Justiça rejeita pedidos do MP sobre enchente em SP
Juiz limitou processo aos planos de drenagem da prefeitura após temporal; MPSP pediu multa de até R$ 1,8 milhão e informações sobre ações municipais
SBT News, Marcos Rosendo
A Justiça de São Paulo rejeitou nesta sexta-feira (16) pedidos do Ministério Público Estadual relacionados ao alagamento do túnel do Anhangabaú durante o temporal de quarta-feira (14). A decisão do juiz Yuri Cesar Serapião Soares Pereira, da 13ª Vara da Fazenda Pública, considerou que o processo trata apenas da apresentação de planos de intervenção para a drenagem urbana e que a prefeitura ainda está no prazo para cumprir a determinação.
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Após a chuva, o Ministério Público pediu que a prefeitura prestasse informações sobre as providências adotadas, incluindo o acionamento de alertas, o fechamento de áreas alagadas, o atendimento a pessoas ilhadas e o funcionamento dos sistemas de bombeamento. O órgão também solicitou a intimação a prefeitura de São Paulo e a aplicação de multa de até R$ 1,8 milhão.
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Em nota, a Prefeitura de São Paulo afirmou que já havia apresentado à Justiça, em dezembro de 2025, três planos de intervenção. Em julho de 2026, uma nova decisão determinou que os documentos fossem reapresentados, providência que, segundo o município, será adotada.
Os planos preveem ações de curto prazo, com execução em até dois anos; de médio prazo, entre dois e cinco anos; e de longo prazo, com planejamento de até 15 anos. A gestão Ricardo Nunes informou que está atualizando os documentos com base na terceira edição do Plano Diretor de Drenagem, publicada em setembro de 2026, e que as ações previstas já estão em andamento.
Nunes critica pedido do Ministério Público
Ao comentar a solicitação do Ministério Público, Nunes criticou a atuação do órgão e disse que a prefeitura vai preparar os relatórios pedidos.
“O MP está lá para ficar mandando ofício para a gente. Eu estou lá para trabalhar”, afirmou.
O prefeito negou falha da administração no alagamento do túnel do Anhangabaú. Segundo ele, a água subiu rapidamente, chegando a mais de um metro em três minutos.
Nunes disse que o protocolo prevê o fechamento do túnel quando a água começa a avançar na região da Praça da Bandeira e reconheceu que os procedimentos podem ser aperfeiçoados. “O protocolo tem. A gente pode sempre tentar melhorar.”
Prefeito cita obras contra enchentes
Nunes afirmou que a Prefeitura destinou R$ 11,3 bilhões, entre 2021 e 2026, a obras de drenagem, microdrenagem, canalização de córregos e construção de piscinões. Segundo ele, nove piscinões foram entregues e outros 10 estão em obras.
O prefeito atribuiu às intervenções uma redução de 70% nos alagamentos da cidade. Também afirmou que, no Vale do Anhangabaú, a água escoou em menos de uma hora, enquanto em episódios anteriores teria permanecido no local por até 16 horas.
Justiça rejeita pedidos do MP sobre enchente em SPJuiz limitou processo aos planos de drenagem da prefeitura após temporal; MPSP pediu multa de até R$ 1,8 milhão e informações sobre ações municipaisBrasil2026-10-16T23:35:12.201ZA Justiça de São Paulo rejeitou nesta sexta-feira (16) durante o temporal de quarta-feira (14). A decisão do juiz Yuri Cesar Serapião Soares Pereira, da 13ª Vara da Fazenda Pública, considerou que o processo trata apenas da apresentação de planos de intervenção para a drenagem urbana e que a prefeitura ainda está no prazo para cumprir a determinação. 🤳Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Após a chuva, o Ministério Público pediu que a prefeitura prestasse informações sobre as providências adotadas, incluindo o acionamento de alertas, o fechamento de áreas alagadas, o atendimento a pessoas ilhadas e o funcionamento dos sistemas de bombeamento. O órgão também solicitou a intimação a prefeitura de São Paulo e a aplicação de multa de até R$ 1,8 milhão. + Prefeitura diz que vai reapresentar planos Em nota, a Prefeitura de São Paulo afirmou que já havia apresentado à Justiça, em dezembro de 2025, três planos de intervenção. Em julho de 2026, uma nova decisão determinou que os documentos fossem reapresentados, providência que, segundo o município, será adotada. Os planos preveem ações de curto prazo, com execução em até dois anos; de médio prazo, entre dois e cinco anos; e de longo prazo, com planejamento de até 15 anos. A gestão Ricardo Nunes informou que está atualizando os documentos com base na terceira edição do Plano Diretor de Drenagem, publicada em setembro de 2026, e que as ações previstas já estão em andamento. Nunes critica pedido do Ministério Público Ao comentar a solicitação do Ministério Público, e disse que a prefeitura vai preparar os relatórios pedidos. “O MP está lá para ficar mandando ofício para a gente. Eu estou lá para trabalhar”, afirmou. O prefeito negou falha da administração no alagamento do túnel do Anhangabaú. Segundo ele, a água subiu rapidamente, chegando a mais de um metro em três minutos. Nunes disse que o protocolo prevê o fechamento do túnel quando a água começa a avançar na região da Praça da Bandeira e reconheceu que os procedimentos podem ser aperfeiçoados. “O protocolo tem. A gente pode sempre tentar melhorar.” Prefeito cita obras contra enchentes Nunes afirmou que a Prefeitura destinou R$ 11,3 bilhões, entre 2021 e 2026, a obras de drenagem, microdrenagem, canalização de córregos e construção de piscinões. Segundo ele, nove piscinões foram entregues e outros 10 estão em obras. O prefeito atribuiu às intervenções uma redução de 70% nos alagamentos da cidade. Também afirmou que, no Vale do Anhangabaú, a água escoou em menos de uma hora, enquanto em episódios anteriores teria permanecido no local por até 16 horas. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/justica-rejeita-pedidos-do-mp-sobre-enchente-em-sp
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