Brasil

PCC teria planejado ataque a Ronnie Lessa em presídio de SP, informa sindicato de agentes penal

Em ofício enviado ao STF e autoridades, entidade avisa sobre riscos e plano para matar miliciano em Tremembé

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Ricardo Brandt
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Ronnie Lessa, assassino confesso da vereadora Marielle Franco (PSol), corre risco de vida no presídio em São Paulo para onde foi transferido nesta quinta-feira (20). Um suposto plano do PCC para matá-lo foi comunicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo sindicato dos agentes penais paulistas. O ex-policial militar está isolado em uma cela com segurança reforçada na Penitenciária 1 de Tremembé (SP).

"Denúncia recebida por e-mail indica que o Primeiro Comando da Capital (PCC) teria decretado a morte de Lessa", informa nota divulgada pelo Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (Sifuspesp).

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No documento, o sindicato pediu reavaliação da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, de determinar a transferência de Lessa para o complexo prisional de Tremembé, na região do Vale da Paraíba, próximo da divisa com o Rio de Janeiro.

"O pedido é embasado em denúncias recebidas pelo sindicato que apontam um risco de segurança tanto para Lessa, quanto para os policiais penais da unidade e demais servidores."

O sindicato alerta sobre o clima tenso na P1 de Tremembé. Há riscos de "escalada de violência e uma possível rebelião", com a chegada de Lessa. Miliciano do Rio e ex-policial militar, ele seria considerado pelo PCC um inimigo.

O documento foi enviado ainda ao secretário de Administração Penitenciária de São Paulo, Marcelo Streinfinger, à desembargadora Ivana David, do Tribunal de Justiça paulista, e ao promotor de Justiça Lincoln Gakiya.

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Famosos

Lessa está na P1 de Tremembé, unidade que concentra presos do PCC e está superlotada. Ele está isolada em uma ala conhecida como "seguro" destinada aos presos jurados de morte e de segurança sensível, sem contato com os demais presos e com equipes de reforço na unidade.

Tremembé é conhecido como o presídio dos famosos, onde estão o jogador Robinho, Alexandre Nardoni, Roger Abdelmassih e Gil Rugai. Passaram por lá o filho de Pelé, Edinho, que foi preso por tráfico de drogas, e Mizael Bispo, que cumpriu pena por matar Mércia Nakashima, entre outros.

O complexo, no entanto, tem mais de uma unidade. A prisão dos famosos é a Penitenciária 2. Lessa está na Penitenciária 1, que fica há alguns quilômetros da P2. Na P1 estão presos do PCC, em celas superlotadas.

A defesa de Lessa pediu para ele ser transferido da Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, para a P2. A ordem do STF foi para ser enviado ao complexo de Tremembé, sem especificação de unidade. Foi a Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo que decidiu que a P1 era adequada.

O sindicato informou que o "seguro" da P1 não tem condições de garantir a segurança de Lessa nem dos servidores da unidade, em caso de motim. No ofício às autoridades, o Sifuspesp solicita a transferência do miliciano para o presídio de Presidente Bernardes (SP), que é do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), de maior segurança.

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