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PM que matou mulher à queima-roupa em SP é solto

Julgado por homicídio doloso, agente foi colocado em liberdade após audiência de custódia

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Maria Fernanda Barros , Marcos Rosendo, Agência SBT
PM que matou mulher à queima-roupa em SP é preso

PM que matou mulher à queima-roupa em SP é preso

O policial militar que havia sido preso em flagrante após matar uma mulher à queima-roupa em Pirituba, na tarde de quinta-feira (15), foi colocado em liberdade. A vítima, Camila Pereira da Silva, foi assassinada depois de avançar contra policiais militares com uma faca em um cruzamento da avenida Mutinga, no Parque São Domingos, na zona noroeste da capital paulista.

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Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ela avança contra os policiais e é atingida à queima-roupa por um dos agentes. O PM foi indiciado por homicídio doloso.

Na quinta, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) emitiu uma nota que informava a prisão em flagrante e o encaminhamento do policial ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação do caso, e ressaltava que eventuais desvios de conduta não seriam tolerados.

Além disso, o comunicado ratificava que um Inquérito Policial Militar (IPM) também havia sido instaurado, sob acompanhamento da Corregedoria da Polícia Militar. Nesta sexta-feira (16), o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) confirmou que o agente foi solto.

51 tiros em 7 dias

O caso ocorre em meio a questionamentos sobre a atuação de policiais militares em outras duas mortes recentes em São Paulo. Em um intervalo de uma semana, dois homens foram mortos após serem atingidos por 51 disparos na capital paulista.

O primeiro foi Antonio Nunes Batista, em 3 de outubro, que levou 24 tiros na Brasilândia, zona norte da capital, após avançar contra policiais militares com uma faca, segundo informações encaminhadas à Ouvidoria da Polícia. Sete dias depois, Gustavo Munis de Santana foi baleado 27 vezes em Moema, na zona sul, durante uma abordagem policial. De acordo com a Ouvidoria, os agentes teriam confundido o celular do jovem com uma arma de fogo.

Nesta quinta, o secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo, Osvaldo Nico, declarou que policiais podem ter dificuldade para interromper os disparos em algumas situações. A declaração foi dada após a cerimônia em comemoração aos 56 anos da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), quando Nico foi questionado sobre os assassinatos recentes.

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