Ricardo Nunes critica pedido de multa do MP após enchente
Prefeito de São Paulo disse que Executivo apresentará relatório de medidas contra enchente e negou falha no fechamento do túnel do Anhangabaú durante temporal
Larissa Alves
Carros em inundação no Vale do Anhangabaú | Reprodução
“O MP está lá para ficar mandando ofício para a gente. Eu estou lá para trabalhar”, afirmou Nunes ao ser questionado sobre o pedido. O prefeito disse que a administração municipal vai preparar os relatórios solicitados, mas criticou a atuação do promotor responsável pelo procedimento.
Nunes citou o volume de trabalho da Prefeitura e afirmou que a equipe terá de reunir informações sobre as ações já realizadas. “Vou parar a minha equipe para pegar esse relatório todo de tudo que a gente já está fazendo, coisas concretas e vou mandar para ele lá [promotor] se divertir com os relatórios”, disse.
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O pedido do MP-SP envolve questionamentos sobre as medidas adotadas durante o temporal, incluindo os horários de acionamento de alertas, a divulgação de orientações à população, o fechamento de áreas alagadas, o atendimento a pessoas ilhadas e o funcionamento dos sistemas de bombeamento.
Túnel do Anhangabaú
O prefeito também negou que tenha havido falha da administração municipal no alagamento do túnel do Anhangabaú, na região central, na última quarta-feira. Segundo ele, o volume de água subiu de forma muito rápida durante a chuva, o que dificultou a retirada dos veículos que já estavam no local.
“Em 3 minutos chegou em mais de 1 metro de água”, afirmou Nunes. Ele disse que, às 16h05, ainda não havia alagamento significativo, mas que a situação mudou rapidamente nos minutos seguintes.
O prefeito argumentou que não seria possível fechar preventivamente o túnel sempre que houvesse um alerta de chuva, porque isso poderia interromper o trânsito em uma ligação importante entre as zonas norte e sul da cidade.
Segundo Nunes, o protocolo prevê o fechamento quando a água começa a avançar na região da Praça da Bandeira, que fica na região central de São Paulo, em uma área de conexão entre o Centro e a Bela Vista. O entorno concentra o Terminal Bandeira, viadutos e acessos às avenidas 23 de Maio e 9 de Julho, que recebem um fluxo intenso de veículos.
"Tentar melhorar"
Ele reconheceu que os procedimentos podem ser aperfeiçoados, mas negou que tenha havido erro na atuação da Prefeitura. “O protocolo tem. A gente pode sempre tentar melhorar.”
Sobre a possibilidade de ressarcir os proprietários de veículos danificados, disse que não há respaldo legal para o pagamento.
Sobre investimentos para impedir enchentes, Nunes afirmou que a Prefeitura destinou R$ 11,3 bilhões entre 2021 e 2026 para obras de drenagem, microdrenagem, canalização de córregos e construção de piscinões. Segundo ele, nove piscinões já foram entregues e outros dez estão em obras.
O prefeito atribuiu às intervenções uma redução de 70% nos alagamentos da cidade. Como exemplo, citou o escoamento da água no Vale do Anhangabaú, que, segundo ele, ocorreu em menos de uma hora. De acordo com Nunes, em episódios anteriores, a água chegou a permanecer no local por até 16 horas.
Ricardo Nunes critica pedido de multa do MP após enchentePrefeito de São Paulo disse que Executivo apresentará relatório de medidas contra enchente e negou falha no fechamento do túnel do Anhangabaú durante temporalBrasil2026-10-16T18:33:02.442ZO prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), criticou nesta sexta-feira (16) o A manifestação ocorre após o temporal de quarta-feira (14), que provocou alagamentos na capital. O órgão também pediu a intimação pessoal do prefeito e cobrou informações sobre as providências adotadas pelo município. “O MP está lá para ficar mandando ofício para a gente. Eu estou lá para trabalhar”, afirmou Nunes ao ser questionado sobre o pedido. O prefeito disse que a administração municipal vai preparar os relatórios solicitados, mas criticou a atuação do promotor responsável pelo procedimento. Nunes citou o volume de trabalho da Prefeitura e afirmou que a equipe terá de reunir informações sobre as ações já realizadas. “Vou parar a minha equipe para pegar esse relatório todo de tudo que a gente já está fazendo, coisas concretas e vou mandar para ele lá [promotor] se divertir com os relatórios”, disse. O pedido do MP-SP envolve questionamentos sobre as medidas adotadas durante o temporal, incluindo os horários de acionamento de alertas, a divulgação de orientações à população, o fechamento de áreas alagadas, o atendimento a pessoas ilhadas e o funcionamento dos sistemas de bombeamento. Túnel do Anhangabaú O prefeito também negou que tenha havido falha da administração municipal no na região central, na última quarta-feira. Segundo ele, o volume de água subiu de forma muito rápida durante a chuva, o que dificultou a retirada dos veículos que já estavam no local. “Em 3 minutos chegou em mais de 1 metro de água”, afirmou Nunes. Ele disse que, às 16h05, ainda não havia alagamento significativo, mas que a situação mudou rapidamente nos minutos seguintes. O prefeito argumentou que não seria possível fechar preventivamente o túnel sempre que houvesse um alerta de chuva, porque isso poderia interromper o trânsito em uma ligação importante entre as zonas norte e sul da cidade. Segundo Nunes, o protocolo prevê o fechamento quando a água começa a avançar na região da Praça da Bandeira, que fica na região central de São Paulo, em uma área de conexão entre o Centro e a Bela Vista. O entorno concentra o Terminal Bandeira, viadutos e acessos às avenidas 23 de Maio e 9 de Julho, que recebem um fluxo intenso de veículos. "Tentar melhorar" Ele reconheceu que os procedimentos podem ser aperfeiçoados, mas negou que tenha havido erro na atuação da Prefeitura. “O protocolo tem. A gente pode sempre tentar melhorar.” Sobre a possibilidade de ressarcir os proprietários de veículos danificados, disse que não há respaldo legal para o pagamento. Sobre investimentos para impedir enchentes, Nunes afirmou que a Prefeitura destinou R$ 11,3 bilhões entre 2021 e 2026 para obras de drenagem, microdrenagem, canalização de córregos e construção de piscinões. Segundo ele, nove piscinões já foram entregues e outros dez estão em obras. O prefeito atribuiu às intervenções uma redução de 70% nos alagamentos da cidade. Como exemplo, citou o escoamento da água no Vale do Anhangabaú, que, segundo ele, ocorreu em menos de uma hora. De acordo com Nunes, em episódios anteriores, a água chegou a permanecer no local por até 16 horas.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/nunes-critica-pedido-de-multa-do-mp-apos-enchentes-em-sao-paulo
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