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Brasil

Nova lei garante atendimento psicológico a gestantes e puérperas pelo SUS

Levantamento da Fiocruz mostra que 1 em cada 4 mães de recém-nascidos sofre com algum transtorno mental ou emocional

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Conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente, é atribuição do Poder Público prestar assistência psicológica às mulheres grávidas no Brasil. Agora, uma nova lei, que entra em vigor em seis meses, promete facilitar o encaminhamento de pacientes gestantes e puérperas para este tipo de atendimento, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Puérperas são mulheres que estão no período pós-parto.

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Um levantamento da Fiocruz mostra que uma em cada quatro mães de recém-nascidos sofre com algum transtorno psicológico no país. A advogada e secretária da Comissão de Saúde da OAB-PA, Paloma Brasil, destaca a importância da nova lei para garantir assistência às mães.

"No caso de ter um prognóstico de problema mental, ou de ansiedade, de uma depressão pós-parto, fazer o encaminhamento desta gestante para profissionais de saúde mental", indica a advogada.

A lei também prevê mais ações de conscientização sobre saúde mental em hospitais e estabelecimentos de saúde. "Um treinamento, uma roda de conversa com as gestantes, para que a gente tenha em voga, para que a gente dê visão para a necessidade desse cuidado", ela acrescenta.

A médica Myriam conta que o acompanhamento psicológico tem sido fundamental, desde que soube da gestação: "Quando eu descobri que estava grávida, vinha aquela avalanche de emoções, aquelas mudanças hormonais, mudanças no corpo, mudanças na rotina, nas perspectivas, na ideia de futuro... quando tudo isso é transformado, e vem tipo uma avalanche, precisa trabalhar isso".

Para a psicóloga perinatal Jennifer Andrade, promover saúde mental para as mães é também uma forma de garantir a saúde das crianças. "Quando a gente cuida da mulher, a gente também permite que essa criança tenha um cuidado mais integral. Eu só consigo cuidar de alguém se eu estiver sendo cuidada", pondera a especialista.

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