Campanha de Lula aponta “interferência” de Meta nas eleições
Segundo o senador Camilo Santana (PT), a decisão do TSE prova que o alcance da campanha têm sido prejudicado pela dona do Facebook, Instagram e Whatsapp
A
Artur Maldaner
lula e camilo santana
O senador Camilo Santana (PT) e o ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Sidônio Palmeira, criticaram nesta sexta-feira (16) a “interferência externa” da Meta na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo os integrantes da campanha, a empresa americana dona do Facebook, Instagram e Whatsapp estaria prejudicando o alcance dos conteúdos eleitorais de Lula.
A Meta foi alvo, nesta quinta-feira (15), de uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determina o tratamento isonômico das campanhas de Lula e do senador Flávio Bolsonaro (PL), estando sujeita a multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento.
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“Ontem o ministro do TSE tomou a decisão provando que as denúncias contra a Meta estão corretas, e mandando devolver o alcance perdido pela campanha do presidente Lula”, destacou Camilo Santana, coordenador da candidatura petista.
Ele afirmou que a equipe da campanha continuará atuando junto à Justiça Eleitoral para apontar eventuais irregularidades nas entregas de conteúdos eleitorais.
Na visão de Sidônio Palmeira, a situação representa uma interferência das “big techs” em processos eleitorais, figurando uma ameaça aos países democráticos, “não só o Brasil”. O ministro também informou que foi feita uma denúncia em conjunto com 100 organizações internacionais e outros 25 países sobre a atuação da Meta nas eleições brasileiras.
Por fim, acusou o opositor Flávio Bolsonaro (PL) de incitar interferências externas ilegais nas eleições presidenciais. “É esse tipo de candidato que quer falar de democracia no Brasil. Isso é apenas mais um crime que vimos sendo praticado durante essas eleições”, afirmou.
A polêmica, envolvendo o suposto tratamento desigual da Meta aos candidatos, se irrompeu após denúncias que mostravam que a inteligência artificial de geração de imagens da empresa se recusava a fazer cartazes mostrando "Lula 13", enquanto não haviam bloqueios para peças que estampavam "Flavio 22".
De acordo com a Meta, o problema decorreu da forma que o seu sistema identificava a menção aos candidatos, e, como Flavio seria um nome comum, teria escapado no mecanismo de filtro da plataforma.
Outras suspeitas da campanha de Lula surgiram após a sua conta ser desativada temporariamente pelo sistema de segurança do Instagram.
Também foi apontado que houve uma falha que afetou a contagem de visualizações de vídeos durante cerca de cinco horas. Segundo a empresa, a campanha de Flavio Bolsonaro também teria a procurado para relatar a ocorrência.
Em nota, a Meta negou que os episódios representassem favorecimento ou perseguição política, apontando falhas técnicas como a razão para os ocorridos. Além disso, criticou a ação judicial apresentada pela equipe do presidente, afirmando que continuará contestando as acusações.
Campanha de Lula aponta “interferência” de Meta nas eleiçõesSegundo o senador Camilo Santana (PT), a decisão do TSE prova que o alcance da campanha têm sido prejudicado pela dona do Facebook, Instagram e Whatsapp
Política2026-10-16T21:48:00.609ZO senador Camilo Santana (PT) e o ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Sidônio Palmeira, criticaram nesta sexta-feira (16) a “interferência externa” da Meta na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo os integrantes da campanha, a empresa americana dona do Facebook, Instagram e Whatsapp estaria prejudicando o alcance dos conteúdos eleitorais de Lula. A Meta foi alvo, nesta quinta-feira (15), de uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determina o tratamento isonômico das campanhas de Lula e do senador Flávio Bolsonaro (PL), estando sujeita a multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento. “Ontem o ministro do TSE tomou a decisão provando que as denúncias contra a Meta estão corretas, e mandando devolver o alcance perdido pela campanha do presidente Lula”, destacou Camilo Santana, coordenador da candidatura petista. Ele afirmou que a equipe da campanha continuará atuando junto à Justiça Eleitoral para apontar eventuais irregularidades nas entregas de conteúdos eleitorais. Na visão de Sidônio Palmeira, a situação representa uma interferência das “big techs” em processos eleitorais, figurando uma ameaça aos países democráticos, “não só o Brasil”. O ministro também informou que foi feita uma denúncia em conjunto com 100 organizações internacionais e outros 25 países sobre a atuação da Meta nas eleições brasileiras. Por fim, acusou o opositor Flávio Bolsonaro (PL) de incitar interferências externas ilegais nas eleições presidenciais. “É esse tipo de candidato que quer falar de democracia no Brasil. Isso é apenas mais um crime que vimos sendo praticado durante essas eleições”, afirmou. A polêmica, envolvendo o suposto tratamento desigual da Meta aos candidatos, se irrompeu após denúncias que mostravam que a inteligência artificial de geração de imagens da empresa se recusava a fazer cartazes mostrando "Lula 13", enquanto não haviam bloqueios para peças que estampavam "Flavio 22". De acordo com a Meta, o problema decorreu da forma que o seu sistema identificava a menção aos candidatos, e, como Flavio seria um nome comum, teria escapado no mecanismo de filtro da plataforma. Outras suspeitas da campanha de Lula surgiram após a sua conta ser desativada temporariamente pelo sistema de segurança do Instagram. Também foi apontado que houve uma falha que afetou a contagem de visualizações de vídeos durante cerca de cinco horas. Segundo a empresa, a campanha de Flavio Bolsonaro também teria a procurado para relatar a ocorrência. Em nota, a Meta negou que os episódios representassem favorecimento ou perseguição política, apontando falhas técnicas como a razão para os ocorridos. Além disso, criticou a ação judicial apresentada pela equipe do presidente, afirmando que continuará contestando as acusações. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/campanha-de-lula-aponta-interferencia-de-meta-nas-eleicoes
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