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Hospitais se unem para combater ataques virtuais e proteger dados de pacientes

Instituições de saúde em São Paulo criam plataforma colaborativa após aumento de crimes virtuais no setor

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Hospital golpes
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Hospitais de São Paulo se uniram para reforçar a segurança digital e proteger melhor os dados dos pacientes. O setor da saúde, já considerado o mais visado por cibercriminosos no Brasil, prepara uma resposta para enfrentar a crescente onda de ataques digitais.

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A ação ocorre após recentes casos de roubo de informações usadas em golpes. Com esses dados em mãos, hackers conseguem falsificar documentos, realizar empréstimos em nome das vítimas, vender informações na dark web e até extorquir pacientes. Um terço das empresas brasileiras afetadas por ataques cibernéticos registrou prejuízos acima de R$ 5 milhões.

A ABCIS, principal rede de profissionais de tecnologia da informação voltada para o setor de saúde do país, anunciou a criação de uma plataforma que promete melhorar a forma como hospitais, laboratórios e operadoras compartilham informações sobre ameaças cibernéticas. O lançamento está previsto para o segundo semestre de 2025.

A iniciativa busca criar uma espécie de barreira coletiva, inspirada nas próprias estratégias usadas pelos hackers. A expectativa é que a troca de experiências ajude a reduzir riscos e acelere a resposta a novas ameaças.

"Nossos dados são extremamente valiosos. Informações de saúde protegidas podem ser usadas para fraudes, extorsão e até mesmo para comprometer a segurança de pacientes. Um ataque bem-sucedido não apenas acarreta perdas financeiras e danos reputacionais, mas, em nosso meio, pode ter consequências de vida ou morte", disse Leandro Ribeiro, coordenador de Cibersegurança na ABCIS.

"Interrupções em sistemas críticos, como os de prescrição de medicamentos, agendamento de cirurgias ou o funcionamento de equipamentos de diagnóstico representam um risco direto e inaceitável à segurança do paciente", alerta.

Especialistas destacam que muitos dos mais de 7 mil hospitais do país não têm capacidade para investir em tecnologia avançada. A colaboração, portanto, pode ser a alternativa para fortalecer a segurança digital. Hoje, hospitais particulares de São Paulo já destinam cerca de 4% do faturamento para segurança da informação.

Além das perdas financeiras, ataques virtuais podem paralisar operações e comprometer atendimentos de emergência. Nesse cenário, cada minuto de instabilidade nos sistemas pode fazer a diferença na vida de um paciente.

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