Brasil

Norte-americana acusa funcionário de hotel na região da Avenida Paulista (SP) de estupro

Caso é investigado pela 1ª Delegacia de Defesa da Mulher e segue sob segredo de Justiça

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Dayres Vitoria , Caroline Vale
23/10/2025, 12:57 • Atualizado em 24/10/2025, 00:41
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Uma mulher dos Estados Unidos, de 57 anos, denuncia ter sido estuprada por um funcionário de um hotel localizado na região da Avenida Paulista, região central de São Paulo. O crime teria ocorrido em 27 de setembro de 2024, durante a estadia da vítima no estabelecimento.

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Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o caso foi registrado como estupro e é investigado pela 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

Vítima denuncia estupro dentro do hotel

A mulher é representada pelo escritório Grassi Novaes Advocacia. A defesa disse ao SBT News que tudo ocorreu quando a vítima estava na capital paulista para participar de um evento corporativo.

"Naquela noite, havia pedido comida e vinho ao hotel. O funcionário, então, se ofereceu para levar os itens até o quarto e, ao entrar, a violentou sexualmente", declarou a defesa.

Ainda segundo o escritório, foram colhidos laudos periciais que confirmaram lesões compatíveis com violência física e sexual, além da presença de sêmen e registros de câmeras de segurança que mostram o autor do crime entrando e saindo do quarto da vítima.

A mulher, que retornou aos EUA após o crime, ainda enfrenta sérias consequências psicológicas, tendo passado por internação em uma clínica psiquiátrica. Ela segue em tratamento e busca retomar sua vida com o apoio da família e dos profissionais que a acompanham, disse a defesa.

Pedido de indenização

A defesa declarou que busca uma indenização no valor de USD 150 mil (R$ 808 mil na cotação atual) junto ao hotel. "No entanto, a rede tem imposto obstáculos às tratativas e, até o momento, não houve avanço significativo", afirmou o escritório Grassi Novaes Advocacia.

De acordo com a SSP, a investigação policial já foi concluída e o inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário para as providências cabíveis. A SSP informou que o processo tramita sob segredo de Justiça, e que “demais detalhes serão preservados por se tratar de um crime de natureza sexual”.

Em abril deste ano, o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) denunciou o homem, que se tornou réu pelo crime de estupro. Uma audiência de instrução e julgamento está agendada para janeiro de 2026.

"Reforçamos que o caso veio a público recentemente em razão da denúncia oferecida pelo Ministério Público e de estratégias adotadas pelas bancas de advocacia, nas esferas cível e criminal. A expectativa da vítima e de suas advogadas é de uma condenação justa, diante da gravidade dos fatos. Seguimos atuando para que a justiça seja feita e para que a vítima obtenha o reconhecimento e a reparação que merece", concluíram as advogadas que representam a vítima.

Defesa do acusado

Já o Escritório Vieira Constantino Advogados, que representa a defesa do acusado, agora ex-funcionário do hotel, declarou que o cliente se colocou à disposição das autoridades desde o início da investigação e vem cumprindo todas as determinações judiciais. A defesa alega que o ex-funcionário é inocente e que o ato teria sido consensual.

Em nota, os advogados afirmaram: "A banca reafirma sua plena convicção na inocência de seu cliente, especialmente porque os elementos constantes dos autos demonstram a consensualidade dos fatos e revelam contradições significativas nos depoimentos da suposta vítima, circunstâncias que afastam qualquer configuração de crime. A defesa repudia qualquer especulação ou julgamento antecipado do caso e recorda que o processo tramita sob segredo de justiça, razão pela qual não serão prestados maiores esclarecimentos neste momento," reforçou a defesa do jovem acusado em nota.

O escritório acrescentou ainda que trabalha “com dedicação e rigor técnico na defesa de seu cliente, não medindo esforços para comprovar sua inocência e restabelecer a verdade dos fatos”.

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