Estudo aponta que 42 mil pessoas estariam livres por porte de drogas
Na tarde desta quarta-feira (26), o STF estabeleceu a quantia de 40 g para diferenciar usuário de traficante
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Samir Mello
26/06/2024, 21:37 • Atualizado em 26/06/2024, 23:24
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O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou um dado em seu Atlas da Violência 2024, em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, afirmando que, se o porte de até 25 gramas de maconha e 10 gramas de cocaína não fosse considerado crime, mais de 42 mil pessoas poderiam estar fora de prisões no Brasil.
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Na tarde desta quarta-feira (26), o Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu que um limite máximo de 40 gramas de maconha para diferenciar usuários de traficantes, no julgamento que descriminalizou o porte da droga para consumo próprio. O SBT News questionou o Ipea se há um levantamento sobre qual o impacto da atual quantia definida pela Corte, mas o estudo ainda não foi atualizado.
Considerando as 25 gramas e 10 gramas de cocaína, a eventual liberação dos mais de 40 mil presos poderia representar uma economia de R$ 1,3 bilhão para o Estado.
Segundo o Atlas da Violência, se o limite para o porte de maconha fosse 100g, cerca de 67 mil pessoas não estariam presas, o que representaria uma redução de custos de cerca de R$ 2,1 bilhões.
Sobre a decisão desta quarta (26), o presidente do Supremo, o ministro Luís Roberto Barroso, afirmou que o limite de 40 gramas é "relativo". Ou seja, mesmo que uma pessoa esteja portando quantidade inferior, mas adote práticas de tráfico, deverá ser processada criminalmente.
Na terça-feira, os ministros do STF já haviam decidido que o porte de maconha para uso pessoal não gerará antecedente criminal nem punição de prestação de serviços comunitários. Isso não significa, porém, que a droga foi legalizada. Apenas que o uso, dentro dos limites estabelecidos pelo Supremo, não será considerado crime.
Estudo aponta que 42 mil pessoas estariam livres por porte de drogas Na tarde desta quarta-feira (26), o STF estabeleceu a quantia de 40 g para diferenciar usuário de traficante
Brasil2024-06-26T21:37:55.691ZO Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou um dado em seu Atlas da Violência 2024, em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, afirmando que, se o porte de até 25 gramas de maconha e 10 gramas de cocaína não fosse considerado crime, mais de 42 mil pessoas poderiam estar fora de prisões no Brasil. Na tarde desta quarta-feira (26), o Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu que um limite máximo de 40 gramas de maconha para diferenciar usuários de traficantes, no julgamento que descriminalizou o porte da droga para consumo próprio. O SBT News questionou o Ipea se há um levantamento sobre qual o impacto da atual quantia definida pela Corte, mas o estudo ainda não foi atualizado. Considerando as 25 gramas e 10 gramas de cocaína, a eventual liberação dos mais de 40 mil presos poderia representar uma economia de R$ 1,3 bilhão para o Estado. Segundo o Atlas da Violência, se o limite para o porte de maconha fosse 100g, cerca de 67 mil pessoas não estariam presas, o que representaria uma redução de custos de cerca de R$ 2,1 bilhões. Sobre a decisão desta quarta (26), o presidente do Supremo, o ministro Luís Roberto Barroso, afirmou que o limite de 40 gramas é "relativo". Ou seja, mesmo que uma pessoa esteja portando quantidade inferior, mas adote práticas de tráfico, deverá ser processada criminalmente. Na terça-feira, os ministros do STF já haviam decidido que o porte de maconha para uso pessoal não gerará antecedente criminal nem punição de prestação de serviços comunitários. Isso não significa, porém, que a droga foi legalizada. Apenas que o uso, dentro dos limites estabelecidos pelo Supremo, não será considerado crime. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/mais-de-42-mil-pessoas-estariam-livres-com-porte-de-maconha-de-ate-25g