os recursos de origem criminosa", segundo a PF.

Suspeitos poderão responder por organização criminosa armada, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel, além de outros ilícitos que poderão surgir no decorrer das apurações.

A Unha e Carne compõe a força-tarefa Missão Redentor II, coordenada pela PF para desarticular organizações criminosas no RJ conforme diretrizes estabelecidas pelo STF na chamada ADPF da Favelas. Moraes e o diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, trataram do tema em reunião realizada no dia 6 de outubro.

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