Ouvidoria pede grupo de trabalho após mortes em ações da PM
Órgão cita três casos recentes e pede revisão dos protocolos de abordagem da Polícia Militar
Marcos Rosendo
Mulher caminha em direção a PMs com uma faca em Pirituba
A Ouvidoria da Polícia de São Paulo propôs a criação de um grupo de trabalho multidisciplinar com o Comando-Geral da Polícia Militar para discutir os protocolos de abordagem dos policiais.
A iniciativa ocorre após três pessoas morrerem em ações da PM, em menos de duas semanas, durante ocorrências envolvendo pessoas que aparentavam estar em surto.
O caso mais recente ocorreu na quinta-feira (15), em Pirituba, na zona norte da capital. Camila Pereira da Silva foi morta com um tiro na cabeça disparado por um policial militar. Camila caminhou na direção dos policiais com uma faca. Após alguns avisos para que soltasse o objeto, um dos agentes atirou.
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Em nota, a Ouvidoria afirmou que o episódio reforça a necessidade de revisão dos protocolos utilizados pela corporação em situações de surto ou crise psicossocial. O órgão também defendeu atenção ao preparo psicológico dos policiais e ao cumprimento dos procedimentos operacionais padrão.
A Ouvidoria informou ainda que acionou a Corregedoria da Polícia Militar para solicitar informações sobre as providências internas adotadas e o envio urgente das imagens das câmeras corporais dos agentes envolvidos.
Em sua nota, a Ouvidoria ainda afirma que informações preliminares indicam que a vítima não oferecia risco iminente que justificasse o uso de força letal. A Ouvidoria argumentou que a presença de pelo menos três policiais no local permitiria a contenção pacífica da mulher.
O órgão também destacou a importância do uso de equipamentos de menor potencial ofensivo, como dispositivos de incapacitação neuromuscular, conhecidos como taser, e tonfas, para preservar vidas e garantir a legalidade das ações policiais.
Outros casos
O primeiro dos três episódios ocorreu em 3 de outubro, na Vila Brasilândia, zona norte de São Paulo. Um homem foi atingido por 24 tiros após avançar contra policiais militares com uma faca na mão.
O segundo caso foi registrado em 10 de outubro, em Moema, na zona sul. Durante uma abordagem, um jovem foi atingido por 27 tiros. Segundo as informações reunidas pela Ouvidoria, os policiais teriam confundido o celular que ele segurava com uma arma de fogo.
Diante das três ocorrências, a Ouvidoria propôs ao Comando-Geral da PM a criação do grupo de trabalho para discutir o cenário atual das abordagens e definir formas de contribuição do órgão para o aprimoramento dos protocolos.
Ouvidoria pede grupo de trabalho após mortes em ações da PMÓrgão cita três casos recentes e pede revisão dos protocolos de abordagem da Polícia MilitarBrasil2026-10-16T22:16:36.644ZA Ouvidoria da Polícia de São Paulo propôs a criação de um grupo de trabalho multidisciplinar com o Comando-Geral da Polícia Militar para discutir os protocolos de abordagem dos policiais. A iniciativa ocorre após três pessoas morrerem em ações da PM, em menos de duas semanas, durante ocorrências envolvendo pessoas que aparentavam estar em surto. O caso mais recente ocorreu na quinta-feira (15), em Pirituba, na zona norte da capital. Camila Pereira da Silva foi morta com um tiro na cabeça disparado por um policial militar. Camila caminhou na direção dos policiais com uma faca. Após alguns avisos para que soltasse o objeto, um dos agentes atirou. Em nota, a Ouvidoria afirmou que o episódio reforça a necessidade de revisão dos protocolos utilizados pela corporação em situações de surto ou crise psicossocial. O órgão também defendeu atenção ao preparo psicológico dos policiais e ao cumprimento dos procedimentos operacionais padrão. A Ouvidoria informou ainda que acionou a Corregedoria da Polícia Militar para solicitar informações sobre as providências internas adotadas e o envio urgente das imagens das câmeras corporais dos agentes envolvidos. Em sua nota, a Ouvidoria ainda afirma que informações preliminares indicam que a vítima não oferecia risco iminente que justificasse o uso de força letal. A Ouvidoria argumentou que a presença de pelo menos três policiais no local permitiria a contenção pacífica da mulher. O órgão também destacou a importância do uso de equipamentos de menor potencial ofensivo, como dispositivos de incapacitação neuromuscular, conhecidos como taser, e tonfas, para preservar vidas e garantir a legalidade das ações policiais. Outros casos O primeiro dos três episódios ocorreu em 3 de outubro, na Vila Brasilândia, zona norte de São Paulo. Um homem foi atingido por 24 tiros após avançar contra policiais militares com uma faca na mão. O segundo caso foi registrado em 10 de outubro, em Moema, na zona sul. Durante uma abordagem, um jovem foi atingido por 27 tiros. Segundo as informações reunidas pela Ouvidoria, os policiais teriam confundido o celular que ele segurava com uma arma de fogo. Diante das três ocorrências, a Ouvidoria propôs ao Comando-Geral da PM a criação do grupo de trabalho para discutir o cenário atual das abordagens e definir formas de contribuição do órgão para o aprimoramento dos protocolos.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/ouvidoria-pede-grupo-de-trabalho-apos-mortes-em-acoes-da-pm
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