MPMG denuncia diarista por morte de casal de idosos em BH
Paola Stefany Neto Cirino é acusada de dopar e matar vítimas durante roubo em Belo Horizonte; denúncia aponta adulteração da cena do crime
Antonio Souza
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou, nesta quarta-feira (29), a diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, suspeita confessa de matar o casal de idososCláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. O crime ocorreu em 29 de junho, em Belo Horizonte.
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Segundo a denúncia, Paola trabalhava na residência das vítimas e teria colocado um medicamento sedativo na bebida do casal para deixá-lo incapacitado e roubar bens do apartamento.
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Conforme o MPMG, a diarista começou a retirar objetos do imóvel depois que percebeu que as vítimas estavam dormindo. Uma delas, porém, teria acordado durante a ação.
Ainda de acordo com a denúncia, Paola matou os dois idosos com dezenas de facadas para garantir a consumação do roubo. Antes de deixar o local, ela teria adotado medidas para apagar vestígios e dificultar o trabalho dos peritos.
“Pelo que foi apurado, tratou-se de um crime premeditado, tanto pela preparação anterior quanto pelas medidas adotadas após o crime, com a adulteração da cena do crime e a venda dos itens roubados”, afirmou o promotor de Justiça Mauro Fonseca Ellovitch.
Diarista responde por latrocínio e adulteração de provas
Paola foi denunciada duas vezes por latrocínio, que é o roubo seguido de morte. A acusação também considera agravantes como o uso de meio cruel, o emprego de recurso que teria dificultado a defesa das vítimas e o fato de o crime ter sido cometido contra pessoas idosas.
Além disso, ela responde por adulteração de provas, por supostamente manipular a cena do crime, e pelo uso fraudulento dos cartões bancários das vítimas. Um segundo denunciado responderá por furto mediante fraude.
O Ministério Público também investiga a possível participação de outras três pessoas que podem ter adquirido bens subtraídos do casal. Até o momento elas não foram denunciadas.
Os corpos de Cláudio e Maria Clotilde foram encontrados em 30 de junho, dentro do apartamento do casal, em Belo Horizonte. Os dois apresentavam ferimentos provocados por facadas, principalmente na região do tórax.
A principal suspeita dos assassinatos é Paola Stefany Neto Cirino, que trabalhava como diarista do casal. Ela confessou os crimes.
Durante o depoimento, a diarista declarou que foi ao apartamento para realizar um serviço de limpeza e que não havia planejado matar as vítimas antes de chegar ao imóvel. Segundo ela, a decisão de furtar os bens ocorreu quando encontrou joias, relógios e dinheiro durante a limpeza.
Paola afirmou que, apesar de já ter quitado uma dívida de R$ 40 mil com agiotas em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, queria dinheiro para “curtir a vida”. De acordo com a corporação, ela também afirmou ser viciada em jogos de azar, compradora compulsiva e acumuladora de roupas femininas.
A suspeita relatou ainda que o plano inicial era dopar o casal para facilitar o furto. Para isso, colocou quatro comprimidos de um medicamento de uso controlado, utilizado por ela no tratamento da depressão, em um suco preparado no liquidificador. Conforme o delegado, cerca de 30 ou 40 minutos depois, as vítimas começaram a adormecer. Durante a prisão, a Polícia Civil apreendeu aproximadamente 50 comprimidos na bolsa da suspeita.
Segundo a confissão, enquanto recolhia os objetos de valor, Cláudio acordou e percebeu o furto. Paola afirmou que pegou uma faca na cozinha para ameaçá-lo, mas o idoso tentou reagir e acabou sendo atacado. Ela disse não saber quantos golpes desferiu, mas a perícia apontou mais de 40 perfurações.
Sobre Maria Clotilde Moreira, a suspeita declarou que a vítima ainda estava sonolenta por causa do medicamento quando também foi morta. Em depoimento, Paola voltou a dizer que ouvia “vozes” que a orientavam a assassinar o casal.
MPMG denuncia diarista por morte de casal de idosos em BHPaola Stefany Neto Cirino é acusada de dopar e matar vítimas durante roubo em Belo Horizonte; denúncia aponta adulteração da cena do crimeBrasil2026-07-30T01:43:21.421ZO Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou, nesta quarta-feira (29), a diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. O crime ocorreu em 29 de junho, em Belo Horizonte. Segundo a denúncia, Paola trabalhava na residência das vítimas e teria colocado um medicamento sedativo na bebida do casal para deixá-lo incapacitado e roubar bens do apartamento. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Conforme o MPMG, a diarista começou a retirar objetos do imóvel depois que percebeu que as vítimas estavam dormindo. Uma delas, porém, teria acordado durante a ação. + Ainda de acordo com a denúncia, Paola matou os dois idosos com dezenas de facadas para garantir a consumação do roubo. Antes de deixar o local, ela teria adotado medidas para apagar vestígios e dificultar o trabalho dos peritos. “Pelo que foi apurado, tratou-se de um crime premeditado, tanto pela preparação anterior quanto pelas medidas adotadas após o crime, com a adulteração da cena do crime e a venda dos itens roubados”, afirmou o promotor de Justiça Mauro Fonseca Ellovitch. Diarista responde por latrocínio e adulteração de provas Paola foi denunciada duas vezes por latrocínio, que é o roubo seguido de morte. A acusação também considera agravantes como o uso de meio cruel, o emprego de recurso que teria dificultado a defesa das vítimas e o fato de o crime ter sido cometido contra pessoas idosas. Além disso, ela responde por adulteração de provas, por supostamente manipular a cena do crime, e pelo uso fraudulento dos cartões bancários das vítimas. Um segundo denunciado responderá por furto mediante fraude. O Ministério Público também investiga a possível participação de outras três pessoas que podem ter adquirido bens subtraídos do casal. Até o momento elas não foram denunciadas. + Relembre o caso Os corpos de Cláudio e Maria Clotilde foram encontrados em 30 de junho, dentro do apartamento do casal, em Belo Horizonte. Os dois apresentavam ferimentos provocados por facadas, principalmente na região do tórax. A principal suspeita dos assassinatos é Paola Stefany Neto Cirino, que trabalhava como diarista do casal. Ela confessou os crimes. Durante o depoimento, a diarista declarou que foi ao apartamento para realizar um serviço de limpeza e que não havia planejado matar as vítimas antes de chegar ao imóvel. Segundo ela, a decisão de furtar os bens ocorreu quando encontrou joias, relógios e dinheiro durante a limpeza. + Paola afirmou que, apesar de já ter quitado uma dívida de R$ 40 mil com agiotas em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, queria dinheiro para “curtir a vida”. De acordo com a corporação, ela também afirmou ser viciada em jogos de azar, compradora compulsiva e acumuladora de roupas femininas. A suspeita relatou ainda que o plano inicial era dopar o casal para facilitar o furto. Para isso, colocou quatro comprimidos de um medicamento de uso controlado, utilizado por ela no tratamento da depressão, em um suco preparado no liquidificador. Conforme o delegado, cerca de 30 ou 40 minutos depois, as vítimas começaram a adormecer. Durante a prisão, a Polícia Civil apreendeu aproximadamente 50 comprimidos na bolsa da suspeita. Segundo a confissão, enquanto recolhia os objetos de valor, Cláudio acordou e percebeu o furto. Paola afirmou que pegou uma faca na cozinha para ameaçá-lo, mas o idoso tentou reagir e acabou sendo atacado. Ela disse não saber quantos golpes desferiu, mas a perícia apontou mais de 40 perfurações. Sobre Maria Clotilde Moreira, a suspeita declarou que a vítima ainda estava sonolenta por causa do medicamento quando também foi morta. Em depoimento, Paola voltou a dizer que ouvia “vozes” que a orientavam a assassinar o casal. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/mpmg-denuncia-diarista-por-morte-de-casal-de-idosos-em-bh
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